Menu
2019-08-28T21:34:44-03:00
Estadão Conteúdo
Crise

BC da Argentina diz que medidas do governo são resposta à incerteza política

Governo do presidente Mauricio Macri propôs renegociação de prazos de vencimento de dívida ao Fundo Monetário Internacional

28 de agosto de 2019
21:34
shutterstock_613679384 (1)
Banco Central da Argentina - Imagem: shutterstock

O presidente do Banco Central da República Argentina (BCRA), Guido Sandleris, afirma em comunicado que as medidas anunciadas nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Hernán Lacunza, "constituem uma resposta rápida diante da incerteza política que tem impedido a renovação normal da dívida pública de curto prazo".

Segundo ele, as decisões "priorizam o uso das reservas internacionais para preservar a estabilidade monetária e financeira, mesmo que isso implique adiar o pagamento aos grandes investidores da dívida pública". Sandleris diz que as medidas anunciadas pelo governo devem reduzir a pressão sobre o mercado cambial, "reduzindo a eventual demanda por moeda estrangeira e garantindo a disponibilidade de recursos para reduzir a volatilidade".

Segundo ele, as medidas evitam três erros cometidos em outros casos de "súbita interrupção do acesso ao mercado de crédito". O primeiro erro é "tentar ganhar tempo estimulando artificialmente o sistema bancário para tomar mais dívida pública".

"A Argentina tem um sistema bancário líquido, solvente, sem falta de moedas e com baixa exposição ao setor público. O problema no financiamento público de curto prazo não deve contaminá-lo", argumenta.

Outro erro, segundo o presidente do BC, é o "uso imprudente das reservas internacionais do Banco Central para atender os pagamentos de dívida pública", o que limitaria as ferramentas do BC para garantir a estabilidade monetária.

Um terceiro erro comum seria imprimir pesos para fazer frente a necessidades de financiamento em moeda local. "Aumentar a base monetária acima do demandado pelo público leva, em definitivo, a uma maior inflação e a pressão cambial", afirma a nota.

As medidas anunciadas por Lacunza "garantem que o Banco Central conte com recursos para moderar a volatilidade no mercado cambial e preservar a estabilidade" do sistema financeiro. O BC ainda diz que continuará a utilizar uma "política monetária restritiva e as intervenções cambiais como instrumentos centrais para moderar a volatilidade nominal".

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Desemprego

Brasil perdeu 382,5 mil empresas em 5 anos de saldos negativos, diz IBGE

Em cinco anos de dificuldades e fechamentos de empreendimentos, 2,9 milhões de trabalhadores perderam seus postos de trabalho

SUSPEITAS

Sede da Qualicorp é alvo de operação da Polícia Federal

Medida foi tomada no âmbito da Operação Triuno, que investiga suspeitos de lucrar ilegalmente com simulação de prestações de serviços e fornecimento de produtos

Mercados hoje

Ibovespa acelera alta e volta a romper os 101 mil pontos

Indefinição quanto à pacote de estímulos fiscais nos EUA ainda pesa; polêmica política em torno da vacina contra o coronavírus também pode pesar sobre as negociações

Exile On Wall Street

A mesma praça, o mesmo banco

Hoje, com muita boa vontade, consigo gostar de um em cada cinco IPOs, ler um a cada dez relatórios do sell side com título engraçadinho

TUDO QUE VAI MEXER COM SEU DINHEIRO HOJE

7 notícias para começar o dia bem informado

Um dos impulsos que a bolsa recebeu para voltar a superar os 100 mil pontos nos últimos dias foi simplesmente uma “esperança”. Os mercados queriam acreditar que democratas e republicanos chegariam a um acordo para aprovar um pacote de estímulos à economia americana. Ontem foi um dia de cair na real. Os Estados Unidos estão […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies