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As informações são do jornal “O Estado de S.Paulo”. Em entrevista, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, disse que é preciso destravar o canal de crédito do país e garantir maior participação do setor privado
Em entrevista publicada hoje (19) pelo jornal "O Estado de S.Paulo", o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, disse que o BNDES tem condições de fazer a devolução de R$ 126 bilhões à União agora em 2019, na íntegra.
Ele comentou que já enviou ofício com a solicitação de devolução antecipada de R$ 100 bilhões, além dos R$ 26 bilhões previstos para este ano. A ideia é "retornar para os cofres da União os valores que foram emprestados na forma de subsídios, extremamente caros ao país, ao emprego e renda".
Em sua justificativa, Júnior disse que "os recursos que o BNDES recebeu em governos anos anteriores levaram a um funcionamento disfuncional do banco. Ele tem ainda R$ 270,9 bilhões de recursos que foram emprestados pelo Tesouro e que geraram subsídios de R$ 170,3 bilhões. Um custo gigantesco para União. Os R$ 270,9 bilhões a receber tem um custo de R$ 30,3 bilhões. O ofício foi cristalmente claro. O pagamento poderá ser feito em tranches (parcelas): 50%, mais 30% e 20% ou 40%, mais 40% e 20%. O quanto antes melhor".
Mas o secretrário destacou também que o Brasil precisa "destravar o canal de crédito e garantir uma maior participação do setor privado, de modo que isso seja compatível com o tamanho da economia brasileira". E ressaltou ainda que "o gigantismo do banco provocou um efeito deletério no mercado de capitais do país".
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