Vitor Hugo: ‘Vamos tentar acordo para profissional de segurança na reforma’
Deputado Major Vitor Hugo também afirmou durante a entrevista à rádio CBN que é interessante para o governo, se houver condições políticas, colocar Estados e municípios na reforma da Previdência

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse na manhã desta sexta-feira, 5, em entrevista à rádio CBN, que o governo ainda tentará, no Plenário da Casa, algum acordo para "valorizar o profissional de segurança pública". A afirmação ocorre após o governo não conseguir emplacar regras mais brandas para policiais no texto da reforma, seja no texto do relator, seja via destaques.
O destaque sobre esse tema, o de nº 40, buscava estender as regras especiais de aposentadoria das Forças Armadas para agentes de segurança no âmbito da União: policiais federais, agentes penitenciários e agentes socioeducativos. Foi, no entanto, rejeitado logo no começo da apreciação dos destaques pelo Comissão Especial, na tarde de quinta-feira.
"Vamos tentar viabilizar acordo (para rever as regras ao profissionais de segurança pública), mas não podemos ser irresponsáveis a ponto de arriscar a aprovação da reforma", afirmou Vitor Hugo na entrevista à CBN. O líder do governo na Câmara citou um dilema, dizendo que o governo tem a intenção de "valorizar o profissional de segurança pública", mas houve um impasse ao longo de todo o dia, seria "um problema desestruturar todos os acordos que foram firmados". "Estávamos alinhados para aprovar (o texto da reforma na comissão), não poderíamos colocar em risco acordos", acrescentou.
Sobre mudar as regras no Plenário, o deputado disse que isso ocorrerá apenas "se houver possibilidade de consenso entre os que querem aprovar". "Se não, vamos ter que tentar rever isso de outra forma", afirmou na entrevista.
Inclusão de Estados e municípios
O deputado Major Vitor Hugo também afirmou durante a entrevista que é interessante para o governo, se houver condições políticas, colocar Estados e municípios na reforma da Previdência. Mas ele ponderou que, assim como ocorreu na fase de negociações, deixará a cargo dos congressistas e dos próprios governadores esse trabalho. "Não vamos buscar votos para incluir Estados e municípios. Se o texto for aprovado, mesmo sem Estados e municípios, ficaremos felizes com a reforma", afirmou.
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O deputado disse que o governo caminha para ter os 308 votos necessários para a aprovação da reforma no Plenário da Câmara dos Deputados, em dois turnos. Nesta quinta, a Comissão Especial da reforma da Previdência aprovou o relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) por 36 votos a favor e 13 contrários. "A oposição quase nunca foi maior (na votação) que 13", observou.
Ao ser questionado se o governo pode ceder em alguma coisa que pretenda apresentar em plenário, o deputado afirmou que o governo, "com mais calma, hoje e no fim de semana, vai estudar as possibilidades". "No atual quadro político, conseguimos uma reforma em torno de R$ 1 trilhão em dez anos. É uma vitória do governo e do País, vai dar potência fiscal para outros voos mais amplos, como a reforma tributária, o pacto federativo".
Vitor Hugo também citou medidas de impacto micro que foram discutidas em café da manhã com Banco Central. "Há várias frentes que vão começar ser atacadas para melhorar a economia a partir dessa aprovação (da reforma da Previdência)", disse.
Desentendimento com Rodrigo Maia
Sobre seu desentendimento com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Vitor Hugo afirmou que é preciso considerar que "foi uma semana tensa". "E aqueles que querem aprovar estavam mais tensos. Ontem (quinta) foi um momento crucial", disse.
Segundo ele, "houve uma pequena tensão com Maia quando da definição da questão dos policiais". "Em função de semana mais tensa, porque desaguaria em sequência de votações em série, os ânimos de todos estavam mais tensionados. Mas nós queremos o País melhor e queremos a aprovação da Previdência. Qualquer diferença do passado vai ser superada", disse. "Não existe entre nós (eu e Maia) qualquer problema", finalizou.
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