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Eduardo Leite explicou que o banco estadual é superavitário e que a venda para a iniciativa privada não é vista como necessária
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou nesta quarta-feira, 27, que a privatização do Banrisul não é uma prioridade para o governo. Segundo ele, o Estado foca em resolver os problemas estruturais, como pessoal e Previdência, e em vender estatais que dão prejuízo, como a CEEE (energia), CRM (mineração) e a Sulgás. A expectativa, disse, é de que essas três estatais rendam entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões aos cofres estaduais.
Leite explicou que o banco estadual é superavitário e que a privatização não é vista como necessária, do ponto de vista estratégico. Ele comentou que o Rio Grande do Sul discute a venda de excedentes acionários do banco, mas mantendo o controle estadual: "Vamos manter o banco público."
Ele destacou que a decisão de não vender não atrapalha a negociação com o governo federal, em relação ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). "Não é uma exigência, o governo federal quer ver de forma legítima um plano de recuperação fiscal consistente", disse, emendando que o Estado quer combater os problemas estruturais e que a venda de patrimônio só resolveria o curto prazo.
A venda de outras três estatais está nos planos do governo para o primeiro semestre de 2020. Isso porque, para privatizar a CEEE, a CRM e a Sulgás, o Estado terá, primeiro, que aprovar uma emenda à Constituição na Assembleia Legislativa para retirar da Constituição Estadual um artigo que exige plebiscito para a privatização de estatais. Depois, precisa da autorização do Legislativo para a venda efetiva.
Leite destacou, no entanto, que o Estado já se articula com o BNDES para acelerar o processo após todas as aprovações necessárias.
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