Uma questão de conveniência
O mercado financeiro brasileiro ignorou ontem as preocupações dos investidores em relação à desaceleração econômica global, após dados fracos da balança comercial chinesa, e alcançou novas marcas importantes. Descolada do ambiente externo, a Bolsa brasileira superou os 94 mil pontos, renovando a máxima histórica, enquanto o dólar caiu abaixo de R$ 3,70, em meio à expectativa pela reforma da Previdência.
E esse tom positivo nos negócios locais pode continuar hoje, já que o ambiente internacional amanheceu mais favorável aos ativos de risco. Ou seja, diante do otimismo do mercado doméstico com o avanço da agenda reformista do governo Bolsonaro, os investidores blindam-se do cenário externo - quando lá fora está ruim; mas, convenientemente, “colam-se” ao comportamento global - quando estiver bom.
Nesta manhã, os índices futuros das bolsas de Nova York exibem ganhos firmes, após uma sessão positiva na Ásia, onde os investidores se apoiaram em medidas de estímulo na China para superar a desaceleração econômica. Autoridades do governo disseram que Pequim irá cortar impostos e manter uma política monetária flexível, de modo a impedir uma perda de tração mais intensa.
Em reação, as bolsas de Xangai, Hong Kong, Tóquio e Seul subiram ao redor de 1%. Já na Europa, os investidores estão apreensivos antes de uma votação-chave no Parlamento britânico sobre o acordo da saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, que pode resultar em uma vitória histórica de Theresa May. Mais de 70 parlamentares, inclusive do Partido Conservador, devem se opor à proposta.
Antes da votação, a libra esterlina ganha terreno em relação ao dólar, com a moeda norte-americana mostrando menos vigor frente aos demais rivais. Esse movimento favorece o desempenho das commodities. O petróleo avança, com o barril do tipo WTI cotado acima de US$ 50. Já o juro projetado pelo título norte-americano de 10 anos (T-note) está estável, ao redor de 2,7%.
Exterior em busca de pistas
Após a China colocar a desaceleração econômica global em evidência, os investidores esperam encontrar mais pistas sobre a perda de tração da atividade, agora, nos balanços das empresas. Depois de o Citigroup abrir ontem a temporada norte-americana entre os bancos, hoje é a vez de JPMorgan e Wells Fargo.
Leia Também
Os resultados trimestrais podem corroborar o temor de que o crescimento global está menor, depois que os números da balança comercial chinesa sinalizaram uma fragilidade da atividade ao final de 2018. Afinal, a queda das exportações e das importações da China em dezembro mostraram uma retração da demanda mundo afora.
Ou seja, não se trata apenas de um esfriamento da China, o que poderia elevar a pressão de Washington sobre Pequim por vantagens comerciais. Aliás, o presidente Donald Trump já indicou que irá usar o argumento de que os “problemas” na economia chinesa “estão aparecendo” para fechar um acordo com o país em breve.
A questão é que, diante do nível de abertura da economia chinesa, em termos de vendas de produtos, os números mostram que o mundo - o Ocidente, principalmente - está consumindo menos, diante do ritmo mais lento de expansão. Com isso, o foco se desloca para o encontro entre chineses e norte-americanos no fim deste mês.
Outra preocupação é o impacto na economia dos EUA da paralisação do governo (shutdown), que entrou na quarta semana, em meio à queda de braço da Casa Branca e os democratas sobre a construção de um muro na fronteira com o México. Trump reitera que não irá ceder, mas quer uma solução sobre os gastos públicos.
Por uma reforma mais ampla...
No Brasil, os investidores aguardam a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e apostam em mudanças amplas e profundas. Entre elas, a fixação de idade mínima para aposentadoria, um prazo menor para o período de transição e um novo regime - o de capitalização, além da inclusão dos militares.
Por ora, o mercado financeiro brasileiro continua dando o benefício da dúvida ao novo governo. Essa lua de mel deve durar até após o carnaval, em março, quando se esperam avanços no processo de aprovação das reformas, com o Palácio do Planalto mostrando articulação política com o Congresso para cumprir o prometido.
Para tanto, será importante aferir a capacidade do líder do governo na Câmara, anunciado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro. Caberá ao deputado Major Vitor Hugo, em primeiro mandato, articular com as bancadas aliadas a votação de projeto de interesse do governo.
A ideia é de que haja uma mudança na forma como o Palácio do Planalto e o Congresso se relacionam, mas sem que os partidos sejam “abandonados” nas conversas. Já para o cargo de porta-voz do governo, Bolsonaro escolheu o ex-chefe de comunicação do Exército, o general Otávio Santana.
Black Friday brasileira
A agenda econômica desta terça-feira traz como destaque as vendas no varejo brasileiro em novembro. O período foi marcado pelas promoções do comércio varejista em torno da Black Friday, data que vem a cada ano conquistando mais consumidores por causa dos preços atrativos e antecipando as compras de Natal.
Com isso, a previsão é de um desempenho robusto do setor no período, com alta ao redor de 1%. Se confirmado, o dado deve interromper dois meses seguidos de queda. Já na comparação anual, a previsão é de crescimento de 2% nas vendas em novembro deste ano, no quarto avanço seguido neste tipo de confronto.
Os números oficiais serão conhecidos às 9h. Antes, às 8h, sai o primeiro Índice Geral de Preços deste mês, o IGP-10.
Já no exterior, o calendário do dia traz, às 11h30, a inflação ao produtor (PPI) norte-americano em dezembro e o índice regional em Nova York em janeiro. Também merece atenção o discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, em evento de comemoração dos 20 anos da criação do euro.
Banco Central questiona decisão do TCU em relação à investigação do Master, e embate ganha novo capítulo
O BC entrou com um embargo de declaração no TCU, para questionar a decisão de investigá-lo no processo de análise do Banco Master; veja qual o risco da liquidação ser revertida
Simples Nacional 2026: pequenas empresas podem migrar para o regime neste mês
O prazo para solicitar o enquadramento termina em 30 de janeiro, último dia útil do mês
Jaci, o supercomputador que conecta ciência de ponta e saber ancestral para evitar desastres naturais
Novo sistema do Inpe substitui o Tupã e amplia velocidade e a precisão das previsões metereológicas e climáticas
Lotofácil deixa 5 pessoas mais perto do primeiro milhão; Mega-Sena volta hoje depois de Mega da Virada conturbada
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da primeira semana cheia de 2026. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.
Calendário do BPC/LOAS 2026: veja quando o pagamento do benefício cai
Benefício assistencial segue o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC
MEI já pode entregar a declaração anual de faturamento; veja como preencher o documento
O microempreendedor individual deve informar quanto faturou e se teve algum funcionário em 2025 por meio da DASN-SIMEI
Robôs humanoides, data centers gigantes e biotecnologia: as oito teses que definirão a economia e os investimentos em 2026
Relatório da Global X compilou as tendências globais que devem concentrar capital para desenvolvimento nos próximos anos
Valor da contribuição mensal do MEI muda em 2026; veja quanto fica
O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 também altera a contribuição mensal do microempreendedor individual
Calendário do INSS 2026: confira as datas de pagamento e como consultar
Aposentados e pensionistas já recebem com valores corrigidos pelo novo salário mínimo; depósitos seguem o número final do benefício
Feriados 2026: veja quando caem as primeiras folgas do ano
Calendário de 2026 tem maioria dos feriados em dias úteis e abre espaço para fins de semana prolongados ao longo do ano
Vencedor da Mega da Virada que jogou o prêmio no lixo, dividendos sendo tributados e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Mega bilionária, novos impostos e regras do jogo: o que bombou no Seu Dinheiro na primeira semana do ano, entre a corrida pelo prêmio da Mega da Virada e a estreia da tributação sobre dividendos
Eleições 2026: quando o jogo começa para eleitores, partidos e candidatos
Cronograma reúne datas-chave para eleitores, partidos e candidatos ao longo de 2026
Agro cobra reação rápida do Brasil à taxação chinesa para evitar impacto no mercado
Bancada afirma acompanhar o tema com preocupação e alerta para riscos ao mercado e à renda do produtor no início de 2026
Calendário Gás do Povo 2026: botijão passa a ser gratuito e governo amplia o acesso ao gás de cozinha
Novo programa substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda
Calendário do Pé-de-Meia 2026: confira quando o governo paga os incentivos do ensino médio
Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano conforme matrícula, frequência, conclusão e participação no Enem
Calendário do Bolsa Família 2026: confira quando começam os pagamentos e quem pode receber
Pagamentos começam em 19 de janeiro e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600
Do petróleo ao bitcoin (BTC): como o ataque dos EUA à Venezuela mexe com os mercados
O conflito pode elevar a percepção de risco de toda a América Latina, inclusive do Brasil, segundo analista da RB Investimentos
Lotofácil 3577 faz um novo milionário, enquanto outras loterias ficam pelo caminho; confira os sorteios deste sábado
A Lotofácil volta a correr neste sábado, 3, no valor de R$ 1,8 milhão, porém ela não é a única a sortear uma bolada
Trump diz que Maduro foi deposto e capturado após ataques dos EUA na Venezuela
Segundo autoridades dos EUA, Maduro foi capturado por tropas de elite das forças especiais
Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para 2026
Do Pé-de-Meia ao novo Gás do Povo, veja como ficam as datas e regras dos principais benefícios federais neste ano
