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Eleições 2018

MPF investiga ‘posto ipiranga’ de Bolsonaro

Economista de presidenciável pelo PSL, Paulo Guedes, é investigado sob suspeita de gestão fraudulenta à frente de fundos de investimento

Paulo Guedes - Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação sobre o economista da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes. A informação é da Folha de S. Paulo desta quarta-feira, 10.

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O 'Posto Ipiranga' do presidenciável é suspeito de se associar a executivos do PT e ao MDB para cometer crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de fundos de investimentos (FIPs).  Entre 2009 e 2013, ele recebeu R$ 1 bilhão de fundos de pensão ligados a empresas públicas.

Entre as entidades estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa), Postalis (Correios) e BNDEsPar (braço de investimentos do BNDES).

No Procedimento Investigatório Criminal (PIC) também será apurada a suposta emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias.

A investigação foi aberta com base em relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que apontam indícios de fraudes nos aportes feitos pelos fundos de pensão em dois fundos de investimentos criados pela BR Educacional Gestora de Ativos, empresa de Paulo Guedes. A investigação é conduzida pela força-tarefa Greenfield, responsável por apurar desvios nos principais fundos de pensão do País.

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Ganho excessivo

Segundo os relatórios da Previc, os aportes nos FIPs podem ter gerado ganho excessivo a Guedes. Em um dos FIPs, que recebeu cerca de R$ 400 milhões, Guedes ganhou 1,75% sobre o valor aportado pelos fundos de pensão logo após o investimento.

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Esse mesmo FIP, segundo a Previc, aplicou os valores recebidos dos fundos de pensão em uma empresa: a HSM Educacional, que era controlada pelo próprio Guedes.

A Previc também viu indício de irregularidades no fato de a HSM Educacional, logo após receber os valores, ter adquirido de uma empresa argentina 100% da companhia HSM Brasil, voltada a projetos educacionais e palestras. Como não era uma empresa listada na Bolsa, o investimento foi feito tendo como base um laudo produzido por outra empresa.

Mesmo com laudo apontando a viabilidade do investimento, a empresa que recebeu o aporte registrou prejuízo, principalmente, por causa da remuneração de palestrantes. Somente com o pagamento desse tipo de serviço, entre 2011 e 2012, a empresa gastou R$ 11,9 milhões. Na mesma época, Guedes viajou o País realizando palestras. O MPF quer descobrir se ele recebeu parte desses valores.

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*Com Estadão Conteúdo

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