Decisão da OMC pode determinar os caminhos da política industrial de Bolsonaro
Em 2017, a OMC condenou a política industrial do governo Dilma Rousseff por considerar ilegais as vantagens adotadas para fabricantes nacionais em detrimento do produto importado

A Organização Mundial do Comércio (OMC) deve condenar o governo brasileiro por sua política de incentivos industriais que previa distribuir R$ 25 bilhões a vários setores.
A decisão será anunciada nesta quinta-feira, 13, em Genebra, na Suíça, e pode abrir brecha para eventual retaliação a produtos locais por parte de europeus e japoneses.
Uma eventual condenação estabelecerá os limites da política industrial do governo de Jair Bolsonaro, pois determinará quais programas podem ser mantidos ou eliminados. Uma fonte da futura equipe econômica disse que, "embora a condenação seja ruim para o País, facilitará que o novo governo coloque em prática as mudanças que pretende implementar nos programas de incentivo à indústria".
Práticas ilegais
Em meados de 2017, a pedido da União Europeia e do Japão, a OMC condenou a política industrial do governo Dilma Rousseff. Foram consideradas ilegais as vantagens adotadas para fabricantes nacionais em detrimento do produto importado.
A OMC exigiu o fim de sete programas. O Brasil recorreu e a decisão será divulgada nesta quinta.
Os programas que podem ser duramente afetados são a Lei de Informática (que vence em 2029), o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (Padis), que vence em 2022 e o Regime especial de aquisição de bens de capital para empresas exportadoras (Recap). Centenas de empresas nacionais foram beneficiadas, entre elas Samarco e Embraer.
Leia Também
Se o País for condenado, a partir de janeiro o governo Bolsonaro terá de negociar com europeus e japoneses prazos para ajustar ou acabar com os programas. Pelas regras da OMC, alguns deles terão de ser modificados em 90 dias sob ameaça de retaliações do Japão e da UE. Uma esperança é que alterações nos programas possam colocá-los em acordo com as regras.
Rota 2030
Três dos programas condenados já deixaram de existir: Lei de Inclusão Digital, Programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria de equipamentos para TV digital (PATVD) e Inovar-Auto.
Agora a expectativa brasileira é saber se a OMC dará indicações sobre regras do Rota 2030, regime automotivo substituto do Inovar-Auto e sancionado pelo presidente Michel Temer na terça-feira. A preocupação é com novos questionamentos.
No Inovar-Auto, carros importados pagavam 30 pontos a mais de IPI. No Rota, que entra em vigor em 2019, o incentivo é para investimento em pesquisa e desenvolvimento, que normalmente não é feito pelo importador. Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea (representa as montadoras), a diferenciação para carro nacional e importado foi incluída por emenda parlamentar. "Na nossa ótica o Rota não fere normas da OMC."
*Com Estadão Conteúdo
É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO
Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde Amarela? Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o mercado imobiliário e a compra da casa própria
23 de outubro de 2026 - 7:09CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena acumula novamente e prêmio alcança R$ 230 milhões; 3 bolões com dezenas de pessoas dividem a Lotofácil
23 de outubro de 2026 - 5:47DISPUTA DE REGULADORES
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
22 de outubro de 2026 - 18:45LUZES ACESAS
Volta ao presencial e ‘cheque gordo’ do Itaú (ITUB4) dão nova vida a escritórios de SP — mas nem todos os bairros ganham
22 de outubro de 2026 - 10:09Conteúdo Empiricus
Mercado de opções cresce 79% na B3 em 2026; confira como você também pode aproveitar oportunidades com esse tipo de operação na bolsa
22 de outubro de 2026 - 10:00PRECISA DE CONSERTO
Lotofácil, Quina e outras loterias acumulam e atenção se volta para prêmio de R$ 200 milhões em jogo na Mega-Sena
22 de outubro de 2026 - 5:53MAIS DINHEIRO NA MESA
Governo libera mais R$ 6,49 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA e por conflitos internacionais; veja quem pode acessar o crédito
21 de outubro de 2026 - 10:03NEM POR DECRETO
Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 200 milhões; Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha
21 de outubro de 2026 - 5:42FINANÇAS
Investimentos liberam mais limite nos cartões de crédito do BTG Pactual. Conheça os requisitos e benefícios das versões Gold, Platinum e Black
20 de outubro de 2026 - 16:00PRÉVIA DO RESULTADO
Receitas em alta e ações de lado: balanço da SpaceX (SPCX) finalmente decolou? Saiba o que esperar
20 de outubro de 2026 - 15:03DESTAQUE NA IMPRENSA