🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

Programas de fidelidade

Ser fiel é um bom investimento? Livelo quer provar que sim

A maioria das pessoas, inclusive eu, se sente insegura se fez um bom negócio ao acumular e usar seus pontos. Alexandre Rappaport, presidente da empresa controlada por Banco do Brasil e Bradesco, diz que não é só aquele sobrinho esperto que consegue encontrar boas oportunidades

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
11 de outubro de 2018
6:01 - atualizado às 23:46
Alexandre Rappaport, presidente da Livelo, vê espaço para crescer na venda de pontos a empresas - Imagem: Raphael Lopes

Ninguém gosta de jogar dinheiro fora. Imagine então se estivermos falando de R$ 2 bilhões por ano. Essa é a cifra que Bradesco e Banco do Brasil gastam todos os anos na compra de pontos para os programas de fidelidade de seus cartões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os bancos, esse era um dinheiro desperdiçado porque não cumpria sua função: fidelizar os clientes. Ao contrário, a experiência de usar os pontos acumulados nas compras no cartão de crédito dava trabalho e era pouco intuitiva.

Foi para mudar a forma como os clientes e os próprios bancos lidam com os programas de fidelidade que surgiu a Livelo. A empresa é mais uma filha nascida do casamento de BB e Bradesco na área de cartões, e tem como irmãs mais velhas a credenciadora Cielo, a bandeira Elo e a empresa de benefícios Alelo.

Com a força dos pais ricos, a Livelo se tornou uma gigante de programas de fidelidade em seus dois anos de vida. A empresa conta hoje com uma base de 18 milhões de participantes, dos quais 11 milhões são ativos.

O banco entrou no jogo

A indústria de fidelidade ganhou os holofotes no Brasil após o IPO de Multiplus e Smiles. As empresas que nasceram a partir de programas de milhagem de Gol e TAM se mostraram um negócio altamente rentável, gerador de caixa e até mais valioso do que as próprios companhias aéreas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os grandes financiadores desse indústria são os bancos. Eles pagam para as companhias de fidelidade cada vez que o cliente troca seus pontos do cartão por pontos, por exemplo, de Multiplus ou Smiles. Os bancos perceberam que estavam gastando dinheiro para dar mimos aos seus clientes, mas não ganhavam o "crédito".

Leia Também

A reação começou de 5 anos para cá. Santander e Itaú incrementaram seus programas de fidelidade e incluíram agências de viagem para trocar os pontos do cartão na sua própria plataforma - sem precisar, necessariamente, ir para um programa de milhagem. O BB e Bradesco foram ainda mais longe e criaram a Livelo, sua própria rede de fidelização.

Sobrinho em Dubai

Para me explicar como funciona esse mercado, o presidente da Livelo, Alexandre Rappaport, recorreu a outro membro da família.

“Costumo dizer que esse é o setor do sobrinho. Todo mundo tem um sobrinho que viajou para Dubai de classe executiva com 50 mil pontos”, ele me disse, durante uma conversa na sede da empresa em Alphaville, na Grande São Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O desafio de Rappaport é mostrar que acumular e trocar pontos é um bom investimento não só para quem é um expert em programas de fidelidade. Ao contrário do sobrinho que voa para o exterior, muitas pessoas se sentem inseguras sobre como fazer um bom negócio ao usar seus pontos.

Contei ao presidente da Livelo que eu sou uma dessas pessoas, e tive essa sensação recentemente quando usei os pontos acumulados no meu cartão para trocar por uma geladeira.

“Quando a gente fala de dinheiro e de transações desse tipo, confiança é tudo”, ele diz.

E uma das formas de dar mais confiança ao participante do programa de fidelidade é fazer com que ele use os seus pontos, sem complicação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para demonstrar na prática o discurso, Rappport sacou o celular do bolso e abriu o aplicativo da Livelo. Em pouco menos de dois minutos, usou parte dos mais de 800 mil pontos que tem acumulados para encomendar uma garrafa de vinho em um dos 29 parceiros do programa, incluindo uma agência de viagens para emitir passagens ou alugar um carro sem que o participante precise transferir os pontos para o programa de uma empresa aérea.

Duas avenidas

A Livelo não revela a participação de mercado, mas deve atingir um faturamento de R$ 2 bilhões, mais que o dobro do ano passado, e um lucro líquido que deve superar os R$ 100 milhões em 2018.

São números de uma empresa madura, mas Rappaport diz que ainda tem muito espaço para crescer. São basicamente duas as “avenidas”. A primeira vem dos próprios participantes, conforme enxergarem valor e se engajarem mais no programa. A partir do ano que vem, eles poderão, por exemplo, pagar com pontos Livelo por qualquer compra, via QR Code, em todas as maquininhas da Cielo.

Quando um participante não usa os pontos antes do prazo expirar, a receita fica toda com a empresa. No curto prazo, se ninguém trocasse os pontos seria ótimo, mas acabaria destruindo o programa de fidelidade. Por isso, o chamado "breakage", que representa a taxa de pontos vencidos e não resgatados, é uma variável muito importante no setor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da Livelo, esse índice deve atingir 15%, bem abaixo do patamar de 25% e 30% dos programas dos bancos, segundo Rappaport.

A outra avenida vem da diversificação de receitas. Os bancos e sócios são os maiores compradores de pontos, mas a Livelo vê espaço para ampliar o programa entre outras empresas, que podem se valer dos pontos como forma de premiar os funcionários por metas alcançadas.

“O mercado de compra de pontos na pessoa jurídica pode ser muito grande”, diz.

Um importante aliado nessa frente foi a reforma trabalhista, que definiu de forma mais clara que esse tipo de benefício não faz parte do salário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem avião

Quem conhece o negócio de fidelidade diz que o grande desafio de empresas como a Livelo é justamente manter os pontos “dentro de casa”. Quando um participante transfere seu saldo para a Smiles ou Multiplus, por exemplo, isso significa desembolso de caixa pela empresa.

A principal dificuldade da empresa é não estar ligada a nenhuma companhia aérea, como suas concorrentes. E voar com milhas é o principal sonho de consumo dos acumuladores de pontos em programas de fidelidade. Mas Rappaport diz que isso não é uma preocupação.

“Em pontos, a parte aérea ainda representa a maior quantidade de pontos, mas em número de resgates mais da metade dos resgates vem de outros produtos.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vem IPO aí?

A principal notícia relacionada ao mercado de programas de fidelidade foi a decisão da Latam de não renovar o contrato com a Multiplus, que venceria em 2024, e fechar o capital da empresa. Quando a operação for concluída, o segmento terá apenas a Smiles, da Gol, representado na bolsa.

Perguntei, então, sobre a possibilidade de abertura de capital da Livelo. Em vários aspectos, a empresa estaria pronta para dar esse passo, segundo Rappaport. É o caso de fatores como governança, lucratividade e uma história de crescimento, que costuma atrair investidores no mercado de capitais.

"É uma questão dos dois sócios entenderem se faz sentido ou não. Mas neste momento não está nos planos", diz Rappaport.

*Com Marina Gazzoni

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ESTÁ CHEGANDO A HORA

Temporada de balanços do 4T25 se aproxima: confira as datas das divulgações e teleconferências das principais empresas da B3

27 de janeiro de 2026 - 6:00

As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas

SEGURANÇA ALIMENTAR

Depois da Nestlé e da Lactalis, mais uma gigante faz recall de fórmula infantil por risco de contaminação

26 de janeiro de 2026 - 14:38

Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina

VAI TER FOLGA?

Calendário de fevereiro de 2026: Carnaval é feriado? Veja as datas e quem tem direito à folga

26 de janeiro de 2026 - 12:20

Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores

IMPLOSÃO

Torre Palace: do primeiro hotel de luxo de Brasília à implosão no coração do poder

26 de janeiro de 2026 - 12:08

Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares 

CORRAM PARA AS COLINAS

Ouro ultrapassa US$ 5.120 e atinge recorde em corrida por proteção; ainda vale investir?

26 de janeiro de 2026 - 12:07

Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%

SE A MODA PEGA

Leis municipais proíbem mais de uma pessoa na mesma moto — e o motivo envolve segurança

26 de janeiro de 2026 - 10:15

Medida vale para Lima e Callao e prevê multas, pontos na carteira e até apreensão do veículo em meio ao estado de emergência no país

NA MIRA DA PF

Banco Master, BRB e bilhões sob suspeita: quem a PF vai ouvir na nova fase da operação que investiga o banco de Daniel Vorcaro

26 de janeiro de 2026 - 9:38

Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?

7 ANOS APÓS BRUMADINHO

Vale (VALE3): extravasamento de água e lama em Minas Gerais atingiu unidade da CSN Mineração (CMIN3), que se mantém funcionando

26 de janeiro de 2026 - 9:12

A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho

TECNOLOGIA

IA no sistema financeiro: investimentos recordes e o desafio do Banco Central de regular sem travar a inovação

25 de janeiro de 2026 - 18:02

Avanço da inteligência artificial eleva investimentos e pressiona debate sobre governança, riscos sistêmicos e atuação do Banco Central

NO RADAR DOS ANALISTAS

Preço baixo e retorno alto: por que a XP recomenda a compra deste fundo imobiliário

25 de janeiro de 2026 - 16:45

Fundo imobiliário negocia com 15% de desconto e pode se beneficiar da retomada dos FIIs de tijolo

HÁ TRÊS DÉCADAS

O dia em que um experimento meteorológico quase terminou em guerra nuclear completa 31 anos

25 de janeiro de 2026 - 7:15

25 de janeiro de 1995 por pouco não impediu que o Brasil fosse pentacampeão mundial de futebol, entre outros acontecimentos das últimas três décadas

DO FGC AO BRB

Crise de liquidez, não fraude: a versão de Daniel Vorcaro sobre o colapso do Banco Master — e o impacto para o BRB

24 de janeiro de 2026 - 17:12

Em depoimento à PF, controlador diz que o banco sempre operou ancorado no FGC, com ciência do BC, e que a crise de liquidez começou “quando a regra do jogo mudou”

BOMBOU NO SD

Academia “all-inclusive” da maromba, Lotofácil sem novos milionários, INSS fora do ar e pagamentos atrasados da Fictor: o que bombou nesta semana

24 de janeiro de 2026 - 14:28

Academias de alto padrão e loterias da Caixa Econômica foram destaque no Seu Dinheiro, mas outros assuntos dividiram a atenção dos leitores; veja as matérias mais lidas dos últimos dias

É OBRIGATÓRIO!

Quem não planta, não mora: Cidade condiciona construção de novas casas a manutenção de horta

24 de janeiro de 2026 - 13:45

O “projeto Almere Oosterwold”, nos arredores de Amsterdã, busca uma alternativa ao planejamento urbano tradicional

PIONEIRO DO LOW COST

Fundador da Gol (GOLL54), Constantino Junior morre aos 57 anos

24 de janeiro de 2026 - 13:05

Segundo a imprensa, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e enfrentava um câncer havia alguns anos

BILIONÁRIOS

Bilionários estão se preparando para o fim do mundo — e isso pode ser um grande problema

24 de janeiro de 2026 - 11:11

Segundo o cofundador do Linkedin, a maioria dos super-ricos já possui alguma espécie de ‘seguro contra apocalipse’

SEM DESCANSO?

Paulistanos sem feriado? Aniversário de São Paulo se aproxima, mas moradores da cidade não terão necessariamente uma folga a mais

23 de janeiro de 2026 - 15:35

Data de 25 de janeiro marca os 472 anos da capital, mas feriado municipal no domingo não garante descanso extra para todos os trabalhadores

NO PRECINHO

Leilão da Receita Federal tem iPhone 15 por R$ 1.300 e relógio Garmin por R$ 1.000; veja como participar

23 de janeiro de 2026 - 15:25

Propostas iniciais do leilão da Receita Federal começam em R$ 20. O maior valor é de R$ 256 mil.

BANHEIRO HIGH-TECH

Como a inteligência artificial provocou um salto no preço das ações de uma fabricante de vasos sanitários

23 de janeiro de 2026 - 11:15

Ações da Toto subiram 11% na OTC Markets na quinta-feira (22) com aumento de receita com componente de chips

OPERAÇÃO BARCO DE PAPEL

PF mira Rioprevidência em nova operação, fundo de pensão que mais investiu no Banco Master

23 de janeiro de 2026 - 9:32

São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede do fundo e também contra gestores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar