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Escândalo de corrupção

Ex-presidente do conselho executivo da Nissan, Carlos Ghosn é indiciado no Japão

Promotoria alega que Ghosn recebeu salários totalizando cerca de 10 bilhões de ienes (US$ 89 milhões) num período de cinco anos fiscais encerrado em março de 2015

Carlos Ghosn
Carlos Ghosn, ex-presidente do grupo Renault-Nissan. - Imagem: Shutterstock

Promotores em Tóquio indiciaram nesta segunda-feira, 10, o executivo brasileiro Carlos Ghosn por ter supostamente fraudado sua declaração de renda quando era presidente do conselho administrativo da montadora Nissan, segundo a mídia japonesa. Ghosn foi afastado do cargo no mês passado, após uma investigação interna da Nissan apontar irregularidades.

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Um ex-diretor da Nissan, Greg Kelly, também foi indiciado por suposta colaboração com Ghosn.

A promotoria alega que Ghosn recebeu salários totalizando cerca de 10 bilhões de ienes (US$ 89 milhões) num período de cinco anos fiscais encerrado em março de 2015, mas teria declarado apenas cerca de metade desse valor.

A Nissan, que Ghosn resgatou de uma situação de quase falência nas duas últimas décadas, faz parte de uma aliança com a Renault e Mitsubishi.

Ghosn está detido em Tóquio desde 19 de novembro, quando as acusações vieram à tona. Somente advogados de Ghosn e autoridades de embaixadas do Líbano, França e Brasil foram autorizados a visitá-lo na prisão.

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*Com Estadão Conteúdo

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