Menu
2019-09-17T15:15:00-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Dicas valiosas

5 coisas que os ultrarricos estão fazendo (e que você deveria fazer) para proteger seu patrimônio

Pauta de uma recessão financeira entrou de vez na lista de grandes especialistas e proteger o seu patrimônio deve ser uma de suas prioridades

17 de setembro de 2019
14:57 - atualizado às 15:15
Pessoas guardando dinheiro e protegendo seu patrimônio
Imagem: Shutterstock

Já ouviu falar daquelas tempestades que se formam do nada? Um dia que começa ensolarado em questão de horas se transforma em um verdadeiro olho de furacão.

É mais ou menos esse cenário que alguns especialistas do mercado financeiro tem alertado há algum tempo para os investimentos mundo afora. A pauta de uma recessão entrou de vez na lista de grandes especialistas como Fausto Botelho, analista gráfico há mais de 40 anos e que projeta uma forte queda para o S&P 500, principal índice de ações da bolsa de Nova York.

Por enquanto, o cenário de manhã ensolarada segue montado. No Brasil, o Ibovespa nunca esteve tão bem: rompeu o patamar dos 100 mil pontos há alguns meses e desde então vem sustentando sua tendência de alta. Já nos Estados Unidos, as bolsas estão em seus topos históricos.

Mas embora o céu esteja sem nuvens, algumas medidas de proteção de patrimônio são mais do que indicadas caso o tempo vire. E a grande pergunta é: se de fato uma recessão financeira chegar, o que você deve fazer para salvar seus rendimentos?

Não existe uma resposta padrão para essa pergunta, cada investidor tem seu estilo e você deve respeitar o seu. No entanto, é sempre válido recorrer às estratégias dos grandes do mercado e adaptá-las à sua carteira.

O site Business Insider foi atrás de cinco medidas que os ultrarricos norte-americanos estão tomando para proteger seu próprio patrimônio de uma possível recessão. As dicas são valiosas e se aplicam inclusive para quem está começando no mundo das aplicações.

Vendendo títulos...

Os ultrarricos estão reduzindo sua exposição aos títulos públicos, os populares 'bonds'. Desde agosto deste ano, os títulos de curto prazo lá nos Estados Unidos têm oferecido retornos mais altos do que seus pares de longo prazo. Em geral, essa comparação de rendimentos mostra uma situação inversa, o que abre margem para a interpretação de que, de fato, a economia por lá pode estar desacelerando.

O medo dos investidores é que esse movimento dos juros norte-americanos traga perdas na valorização dos títulos. Por isso, a estratégia é justamente reduzir a participação desses investimentos na carteira. De acordo com consultores financeiros, esse movimento também reduz a exposição do investidor a turbulências no mercado financeiro.

Aqui no Brasil, a situação é um pouco diferente. A melhor maneira de você se proteger de flutuações nas taxas de juros é ter aplicações atreladas ao CDI, como por exemplo o Tesouro Selic.

...e comprando dólar

Pode parecer estranho, mas os milionários dos EUA estão guardando parte do dinheiro obtido com a venda de títulos públicos debaixo do colchão. Para um investidor brasileiro, isso não faz nenhum sentido, já que momentos de recessão em geral vem acompanhados com desvalorização monetária. Mas em uma economia como a dos EUA, essa é uma estratégia bastante válida, já que mantém a liquidez do patrimônio.

Na prática, os ultrarricos estão fazendo justamente o que muito investidor por aqui faz nas horas de crise: correm para a proteção do dólar. Poucas coisas são mais seguras do que a moeda norte-americana quando a tempestade chega. No caso de um investidor brasileiro, a alternativa seria buscar ou o próprio dólar ou algum investimento atrelado ao câmbio, como um fundo cambial.

Investindo em ETF

Os fundos de índice negociados em bolsa são outra alternativa que as pessoas de elevados patrimônios estão buscando. A visão é de que os ETFs são uma aplicação que permite ao investidor permanecer no mercado de ações em meio a uma maior volatilidade sem que se exponha tanto ao risco.

Na prática, os ETFs são uma espécie de 'pacotinhos de ações' e sua diversidade de papéis muitas vezes permite que choques de mercado sejam atenuados.

No Brasil, existem alguns ETFs atrelados ao Ibovespa que podem ser uma alternativa de aplicação para você. O Seu Dinheiro inclusive trouxe recentemente uma ótima opção entre eles.

Pague todas as dívidas

O cenário de juros baixos são uma ótima pedida para quem pretende pagar ou renegociar dívidas. Planejadores financeiros afirmam que seus clientes VIPs estão buscando quitar qualquer débito para evitar qualquer alta de juros no futuro. Além disso, a palavra de ordem também é economizar dinheiro e controlar os gastos, sobretudo aqui no Brasil, onde os juros são mais altos e as dívidas podem facilmente se tornar impagáveis.

Não fazer nada

Se você tem um plano de investimentos sólido e uma carteira diversificada, talvez a melhor alternativa antes de qualquer crise é não fazer nada. Isso mesmo. Ceder à pressão do mercado em um momento econômico difícil muitas vezes pode ser fatal para a sua estratégia de longo prazo. Muitos consultores financeiros ouvidos pelo Business Insider inclusive tem dito aos clientes ultra-ricos que apenas mantenham a calma e confiem na sua estratégia.

*Com informações da Business Insider.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Associações fazem cobrança

Varejistas encaminham lista de pedidos e cobram agilidade de BC e ministério

Conjunto de cinco associações nacionais de varejistas disparou na manhã desta segunda-feira, 30, uma lista de pedidos para que o governo federal agilize medidas de socorro à economia brasileira

Demissões

Até 40% das empresas cortaram pessoal por pandemia, diz Fed de Nova York

Levantamento do Fed aponta que 40% das empresas do setor de serviços e 30% daquelas do setor manufatureiro estão informando reduções de pessoal

Já caiu tudo o que tinha?

Recuperação será firme, mas não se sabe se mercado chegou ao fundo do poço, diz CEO da BlackRock

“Por mais dramático que isto tenha sido, acredito que a economia se recuperará de modo firme, em parte porque a situação carece de alguns dos obstáculos à recuperação de uma crise financeira típica”, escreveu Fink

Altas e baixas

Klabin, Eletrobras, Ultrapar e BR Distribuidora: os destaques do Ibovespa nesta segunda-feira

As units da Klabin (KLBN11) reagem positivamente à compra de ativos da IP Brasil, enquanto as ações da Eletrobras sobem após o balanço trimestral da companhia

recomendação

Magazine Luiza, Pão de Açúcar e Vivara são melhores opções do varejo, diz XP

Corretora divide as ações das empresas em duas categorias: ganhadoras de curto prazo – o que inclui serviços essenciais – e de longo prazo – varejistas com sólido caixa

período é de crise

GM propõe suspensão temporária de contratos e redução de salários, diz sindicato

Liberação dos funcionários foi uma reivindicação do sindicato, por meio de licença remunerada e sem redução dos salários.

diante da crise

Paradas, pequenas empresas não têm fôlego nem para um mês

Segundo especialistas, a maioria não tem fluxo de caixa suficiente para bancar um período longo sem receitas

Riscos

Metade das grandes empresas tem caixa para suportar até 3 meses sem receita

Metade das empresas de capital aberto tem recursos para aguentar até três meses sem faturar, segundo levantamento com 245 companhias

Horizonte negativo

Fitch revisa perspectiva do setor bancário do Brasil de estável para negativa

Segundo a Fitch, o choque macroeconômico global por causa da doença impõe “desafios de execução para todos os setores no Brasil”

nos bastidores

Em meio a crise, Hamilton Mourão ganha apoio de militares

Vice foi o único dos generais quatro estrelas que despacham no palácio a se dissociar, em público, do discurso do presidente pelo fim da quarentena

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements