Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O desafio do Banco Central de enxugar (gelo?) a liquidez com operações compromissadas

Sem mudanças estruturais na economia brasileira, por melhor que seja a intenção do BC e de seus técnicos, iniciativas para conter a expansão dessas operações de altíssima liquidez - como o “novo” sistema de operações compromissadas que começou nesta segunda-feira - serão o mesmo que enxugar gelo no hemisfério norte em janeiro.

Homem limpa painel cheio de gelo
Enxugar gelo - Imagem: Shutterstock

O desequilíbrio ambiental transformou o cotidiano das famílias em um desafio permanente. Nos trópicos, bem sabemos, mudanças drásticas nos regimes de chuva provocam tantas tragédias que repetimos, ao menos uma vez por semana e sem constrangimento, um velho refrão: “Famílias perdem tudo”. A natureza range os dentes também no hemisfério norte. Lá, baixíssimas temperaturas, em janeiro ou fevereiro, são tão destruidoras quanto o aguaceiro dos trópicos. Ai de quem tenta driblar a força dos ventos, da neve, do gelo...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No sábado eu e o meu filho Júlio caminhávamos para o supermercado. Ao atravessar a Avenida Angélica, agradecemos simultaneamente a um motorista que aguardou nossa passagem. Já na calçada, Júlio (que nem dirige!) deu a entender que trânsito não é para os fracos. E disparou: “E com neve é pior”! Recordou do caminho para a escola que percorria com os irmãos, quando todos moravam em Nova York, e disse que a neve é fofa. “A gente afunda, mas dá para limpar com a pazinha. Gelo não. É interminável. A gente não limpa gelo. “A gente tenta é se equilibrar sobre ele, mas cai fácil,” avisou.

Não duvido que os operadores de mercado aberto do Banco Central (BC) tenham hoje a mesma sensação que o Júlio teve a caminho da escola. É o que acontece quando se coloca à venda títulos do Tesouro comprometendo-se a recomprá-los em 3 meses. Há tanto dinheiro de bancos e empresas aplicado no curto prazo (mais de R$ 1,3 trilhão), que qualquer tentativa de reduzir essa montanha é o mesmo que enxugar gelo – vai dar em nada.

Nova forma de vender títulos públicos

Na sexta-feira à noite, o BC anunciou um novo esquema de operações compromissadas. A instituição informou que, a partir desta segunda, passará a vender títulos do Tesouro diariamente com prazos de 3 e 6 meses para o vencimento.

Às segundas, quartas e sextas-feiras serão realizados as ofertas de 3 meses e, às terças e quintas-feiras, as ofertas de 6 meses. A nova sistemática vai substituir as atuais ofertas de 3 e 6 meses promovidas às terças e sextas-feiras. O objetivo é aperfeiçoar a administração da liquidez bancária e a oferta de lastro pelo BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A oferta será de R$ 3 bilhões para cada uma dessas operações, perfazendo R$ 15 bilhões semanais. Até a sexta-feira passada, os montantes envolvidos nesses prazos eram de R$ 10 bilhões cada. Portanto, R$ 20 bilhões no total, sendo que a colocação efetiva rondava R$ 15 bilhões.

Leia Também

VANTAGEM ASIÁTICA?

Fim da taxa das blusinhas favorece indústria chinesa, diz CEO da Riachuelo (RIAA3)

DESENROLA 2.0

Em apenas 11 dias, a Caixa Econômica Federal negociou R$ 820 milhões no Novo Desenrola Brasil

O que muda de fato a partir desta segunda é a possibilidade de uma instituição adquirir temporariamente até 100% de uma única modalidade de título público. Até a sexta-feira a compra era limitada a 50%.

As operações compromissadas do BC com o mercado crescem em uma velocidade extraordinária. Cada vez que títulos do Tesouro são resgatados, mais dinheiro entra em circulação e deve ser recolhido pelo BC para evitar pressões inflacionárias ou um desequilíbrio da taxa de juro de curtíssimo prazo.

O Tesouro não tem como substituir imediatamente todos os títulos que vencem ao longo do tempo, sem correr o risco de provocar distorções de preços e encarecer o refinanciamento da dívida pública.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dívida pública mobiliária elevada e concentração de dinheiro no curto prazo também são sintomas de uma economia desequilibrada e contas públicas fora de ordem. Daí a relevância de se promover reformas estruturais, sendo a primeira delas a da Previdência que volta a ser protagonista no Congresso, nesta virada de abril para maio.

Sem mudanças estruturais na economia brasileira, por melhor que seja a intenção do BC e de seus técnicos, iniciativas para conter a expansão dessas operações de altíssima liquidez - como o “novo” sistema de operações compromissadas que começou nesta segunda-feira - serão o mesmo que enxugar gelo no hemisfério norte em janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CNH 15 de maio de 2026 - 11:46
ID da foto:2206863969 14 de maio de 2026 - 11:27
Carteira de Trabalho | Seguro-desemprego 14 de maio de 2026 - 5:53
shein shopee aliexpress varejistas taxa das blusinhas renner lren3 13 de maio de 2026 - 18:57
Imagem mostra uma peça de carne ao ponto, cortada sobre uma tábua de madeira, com temperos ao redor 13 de maio de 2026 - 10:45

FIM DO CHURRASCO EUROPEU

UE proibirá compra de carnes do Brasil; entenda qual foi a justificativa

13 de maio de 2026 - 10:45
Gabriel Galípolo, Banco Central 12 de maio de 2026 - 12:15
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia