Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Big Brother Financeiro

Com ou sem ajuda de parentes, lavar dinheiro vai ficar cada vez mais difícil

Ao contrário do que vimos nas redes sociais, alterações propostas pelo Banco Central vão deixar ainda mais rígidas as regras que tentam sufocar financeiramente a corrupção e o crime organizado

Eduardo Campos
Eduardo Campos
25 de janeiro de 2019
5:17 - atualizado às 17:16
Imagem: Shutterstock

Os ditos populares “parente é serpente”, “parente é dor de dente” e seus derivados são bem conhecidos em função dos usuais problemas que abarcam as relações familiares. Difícil imaginar, no entanto, que o tema “parente” poderia gerar tamanha dor de cabeça para um órgão como o Banco Central (BC). Ainda mais com desdobramentos para outros entes governamentais estéreis como Ministério da Justiça e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pois foi isso que aconteceu na quinta-feira, dia 24, com a publicação de notícia dizendo o seguinte: “BC propõe afrouxar regras para banco monitorar parente de políticos e notificar Coaf”, na “Folha de S.Paulo”.

O texto tem como base uma audiência pública do BC para aprimorar as regras sobre prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo (PLD). Mas pouco importou o conteúdo da matéria, bem como o que está em discussão na proposta  feita pelo BC.

No tribunal das redes sociais o que se leu foi apenas o título, com ênfase no “afrouxar” e “parentes”. O momento também não ajuda em função da permanência no noticiário de órgãos como o Coaf, seguido dos sobrenomes Bolsonaro e Queiroz e acompanhados do termo "operações suspeitas". Mistura perfeita para teorias conspiratórias apetitosas de que o governo quer blindar os seus amigos.

Entornando o caldo, lá de Davos, Suíça, o ministro da Justiça, Sergio Moro, entrou na roda ao comentar o tema, falando em “avaliar as razões do BC” e que “nós não estamos falando sobre o atual governo, nós estamos falando sobre as regras do Banco Central do governo anterior”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Suspeito que o ministro não leu a proposta ou tentou apagar o incêndio jogando mais gasolina e o BC junto na fogueira desarrazoada das discussões de redes sociais. O BC vem em um esforço de se estabelecer como órgão de Estado e não de governo, mas vem o ministro e "carimba" governo na instituição.

Leia Também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BC poderia ter explicado melhor o que pretendia quando lançou a proposta de audiência em 17 de janeiro, se antecipando às possíveis críticas. Um texto do tipo fica anos em discussão até conhecer a luz do dia, demandando dedicação e estudo do corpo técnico da instituição.

Ainda assim, vou assumir aqui o papel da “turma do deixa disso”, correndo o risco de levar porrada de todos os lados, mas o ponto é o seguinte: a norma em discussão não facilita ou afrouxa nada para ninguém, seja parente ou não de político.

Em linhas gerais, há um endurecimento das regras já em vigor, buscando gerar informações mais precisas para que o Coaf e outros órgãos como Ministério Público, Polícia Federal e Receita Federal investiguem e punam práticas de lavagem de dinheiro que estão quase sempre associadas à corrupção, crime organizado, tráfico de drogas e entorpecentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Calma que vou explicar

Primeiro é preciso entender como funciona esse sistema. Aqui no Brasil e em mais de 200 países que estão dentro do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI) o modelo é baseado no “conheça o seu cliente” (know your customer).

Todas as instituições financeiras (mas não somente elas) são obrigadas, por lei, a saberem quem é o seu cliente, qual sua capacidade financeira, com quem ele se relaciona, que valores e de que forma ele costuma movimentar o seu dinheiro.

Esses princípios gerais também devem ser aplicados aos funcionários do banco ou corretora e passarão também a abranger os prestadores de serviços de instituições financeiras.

Atualmente, os bancos já possuem sistemas de acompanhamento que acusam quando acontece alguma operação fora do normal para o perfil do cliente, seja ela a Pessoa Politicamente Exposta (PPE) ou um reles motorista, dona de casa ou caseiro em Brasília.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um exemplo prático do que é o “conheça o seu cliente” vem das empresas de cartão de crédito. Se o cliente tenta fazer uma compra de valor elevado em comparação com seu padrão de gastos ou mesmo em um local no qual seu cartão nunca foi usado é comum recebermos aquela mensagem de texto ou ligação para confirmar a transação.

Os parentes e os R$ 10 mil

O texto que está em audiência deixa de citar explicitamente o termo “parente” entre aquelas categorias que mereceriam atenção especial dentro das pessoas politicamente expostas, mas isso não significa afrouxamento ou que eles estarão fora do radar.

A ideia da norma é ampliar esse monitoramento para toda e qualquer pessoa, seja ela parente de político, amante, sócio, assessor ou laranja. Convenhamos que falcatrua de político não envolve só os parentes. De fato, o termo “parente” deve voltar ao texto em discussão para acalmar os ânimos, mas no fundo tanto faz. Já há um "Big Brother" financeiro e o "grande irmão" quer passar a enxergar ainda mais.

Outro ponto que gerou celeuma foi a retirada da exigência de notificação de todas as transações iguais ou superiores a R$ 10 mil. Aqui, a retirada do limite tem duas funções: amplia o escopo das operações passíveis de escrutínio (e já já dou exemplo disso) e ajuda a melhorar a qualidade da informação gerada pelos bancos, que são o ponto de partida para o Coaf realizar as suas análises de inteligência financeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A regra dos R$ 10 mil surgiu junto com a lei 9.613 de 1998 para dar um parâmetro às instituições que estavam se adaptando ao novo modelo. De fato, os bancos sempre foram obrigados a reportar qualquer movimentação suspeita independentemente do valor. O que importa não é o montante, mas a combinação e análise de valores com o perfil do cliente.

Ao derrubar essa linha de corte o BC também tira algumas instituições de uma “zona de conforto”, pois bastava uma operação qualquer passar de R$ 10 mil para ocorrer comunicação ao Coaf. Resultado disso são as mais de 3 milhões de comunicações anuais ao Coaf, que depois de muito peneirar esse “lixo estatístico” gera cerca de 7 mil relatórios de inteligência ao ano.

Sem valor mínimo, os bancos e demais segmentos obrigados terão de ser mais cuidadosos na análise e avaliação das mais de 40 milhões operações financeiras que ocorrem por dia e focar naquelas que realmente devem ser enviadas ao Coaf. O que espera com isso é que o Coaf se debruce mais sobre casos realmente suspeitos e perca menos tempo vendo transações que sejam completamente normais, mesmo sendo R$ 10 mil ou R$ 1 milhão.

Vamos ao exemplo?

O melhor exemplo de que não importa se é parente ou não ou se R$ 10 mil é muito ou pouco é, justamente, o caso do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz. O banco detectou e comunicou ao Coaf dezenas de operações de R$ 2 mil. Vou repetir: dois mil reais. Isso mostra a sensibilidade do sistema que deverá ficar ainda mais “alerta” com as propostas que estão em discussão. É como se a malha da peneira por onde passam as operações financeiras ficasse mais fina e, ao mesmo tempo, mais seletiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas os bancos seguem as regras?

Os números de notificações e as operações da PF e MP dos últimos anos mostram que sim. Por mais que se vocifere por aí que “o Coaf não existia nas administrações petistas”, foram os dados coletados, analisados e compartilhados pelo Coaf que nos permitiram saber o “caminho do dinheiro” da Petrobras para empreiteiras, empresas de fachada, doleiros, e sua chegada a políticos e partidos.

O relatório de inteligência faz a ponte entre a construtora e a empresa de consultoria sem funcionários, com receita de R$ 1 bilhão, que está em nome do ex-político pobre que virou um concorrido consultor.

Há punição para o banco ou instituição financeira que não siga as regras e as multas podem ir a R$ 2 bilhões, além de inabilitação e outras penalidades administrativas, que não impedem a posterior persecução penal. Ao longo da operação Lava Jato, por exemplo, ocorreram casos de gerentes e outros funcionários de bancos que deixaram de cumprir com as obrigações legais e foram punidos.

Atualizando o texto, um leitor nos lembrou de outro incentivo ao cumprimento das regras, que é poder participar do sistema financeiro internacional. Instituições e até mesmo países que não mostram aderência às regras de PLD entram em "listas negras", podendo até serem banidos de transacionar com outros pares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que agora?

O que vou dizer aqui é bem menos interessante que as teorias que circulam na internet, mas a mudança está sendo proposta no começo de 2019 porque o Brasil passará por uma avaliação de aderência às normas internacionais em 2021.

Então, a ideia do BC é discutir a norma com a sociedade, que está mobilizada, pois há mais de 100 sugestões na página da audiência. Depois, apresentar o texto final dando às instituições financeiras um tempo para ajustarem os seus sistemas e, finalmente, colocar as regras em vigor em 2020.

Para quem chegou até aqui, é isso. Mais controle onde há maior risco, não importando quem seja e o valor envolvido. Fica a sugestão de leitura sobre o Coaf, que é o órgão central de inteligência do sistema de PLD brasileiro.

Para encerar, não confundir essa conversa toda com as operações em dinheiro vivo. Toda e qualquer movimentação acima de R$ 50 mil em espécie, em “cash”, é obrigatoriamente comunicada ao Coaf, seja parente de político ou não.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EMPRESTA O BRILHO?

Lotofácil 3649 faz multimilionário na RMSP e teimosinha leva prêmio principal da Quina 6989; concurso 2374 da Timemania promete hoje prêmio maior que o da Mega-Sena 2991

31 de março de 2026 - 7:02

Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para abril de 2026

31 de março de 2026 - 5:29

Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda

MCMV PARA A CLASSE MÉDIA

Novo teto de R$ 600 mil do Minha Casa Minha Vida contempla imóveis em 1,4 mil ruas de São Paulo — em quais bairros estão essas casas e apartamentos?

30 de março de 2026 - 19:28

Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores

EFEITO DOMINÓ

Guerra pressiona inflação global e pode travar cortes de juros, alerta FMI; Brasil já sente os primeiros efeitos

30 de março de 2026 - 16:46

Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima

BC JOGA NO TEMPO

Por que o BC pisou no freio? “Gordura” da Selic vira trunfo em meio à turbulência global e permite “ganhar tempo”, diz Galípolo

30 de março de 2026 - 13:05

Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse

O RECADO DO MERCADO

Inflação dá sinal de alerta no Focus: mercado piora projeções para alta dos preços e reforça juros altos por mais tempo

30 de março de 2026 - 9:03

Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana

FICOU NO VÁCUO

Mega desprestigiada? Dupla de Páscoa, +Milionária e mais 4 modalidades começam a semana com prêmios maiores que o da Mega-Sena

30 de março de 2026 - 7:52

Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.

O COELHINHO ENGORDOU

Caixa anuncia aumento de 14,3% no prêmio da Dupla de Páscoa; veja quanto vai ser sorteado no feriado prolongado

30 de março de 2026 - 6:44

Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.

CERTEZA DA INCERTEZA

Fim da linha para a queda da Selic? As perspectivas para os juros no Brasil com a guerra e a eleição pela frente

30 de março de 2026 - 6:04

Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também

ALÉM DO PETRÓLEO

Cenário de estresse global muda o jogo para a inflação e a Selic: veja o que pode acontecer com os juros, segundo o Inter

29 de março de 2026 - 17:09

Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

CONTA MAIS CARA EM ANO ELEITORAL?

Para atenuar alta na conta de luz, governo pode conceder crédito de R$ 7 bilhões a distribuidoras de energia elétrica

29 de março de 2026 - 11:07

No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%

TÃO DOCE E TÃO SALGADO

Páscoa sem chocolate? Como a escassez de cacau vai influenciar um dos feriados mais esperados pela criançada

29 de março de 2026 - 10:22

Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate

SEM ACORDO

Após 30 dias de guerra, Irã fecha o cerco no Estreito de Ormuz

29 de março de 2026 - 9:57

Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

FUSO HORÁRIO COMPLICADO

Esquece o feriado! Por que seu chefe dificilmente vai te dar uma folga nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026

27 de março de 2026 - 14:03

Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo

A HISTÓRIA SE REPETE

Lotofácil 3646 paga prêmio milionário no meio da selva (de pedra); Mega-Sena puxa de novo a fila das loterias acumuladas, agora com R$ 40 milhões em jogo

27 de março de 2026 - 6:51

Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

DANOS SOB CONTROLE

De vilão a herói: juros altos devem reduzir o impacto do preço do petróleo na inflação do Brasil, diz Galípolo

26 de março de 2026 - 14:29

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia