Menu
2019-06-17T20:04:55-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Novo comando

Gustavo Montezano é indicado para lugar de Levy no BNDES

Atual secretário-adjunto da Secretaria de Desestatização, Montezano já foi sócio do Banco Pactual. Ministério da Economia agradece dedicação de Levy

17 de junho de 2019
19:06 - atualizado às 20:04
BNDES Gustavo Montezano
Presidente do BNDES, Gustavo Montezano - Imagem: Hoana Gonçalves/Ascom ME

Por meio de nota, o Ministério da Economia informou que Gustavo Montezano deverá suceder a Joaquim Levy no comando no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Até então, Montezano trabalhava como secretário-adjunto da Secretaria de Desestatização, comandada por Salim Mattar, que esteve entre os cotados para o cargo.

Segundo o Ministério da Economia, a indicação foi encaminhada para deliberação do Conselho de Administração do BNDES.

Ainda de acordo com o Ministério, Montezano tem 38 anos, é graduado em engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e mestre em Finanças pelo Ibmec. O indicado tem 17 anos de carreira no mercado financeiro. Foi sócio do Banco Pactual, tendo atuado como diretor-executivo da área de commodities em Londres e anteriormente como responsável pela área de crédito, resseguros e "project finance".

Levy pediu demissão no domingo depois que o presidente Jair Bolsonaro falou que estava “por aqui” com ele, após a indicação de um diretor que já tinha trabalhado em administrações petistas.

Também em nota, o Ministério da Economia, “agradece a Joaquim Levy pela dedicação demonstrada enquanto presidente do BNDES.”

Desafios

Sendo aprovada sua indicação, Montezano terá de fazer algo que o presidente Jair Bolsonaro vem pedindo faz tempo que é "abrir a caixa preta" do BNDES. O termo virou mote de campanha e desde então aparece com recorrência nas falas do presidente quando ele critica os empréstimos feitos para Cuba, Venezuela e outros países e "empresas amigas" durante os governos do PT.

Levy foi cobrado por essa abertura e apresentou uma formulação mais amigável aos dados sobre todas as operações do BNDES com seus maiores clientes.

A "caixa preta" está aberta desde 2015, quando o banco ampliou o volume de informações sobre seus contratos, trazendo taxas de juros, prazos e garantias. Não haveria muito mais informações a dar, pois demais dados são protegidos pela lei do sigilo bancário.

Além de satisfazer essa demanda do presidente, Montezano terá de acelerar a devolução de recursos que foram aportados pelo Tesouro. A demora ou relutância de Levy em fazer a devolução na velocidade deseja por Paulo Guedes e equipe estaria entre os motivos de insatisfação com o agora ex-presidente.

Há também uma demanda para que seja acelerado o processo de venda de participações de empresas que estão na carteira do BNDES Par, braço de participações do banco, que passam de R$ 100 bilhões.

Não era novidade que tinha atrito entre Levy e Guedes, mas a forma como Levy deixou o cargo surpreendeu de forma negativa em função da exposição pública e da motivação ideológica. O próprio Levy já tinha sido ministro de Dilma Rousseff e secretário de Lula, por exemplo. Pode-se criticar seu trabalho e seus métodos, mas petista ou "inimigo do Brasil" ele nunca foi.

A CPI do BNDES, que está em funcionamento quase permanente no Congresso (perdi a conta de quantas ocorreram), já tinha aprovado a convocação de Levy. Agora foi definida a data de sua audiência, dia 26 de junho.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

quem vai levar?

Tem ação fresquinha vindo aí, minha amiga, com o IPO da Hortifruti Natural da Terra

Com tese de investimento sendo que ela é o melhor do supermercado e da feira, companhia busca recursos para expandir operações

Ligando na tomada

Renault traz a nova geração de carros elétricos ao Brasil — e Weg e EDP garantem a recarga

A Renault firmou parceria com EDP e WEG para o fornecimento de infraestrutura do novo Zoe, veículo 100% elétrico da montadora francesa

Estreia na segunda

Hashdex capta mais de R$ 615 milhões para o primeiro ETF de criptomoeda

O ETF replicará um índice desenvolvido pela Nasdaq com a própria gestora Hashdex e estreia na bolsa brasileira na seugnda-feira (26)

novata na b3

Grupo GPS aceita desconto e arrecada R$ 2,5 bilhões em IPO; conheça mais a empresa

Prestadora de serviços de limpeza e segurança encara mesmas dificuldades que outras empresas para listar ações na bolsa

MERCADOS HOJE

Com orçamento superado, Ibovespa encontra fôlego e opera e alta; dólar também avança

O dia de hoje deve ser marcado pela repercussão do aumento de impostos de Joe Biden e o alívio com a sanção presidencial do orçamento

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies