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Incertezas políticas e problemas relacionados à recente greve dos caminhoneiros são as principais causas
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para baixo nesta quinta-feira (20) suas projeções para o crescimento do Brasil neste ano e no próximo. A entidade prevê crescimento de 1,2% do país em 2018 e 2,5% em 2019, quando em maio projetava avanços de 2,0% e 2,8%, respectivamente.
Na avaliação da OCDE, o ritmo da recuperação do Brasil desacelerou, em meio a "considerável incerteza sobre as políticas futuras e problemas relacionados à greve" recente dos caminhoneiros. "As condições financeiras estão um pouco mais apertadas, apesar das vulnerabilidades externas menores do que em muitas outras economias emergentes", afirma a OCDE.
"Reiniciar reformas, particularmente da previdência, ajudaria a melhorar a confiança e o gasto do setor privado, permitindo que o crescimento do PIB avance para cerca de 2,5% em 2019", sustenta a entidade.
A OCDE afirmou que a economia global continuará a mostrar força nos próximos anos, mas revisou para baixo projeções para o ano atual e o próximo. A organização alertou que as tensões comerciais, como a escalada da guerra tarifária entre EUA e China, podem prejudicar os investimentos e desacelerar o ritmo do mundo.
"Não é o fim da recuperação, mas os riscos têm crescido", afirmou Laurence Boone, economista-chefe da OCDE. "As empresas têm retardado seus planos de investimento. As encomendas de exportação têm desacelerado."
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