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Para a deputada, o País corre o risco de perder na economia com as alterações feitas por parlamentares na proposta de reforma da Previdência
A líder do governo no Congresso Nacional, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), disse a jornalistas nesta quinta-feira, 28, que, a cada alteração feita por parlamentares na proposta de reforma da Previdência, o País "corre o risco de perder na economia". Na avaliação da deputada, apesar de "o melhor texto" ser "este que foi apresentado pela equipe econômica", o governo está disposto a dialogar com os parlamentares das duas Casas.
"Cabe agora a nós, liderança no Congresso, na Câmara, e à nossa base, fazer um trabalho de convencimento para que nossos parlamentares entendam que qualquer mexida extra é prejudicial no texto da Previdência. Ponto", afirmou a jornalistas.
Joice ponderou que o presidente Jair Bolsonaro é "muito sensível" e entende que o Congresso tem autonomia para mexer na proposta. Ela reiterou que o governo está mandando recado para os parlamentares de que está disposto a dialogar e que não será impositivo.
"Há uma margem para que se trabalhe? Sempre há, mas não pode ser muito grande. A gente tem que ter a economia na casa do trilhão. Já disse isso e repito: é a espinha dorsal da nossa reforma. Não dá para a gente estimular qualquer tipo de mexida que tenha impacto muito grosseiro aí na questão econômica", disse.
De acordo com a deputada, a articulação política e a negociação com parlamentares da base da oposição serão feitas por ela, que é líder no Congresso, pelo ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, e pela liderança do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).
"O presidente nos dá a sinalização e nós fazemos a negociação. Então tudo vai ocorrer da melhor forma, no tempo certo. E vai ser na margem certa. Tenho certeza que nosso Congresso vai ter responsabilidade com a nova reforma", disse.
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Joice disse ainda que as emendas são uma "questão tradicional" do Congresso e que elas são saudáveis do ponto de vista político, desde que aplicadas para o bem da população. "E não como instrumento de chantagem e de toma-lá-dá-cá."
"As emendas são impositivas, o governo já disse que não vai contingenciar emendas. Elas são importantes, desde que bem aplicadas pelos parlamentares em seus municípios para ajudar a resolver a vida da população. É uma forma de o parlamentar ajudar o seu prefeito, ajudar o seu governador, ajudar uma obra específica, ajudar na área da saúde."
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