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2018-11-23T17:34:52-02:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Tesouro Direto

Incerteza eleitoral de outubro elevou demanda por papéis atrelados à Selic

Balanço do Tesouro Direto mostra que LFTs responderam por 53% das vendas efetuadas no período

23 de novembro de 2018
17:34
Homem carrega saco de dinheiro
Imagem: Pomb

O Tesouro Direto, sistema que permite a compra e venda de títulos do governo pela internet, completou o quinto mês seguido com captação líquida de recursos. Mas o volume em outubro foi tímido, de R$ 280 milhões, ante R$ 839 milhões no mês anterior.

Já o estoque de recursos no programa teve leve alta de 1,5%, somando R$ 52,35 bilhões, em comparação com setembro.

Destaque para o número de investidores cadastrados, que subiu em 155.345, alta de 5,84% sobre setembro, e maior crescimento da série histórica. Já o número de investidores ativos, que são aqueles com algum saldo aplicado, teve aumento de 27.579, elevando o total a 724.093 pessoas. O total de investidores cadastrados fechou o mês em 2,815 milhões.

Os preferidos

As vendas totais no mês foram de R$ 2,08 bilhões, enquanto os resgates ficaram em R$ 1,81 bilhão, integralmente em recompras.

O título mais demandando foi o Tesouro Selic (LFT), respondendo por 53,34% das vendas, com R$ 1,1 bilhão. Uma explicação pode ser a incerteza eleitoral, que deixou o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), em estado de prontidão para alta da Selic.

A última reunião aconteceu em 31 de outubro, com o juro básico permanecendo em 6,5% ao ano. Deste então, com o dólar recuando da linha dos R$ 4,0 e a inflação surpreendo para baixo, vem crescendo a aposta de manutenção do juro estável por mais tempo e de um possível ciclo de alta menor que o previamente estimado.

Os papéis atrelados à inflação, Tesouro IPCA, ou Notas do Tesouro Nacional Série B, responderam por 29% do total, ou R$ 605 milhões. Já os prefixados (LTN), totalizaram R$ 368 milhões ou 17,64%.

Nas recompras, destaque para os papéis atrelados a índices de preços, com 45% do total, seguidos pelas LFTs, com 30,5% e pelas LTNs, com outros 24,38%.

Na divisão por prazo, 59% das compras realizadas ficaram em papéis entre um e cinco anos.

Do estoque de R$ 52,35 bilhões, 59% estão alocados em NTN-Bs, 26% em LFT e 15% em LTNs.

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