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Bancos

BC injeta R$ 8,2 bilhões no sistema financeiro com liberação de depósito compulsório

Alteração nas regras envolve debêntures emitidas por empresas de leasing de conglomerados financeiros

Fachada do Banco Central do Brasil (BC); greve servidores
Imagem: Arnaldo Jr./Shutterstock

O Banco Central (BC) comunicou uma nova simplificação em uma das inúmeras regras que regem os depósitos compulsórios, dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no próprio BC. O efeito prático da medida será a liberação de R$ 8,2 bilhões ao sistema financeiro a partir de 15 de julho. Os depósitos compulsórios, em suas diferentes modalidades, totalizam cerca de R$ 400 bilhões.

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A ação anunciada hoje tem um histórico relativamente longo. Até 2008, as empresas de leasing que pertenciam a conglomerados financeiros faziam a emissão de debêntures para captação de recursos, pegavam esse dinheiro e depositavam no banco relacionado, que depois fazia operações compromissadas com demais clientes.

Na prática, as instituições financeiras faziam uma arbitragem regulatória para escapar do compulsório.

A prática tomou corpo e chegou perto de R$ 400 bilhões antes de o BC instituir um depósito compulsório específico sobre essas intrincadas operações em janeiro de 2008.

Depois disso, em 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) proibiu a realização das operações compromissadas lastreadas nesses títulos emitidos pelas empresas de leasing. Houve um prazo de dois anos, até dezembro de 2018, para adaptação.

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Agora, como não existe mais esse tipo de negócio, teremos essa liberação de R$ 8,2 bilhões. A mudança entrará em vigor no dia 1º de julho, com efeitos financeiros a partir do dia 15 de julho.

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Em tese, isso significa mais dinheiro para os bancos ofertarem ao público, mas em um momento de demanda nada exuberante por crédito, esse dinheiro deve engrossar as operações compromissadas.

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