Na bolsa de NY, duas gigantes ganham os holofotes: Twitter e Google surpreendem (e muito) com seus balanços
Enquanto o Twitter conseguiu reverter o prejuízo do ano passado, a Alphabet teve um salto de US$ 6 bilhões no lucro

Duas gigantes de tecnologia movimentaram a bolsa de Nova York nesta quinta-feira, 25, com balanços acima das expectativas, mas em realidades opostas. O Twitter divulgou seus números logo cedo, revertendo o prejuízo do 3º trimestre do ano passado com um lucro líquido de US$ 789 milhões e gerando uma receita animadora (US$ 758 milhões).
Já a Alphabet, dona de ninguém menos que o Google, apresentou já no fim do dia um lucro líquido de US$ 9,19 bilhões no 3º trimestre, um avanço de US$ 6,7 bilhões sobre o resultado do mesmo trimestre do ano passado.
Veja os principais números das duas empresas:
- Lucro líquido: US$ 789 milhões, revertendo prejuízo de US$ 21 milhões do mesmo período do ano passado
- Receita: US$ 758 milhões ante os US$ 701 milhões do ano passado
Alphabet
- Lucro líquido: US$ 9,19 bilhões, número US$ 6,7 bilhões acima do mesmo período do ano passado
- Receita: US$ 33,7 bilhões, crescimento de 21% na comparação com o 3º trimestre de 2017
No Twitter, mais publicidade e menos usuários
Em comunicado ao mercado, o Twitter destacou que o aumento de publicidade na plataforma impactou fortemente nos resultados da empresa. A ação da companhia saltou em valor já no pré-mercado de NY, chegando a níveis não vistos desde o início de setembro.
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Por outro lado, a empresa voltou a ter queda em sua base de usuários. Ao todo, o Twitter informou ter 326 milhões de usuários ativos mensais, o que representa uma queda de 4 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado. A expectativa de analistas da FactSet era de um aumento para 331,5 milhões.
Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a quantidade de usuários ativos mensais diminuiu 9 milhões, o segundo recuo consecutivo. Já o número de usuários ativos diários aumentou 9% na comparação com o terceiro trimestre de 2017.
No Google, um detalhe não deixou o balanço ser perfeito
A Alphabet teria feito toda a sua lição de casa perfeitamente, não fosse um detalhe. O lucro líquido e a receita foram invejáveis e os custos de aquisição de tráfego (US$ 6,58 bilhões) cresceram mais de US$ 1 bilhão. Mas o valor agregado por clique, aquela medida que mostra o quanto os anunciantes pagam pelo clique dos usuários do Google no link, tropeçou feio e caiu 28% na comparação anual.
Mesmo com o volume de cliques pagos crescendo 62%, o forte recuo do preço desses cliques estragaram o humor dos investidores americanos. No after market da bolsa de Nova York, as ações chegaram a cair mais de 7%. Essa sangria só foi estancada porque os outros números foram arrasadores.
Outros balanços internacionais
- Amazon: apresentou lucro líquido recorde de US$ 2,883 bilhões, número onze vezes maior do que o ganho de US$ 256 milhões do mesmo período do ano anterior e superou a projeção da própria empresa. As vendas líquidas aumentaram 29% em relação ao terceiro trimestre de 2017, para US$ 56,576 bilhões, dentro das expectativas. Foi por causa das vendas que as ações da Amazon recuaram fortemente no after market em Nova York.
- American Airlines: registrou lucro líquido US$ 341 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 48,41% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a receita da aérea passou de US$ 10,97 bilhões entre julho e setembro do ano passado para US$ 11,56 bilhões no período. Em relatório ao mercado, a empresa disse que o aumento da receita foi compensado negativamente pela elevação dos preços dos combustíveis, resultando na queda dos ganhos.
- Merck & Co: apresentou lucro líquido de US$ 1,95 bilhão no terceiro trimestre, invertendo o prejuízo de US$ 56 milhões do mesmo período do ano anterior. A receita subiu 4,5% no terceiro trimestre sobre o ano passado e ficou em US$ 10,79 bilhões.
- ConocoPhillip: teve lucro líquido de US$ 1,9 bilhão. O número é mais de quatro vezes maior que os US$ 420 milhões divulgados no mesmo período do ano passado. A receita saltou 41% na comparação anual do terceiro trimestre, para US$ 10,17 bilhões.
- Snap: dona do Snapchat teve prejuízo líquido de US$ 325,148 bilhões. Apesar do tombo, a receita subiu 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando para US$ 297,685 milhões. A empresa teve 186 milhões de usuários ativos diários no período entre julho e setembro, um aumento de 5% na comparação com o 3º trimestre de 2017.
*Com Estadão Conteúdo
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