Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-05-13T18:11:16-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Vem valorização!

Em alta, bitcoin alcança máxima do ano; preço é o maior desde agosto de 2018

O motivo mais provável para a valorização do ativo é que os investidores começam a se posicionar mais no ativo na esperança de que ele fique mais escasso. Isso porque a cada quatro anos, a recompensa de mineração de bitcoins cai pela metade

13 de maio de 2019
14:23 - atualizado às 18:11
bitcoin criptomoeda
Símbolo de bitcoin ao lado de maço de dólar - Imagem: Shutterstock

Depois de um início de ano complicado para o bitcoin (BTC), a moeda reverteu o ciclo de baixas e alcançou ontem (12) o seu valor máximo de negociação (US$ 7.503,87) em 2019. A última vez em que o criptoativo registrou cifra parecida foi em 1 de agosto de 2018 quando foi negociado a US$ 7.707,86.

Depois de alcançar a máxima, a moeda voltou a cair um pouco. Por volta das 14h da tarde de hoje (13), o criptoativo estava sendo negociado a US$ 7.427,51.

No ano, o bitcoin já acumula valorização de aproximadamente 120% em reais, isso se contarmos a cotação do ativo disponibilizada no site CoinMarketCap até hoje (13). A cotação do dólar utilizada no início do ano foi de R$ 3,87. Hoje, a moeda norte-americana está em R$ 3,98. Ele é, inclusive, o melhor investimento deste ano, segundo o nosso colunista André Franco.

Ainda assim, o preço do criptoativo está bem longe da sua cotação máxima que foi alcançada em 17 de dezembro de 2017, justamente quando ele chegou a ser negociado a US$ 20.089,00.

Fonte: CoinMarketCap

Possíveis razões

Mas o que explicaria essa alta? A resposta não é tão trivial e há algumas suposições do que possa ter ocorrido. Segundo o professor de mestrado em criptoeconomia da FGV, Luiz Calado, é difícil precisar, mas há um fenômeno conhecido como halving que pode ajudar a entender melhor o movimento de valorização.

Quando o criador da moeda Satoshi Nakamoto escreveu o protocolo do bitcoin, ele estipulou que a recompensa pela mineração da moeda diminuiria lentamente ao longo dos anos para controlar o suprimento do ativo. Com isso, a cada quatro anos, o processo de recompensa dado aos mineradores de bitcoin reduz pela metade.

Como a última vez que isso ocorreu foi em 2016, a próxima será no ano que vem. E isso costuma impactar diretamente na cotação do ativo.

De acordo com Calado, há uma suspeita de que haja uma relação entre os anos anteriores a processos de halving e a alta no preço do bitcoin. A ideia é que como há uma possibilidade que a moeda se torne mais escassa e consequentemente mais valiosa, os investidores acabem buscando se posicionar mais nela para surfar a onda de valorização.

Entrar ou correr?

Apesar da possibilidade de alta no próximo ano, uma boa dica é analisar como estão as suas finanças e verificar se você está disposto a correr riscos.

"Todo cuidado é pouco. Como já houve uma valorização, eu diria assim: se você não possui nada, talvez seja um bom momento para entrar com um percentual baixo. Já se você já estiver posicionado, talvez seja a hora de realizar um pouco do lucro e, de repente reinvestir", destaca Calado.

Pelo fato de a moeda ser bastante volátil, a dica é investir até 5% da sua carteira no ativo e diversificar entre mais de um criptoativo. Os ativos que costumam ser mais negociados são o Ethereum (ETH), o Iota (MIOTA), Ripple (XRP), além do próprio bitcoin.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Juros em alta

Rumo aos 6% + IPCA? Taxas do Tesouro Direto sobem forte após Copom, e títulos atrelados à inflação já pagam mais de 5,5% a.a. de juro real

Com alta da Selic para 7,75%, juros futuros dispararam nesta quinta, fazendo taxas do Tesouro Direto subirem ainda mais

De olho na estatal

Após novas falas de Bolsonaro sobre privatização, CVM vai investigar a Petrobras (PETR4)

A autarquia abre processo administrativos quando entende que precisa acompanhar os desdobramentos de algum assunto

ENRIQUEÇA ATÉ 2024

‘Investir muito em Bitcoin é coisa de imbecil’: estes 14 investimentos já dispararam até 1300% e têm potencial para te deixar rico

Apesar do hype das criptomoedas, existem outras ‘pechinchas exponenciais’ que estão fora do radar de muitos investidores; conheça

Um brinde

A Ambev (ABEV3) nunca vendeu tanta cerveja como no 3º trimestre. E as ações disparam na bolsa

A gigante de bebidas registrou lucro líquido de R$ 3,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 50% e acima do esperado pelo mercado. Hora de comprar a ação?

MERCADOS HOJE

Entre balanços positivos e nova elevação da Selic, Ibovespa opera instável; dólar avança

Após a decisão do Copom de elevar em 1,5 ponto percentual a Selic, o mercado já espera mais para a próxima reunião. O impasse em Brasília pressiona ainda mais a curva de juros e já precifica uma alta de 1,75 p.p no próximo encontro.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies