Caixa registra lucro de R$ 3,9 bilhões no 1º trimestre, alta de 23% em um ano
Lucro recorrente ficou em R$ 3,870 bilhões, alta de 5,8% em doze meses e de 740,8% sobre o resultado de R$ 460 milhões no trimestre anterior

A Caixa anunciou lucro líquido de R$ 3,920 bilhões no primeiro trimestre, alta de 22,9% sobre o mesmo período de 2018.
O resultado é atribuído pela administração a maiores receitas de prestação de serviços, redução das despesas de calotes (PDD), e estabilidade da margem financeira em relação ao primeiro trimestre de 2018. No quarto trimestre de 2018, o banco público teve prejuízo de R$ 1,113 bilhão.
"O resultado no 1º trimestre foi uma surpresa positiva, eu não esperava algo tão forte", avaliou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.
Depois de pagar antecipadamente R$ 3 bilhões ao Tesouro Nacional neste mês, Guimarães anunciou nesta segunda-feira que o banco deve devolver outros R$ 7 bilhões à União nos próximos 30 dias.
O presidente também disse que o banco tem condições de devolver R$ 20 bilhões ao Tesouro Nacional em 2019, mesmo sem a venda de ativos. "Se fizermos a abertura de capital neste ano, poderemos pagar inclusive mais que R$ 20 bilhões", completou.
"Pagar os IHCDs é o óbvio, e faz sentido matemático, devido à correção de juros pela inflação e a participação nos lucros", afirmou Guimarães.
Leia Também
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
Ele destacou que a venda de ações da Petrobras na carteira da Caixa deve alcançar R$ 7,5 bilhões. O presidente da Caixa repetiu que a solidez do banco permitiu a antecipação do pagamento de R$ 3 bilhões ao Tesouro nesse mês.
Ressalvas
O presidente da Caixa disse ter a expectativa de que as ressalvas da auditoria externa ao banco possam ser retiradas do balanço do segundo trimestre. "Ainda há muita investigação sendo feita sobre o passado do banco, mas a nossa expectativa é de que ressalvas de auditores sejam retiradas no próximo balanço. (Os auditores) estão gostando das mudanças de governança que estamos implementando, mas a Caixa não tem influência sobre a decisão deles", completou.
O vice-presidente de Distribuição, Atendimento e Negócio da Caixa, Valter Nunes, disse ainda que o programa de renegociação de dívidas lançado no mês passado pelo banco deve ter um impacto de R$ 200 milhões no balanço do segundo trimestre, como reversão de prejuízos.
Outros números
O lucro recorrente ficou em R$ 3,870 bilhões, alta de 5,8% em doze meses e de 740,8% sobre o resultado de R$ 460 milhões no trimestre anterior.
As receitas com prestação de serviços aumentaram 2,3% em 12 meses, para R$ 6,5 bilhões, sendo 19,8% maiores as receitas de serviços com fundos de investimento e 8,5% as de convênios e cobrança bancária.
Já as despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa caíram 24,4% ante o primeiro trimestre de 2018, para R$ 2,827 bilhões. Também influenciado por esse dado, o resultado bruto da intermediação financeira soma R$ 9,580 bilhões, 10,6% maior em 12 meses.
O indicador de inadimplência (acima de 90 dias) teve queda de 2,90% para 2,47% no comparativo de primeiro trimestre, mas subiu em relação ao quarto trimestre de 2018, quando era de 2,18%.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou estável, em 15,8% em março de 2019. O índice de Basileia cresceu 1,8 ponto porcentual em doze meses, para 20,1%, e 0,5 p.p. sobre o quarto trimestre.
Foco
O presidente da Caixa voltou a dizer que o foco do banco devem ser as pequenas e micro empresas. Ele criticou operações realizadas com grandes companhias no passado que, segundo ele, fizeram a Caixa perder muito dinheiro. "Eu sempre digo que o foco da Caixa tem que ser a padaria do Seu Joaquim e não as empresas grandes, que fizeram o banco perder bilhões de reais", afirmou.
Guimarães disse ainda que a Caixa fez apenas o básico no caso da Odebrecht. "Uma grande companhia entrou agora em recuperação judicial e a Caixa fez o básico, que foi pedir as suas garantias. Se o banco tem garantias, porque não vai pedir?", completou.
A Carteira de Crédito Ampla da Caixa, ficou em R$ 685,842 bilhões, queda de 2,0% sobre o mesmo intervalo do ano anterior. O banco explica que faz um realinhamento estratégico na carteira de crédito para grandes empresas, que caiu 40% se comparada ao primeiro trimestre de 2018. "A Caixa está diminuindo a concentração dessas operações, garantindo uma carteira mais pulverizada e capaz de apoiar o crescimento de um maior número de empresas", afirmou o banco, no documento.
A Caixa teve lucro líquido de R$ 3,920 bilhões no primeiro trimestre, alta de 22,9% sobre o mesmo período de 2018. A previsão para o segundo trimestre é forte, segundo o presidente. "Nosso balanço do segundo trimestre será histórico", acrescentou Guimarães.
E por falar em Odebrecht...
Guimarães disse que a exposição direta do banco à Odebrecht é de R$ 2,2 bilhões, sem considerar as operações do FI-FGTS.
Segundo ele, as regras de governança do FI-FGTS impedem a divulgação da exposição ao fundo da empreiteira que entrou em recuperação judicial. "A Odebrecht não foi a primeira empresa a pedir recuperação judicial desde o começo do ano", afirmou.
Guimarães também afirmou que o banco e o FI-FGTS provisionaram R$ 500 milhões no fim do ano passado para lidar com prováveis recuperações judiciais de cerca de 20 empresas.
Perdas provisionadas
O presidente da Caixa disse que o impacto da recuperação judicial da Odebrecht no balanço do banco deverá ser residual, porque a instituição teria feito os provisionamentos necessários no fim de 2018. "Como a recuperação judicial da Odebrecht era iminente, as possíveis perdas da Caixa com a empresa já estão 95% provisionadas. A Caixa teve perda de bilhões com Odebrecht, mas a perda no balanço será residual. Apenas garantias de imóveis da Odebrecht serão perdas, se não forem vendidos", afirmou.
Segundo ele, o banco estaria bem provisionado não apenas em relação à Odebrecht, mas também em relação a outras grandes empresas com probabilidade de entrarem em recuperação judicial. "Enxergamos mais dez empresas que hoje não têm condições de continuar em um processo de recuperação", completou, sem detalhar quais companhias seriam essas.
IPO da Caixa Seguridade
O presidente da Caixa afirmou ainda que a oferta inicial de ações (IPO) da Caixa Seguridade será a primeira operação do banco. "O processo já está adiantado e acredito que o IPO da Caixa Seguridade será feito em outubro ou novembro", comentou.
Segundo ele, na sequência o banco deverá abrir o capital da Caixa Cartões e da Caixa Loterias. Já o IPO da Caixa Asset seria o último a ser feito, porque ainda depende da formatação da empresa. "Acredito que podemos ter o triplo de clientes da XP investindo com Caixa Asset. Teremos provavelmente os maiores fundos imobiliários do País, um com as agências e outro com prédios próprios", completou.
Guimarães adiantou ainda que a vice-presidente em exercício de Administração e Gestão de Ativos de Terceiros, Thaís Peters, deverá ser a presidente da Caixa Asset.
Crédito imobiliário
O presidente da Caixa disse também que o banco projeta um crescimento entre 20% a 30% no crédito imobiliário em 2019, superando os R$ 230 bilhões neste ano na carteira com recursos próprios e SBPE. "Vai haver um resultado muito melhor no segundo trimestre em crédito imobiliário", afirmou.
A Caixa anunciou mais cedo, junto com os dados do primeiro trimestre fiscal, que o saldo de crédito imobiliário cresceu 3,3% sobre o mesmo período do ano anterior, para R$ 447,4 bilhões, dos quais R$ 270 bilhões (10,9% superior) com recursos do FGTS e R$ 177 bilhões (queda de 6,5%) com recursos próprios e SBPE.
Em relatório da administração, o banco destaca que detém a liderança desse mercado com 68,8% de participação, ganho de 0,32 p.p. em 12 meses. Na comparação com o quarto trimestre, o aumento foi de 0,6%.
Guimarães também afirmou que o banco está realizando um estudo sobre a quantidade de agências, que pode levar ao fechamento de alguns pontos, mas também a abertura de novos postos de atendimento. "Não fecharemos nunca uma agência que seja a única em uma localidade. Fecharemos apenas as agências que estejam uma ao lado de outra, com prejuízo. Além disso, um temos plano forte de expansão de agências em áreas com crescimento potencial", completou.
Banco Pan
O presidente da Caixa confirmou ainda que a instituição pretende deixar ainda este ano a sua participação no Banco Pan. "O Pan foi motivo de perdas relevantes para a Caixa, mas tivemos agora um retorno de cerca de R$ 600 milhões com a aquisição da participação no banco", afirmou. "Estamos conversando com o BTG para sair do Banco Pan neste ano. Não faremos nada que não seja coordenado com os sócios (o BTG)", completou.
Guimarães disse ainda que a Caixa deixará a participação na corretora WIZ. "Não faz sentido a Caixa ser o único grande banco sem corretora 100% própria. Vamos deixar a participação na corretora WIZ, não há interesse em continuarmos como sócios", afirmou. Segundo ele, o banco concentrará sua operação de corretora na Caixa Seguridade.
*Com Estadão Conteúdo.
NEM POR DECRETO
Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 200 milhões; Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha
21 de outubro de 2026 - 5:42FINANÇAS
Investimentos liberam mais limite nos cartões de crédito do BTG Pactual. Conheça os requisitos e benefícios das versões Gold, Platinum e Black
20 de outubro de 2026 - 16:00PRÉVIA DO RESULTADO
Receitas em alta e ações de lado: balanço da SpaceX (SPCX) finalmente decolou? Saiba o que esperar
20 de outubro de 2026 - 15:03DESTAQUE NA IMPRENSA
Repórteres do Seu Dinheiro são vencedoras do prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças
20 de outubro de 2026 - 14:58O MISTÉRIO CONTINUA
Universidade desembolsa R$ 4,5 milhões em nova etapa de busca por avião desaparecido de Amelia Earhart, mas encontra outra coisa
20 de outubro de 2026 - 14:02COMEÇOU BEM
Lotomania desencanta, paga R$ 14 milhões e ofusca prêmio milionário na Lotofácil; Mega-Sena acumulada promete R$ 185 milhões hoje
20 de outubro de 2026 - 5:55REAJUSTADO E ANTECIPADO
Governo antecipa pagamento do Bolsa Família reajustado a poucos dias do tira-teima entre Lula e Flávio Bolsonaro — e coloca a culpa no El Niño
19 de outubro de 2026 - 13:06ABRIU DISTÂNCIA
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 200 milhões; Quina pode pagar R$ 51 milhões hoje
19 de outubro de 2026 - 6:48ANOTE NA AGENDA
Temporada de balanços do 3T26 bate à porta: veja as datas das divulgações e das teleconferências
19 de outubro de 2026 - 6:04PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: pagamento da sétima parcela começa hoje; veja as datas de depósito
19 de outubro de 2026 - 5:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família com reajuste começa a ser pago amanhã; confira o calendário e quem vai se beneficiar
18 de outubro de 2026 - 6:48ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3805 tem 21 ganhadores, mas só um deles vai sacar prêmio milionário; Quina acumula e pode pagar R$ 40 milhões hoje
16 de outubro de 2026 - 7:01PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO
Mega-Sena 3070 encalha e prêmio sobe para R$ 170 milhões; Lotofácil e outras loterias também acumulam
15 de outubro de 2026 - 7:07REDUÇÃO DA JORNADA
Senado aprova PEC que acaba com escala 6×1 e reduz jornada semanal para 40 horas
14 de outubro de 2026 - 22:42QUAAAAASE!
Lotofácil 3803 deixa 2 ganhadores quase milionários; Mega-Sena 3070 corre excepcionalmente hoje valendo R$ 150 milhões
14 de outubro de 2026 - 7:23HERANÇA INDIGESTA
A conta que espera o próximo presidente: ajuste fiscal bilionário exigirá mexer onde ninguém quer, diz Kinea
13 de outubro de 2026 - 16:07COMEÇOU
Recarga do Gás do Povo de outubro de 2026 já está disponível; veja quem tem direito e o prazo do benefício
13 de outubro de 2026 - 10:59PASSOU VOANDO
Mega-Sena acumulada alcança a marca R$ 150 milhões e deixa +Milionária comendo poeira
13 de outubro de 2026 - 7:19A PROVA DOS 9
Ibovespa no topo, agenda cheia: para onde o investidor deve olhar no pós-recorde da bolsa
12 de outubro de 2026 - 18:00SE CUIDA, NVIDIA?