BRASIL JOGA HOJE! Veja aqui como buscar lucros de mais de 160% com a Copa do Mundo

Cotações por TradingView
2018-12-06T08:30:40-02:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Entrevista

O que o CEO da gestora de US$ 442 bilhões tem a dizer sobre o Brasil

Jim Hirschmann, presidente da americana Western Asset, está otimista com a perspectiva de aprovação das reformas na gestão Bolsonaro. Tanto que, ao contrário da maioria dos investidores estrangeiros, já aumentou as posições no país

6 de dezembro de 2018
6:03 - atualizado às 8:30
Jim Hirschmann, presidente da Western Asset
Jim Hirschmann, presidente da Western Asset - Imagem: Bruno Mooca/Divulgação

Eu não encontrava a palavra em inglês para perguntar a opinião de Jim Hirschmann, presidente da Western Asset, sobre as oscilações bruscas no humor dos investidores no mercado financeiro nas últimas semanas.

“Como dizer ‘bipolar’ em inglês?”, perguntei para mim mesmo em voz alta.

“Bipolar, I got it!”, ele me respondeu, ao esclarecer que a expressão é a mesma nos dois idiomas.

Hirschmann me deu a breve aula durante a conversa que tivemos ontem pela manhã. Ele veio a São Paulo participar de um evento promovido pela gestora americana, que tem US$ 442 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em ativos.

Para o presidente da Western, não faltam razões para a bipolaridade de boa parte dos investidores. Como exemplos, citou o cenário político nos Estados Unidos, a tumultuada saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), os problemas fiscais na Itália e a guerra comercial entre EUA e China.

Brasil na carteira

O Brasil não fica alheio a esse movimento. Para Hirschmann, isso explica em parte por que os investidores estrangeiros se mostram bem mais cautelosos com o país do que os locais mesmo depois da confirmação da vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de outubro.

Apesar do sinal positivo, o capital externo deve esperar pela aprovação de medidas concretas do governo eleito antes de entrar com mais força. Além disso, o potencial do mercado local é tão grande que muitos investidores não se importam em perder o começo do movimento de alta.

“Mas esse não é o nosso caso. Nós já tínhamos uma boa posição no Brasil e inclusive aumentamos”, disse Hirschmann.

A Western conhece bem o Brasil. A presença aqui foi reforçada em 2005, quando a Legg Mason, uma das empresas do grupo, adquiriu globalmente a gestora de fundos do Citi. Hoje, possui pouco mais de R$ 41 bilhões sob gestão no país.

Para a gestora, a grande dúvida que ainda persiste é sobre a capacidade do governo eleito de formar uma maioria no Congresso. Mas a visão positiva da Western se baseia na perspectiva de que Bolsonaro será bem sucedido nessa missão.

Além do Brasil, Hirschmann diz que a gestora está otimista com os mercados emergentes em geral. E isso inclui Argentina e Turquia, os que mais sofreram nas últimas levas de fuga de ativos de maior risco.

“Os spreads [diferença de rentabilidade] em relação aos mercados desenvolvidos são os maiores dos últimos 15 anos, então o valor está lá.”

Preocupado com a guerra

É claro que o cenário de alta para o Brasil e os demais mercados emergentes depende, e muito, do cenário lá fora.

De todos os fatores de risco mencionados por ele, a possibilidade de uma guerra comercial entre EUA e China está no topo da lista de Hirschmann.

"Será ruim para os dois países e também para a economia global", afirmou.

Nesse sentido, ele avalia que o fato de os líderes dos dois países terem saído da última reunião do G-20 sem um acordo mais concreto alinhavado foi de certa forma frustrante para os mercados.

Alívio com Fed

Com tantos sinais de preocupação no radar, a sinalização do Federal Reserve (o Banco Central americano) de que os juros nos Estados Unidos não devem subir muito mais trouxe um grande alívio para os investidores.

Para Hirschmann, o Fed vinha sendo rigoroso demais ao manter a posição de uma alta mais forte das taxas em meio aos problemas externos.

“A economia global está desacelerando, enquanto os EUA vão bem. Mas os dois cenários não podem coexistir para sempre”, disse.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

LIBEROU GERAL

Elon Musk abre de vez a gaiola do Twitter: bilionário diz que vai restabelecer as contas suspensas na rede social

24 de novembro de 2022 - 20:28

Ele já concedeu anistia para figuras importantes — e polêmicas — como o ex-presidente norte-americano, Donald Trump, e o rapper Kanye West

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Dobradinha na Fazenda, as cinco ações para investir no governo Lula e o dia do bitcoin; confira os destaques desta quinta-feira

24 de novembro de 2022 - 19:45

Com o Dia de Ação de Graças fechando as bolsas em Nova York e a seleção brasileira fazendo a sua estreia na Copa do Mundo do Catar nas últimas horas do pregão, o dia foi de baixo volume de negócios na B3, mas o Ibovespa voltou a subir depois de duas sessões em queda.  Enquanto […]

FECHAMENTO DO DIA

Volume de negócios cai sem NY e com a Seleção Brasileira em campo, mas Ibovespa sobe forte com possível dobradinha na Fazenda; dólar recua

24 de novembro de 2022 - 19:21

A expectativa do mercado é que, caso o nome de Haddad seja confirmado, a nomeação do ex-presidente do BC Pérsio Arida possa servir de equilíbrio para as contas públicas

ENGORDANDO O CAIXA

Petrobras (PETR4) embolsa R$ 10,3 bilhões por cessão de parte do Campo de Búzios para CNOOC Petroleum; entenda o acordo

24 de novembro de 2022 - 19:10

O dinheiro é fruto de um dos contratos de partilha de produção do volume excedente da cessão onerosa do campo, que está localizado no pré-sal da Bacia de Santos

SEU DINHEIRO NA COPA

Brasil segue favorito ao hexa na Copa do Catar; veja quanto a aposta na Seleção está pagando após vitória contra a Sérvia

24 de novembro de 2022 - 18:05

A Espanha subiu do quarto para o segundo lugar entre as seleções favoritas depois de ter aplicado a maior goleada da primeira rodada

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies