O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Antes dele, apenas Hermes da Fonseca (1910) e Eurico Gaspar Dutra (1945) conquistaram o cargo pelo voto direto.
Há 73 anos o Brasil não escolhia pelo voto direto um militar para ocupar a Presidência da República. Jair Bolsonaro (PSL) é o terceiro oficial do Exército brasileiro a obter assim o cargo. Antes dele, apenas Hermes da Fonseca (1910) e Eurico Gaspar Dutra (1945) o haviam conquistado.
A chegada do capitão, classificado em 69º na Arma de Artilharia da turma de 1977 da Academia Militar da Agulhas Negras (Aman), reacendeu nos oficiais-generais das três Forças e em pesquisadores acadêmicos temores da volta da política partidária para os quartéis, um dos componentes da instabilidade que marcou a República da proclamação, em 1889, ao fim do regime inaugurado em 1964 com a deposição de João Goulart.
Eis uma das razões pelas quais generais ouvidos pela reportagem - da ativa e da reserva - afirmaram que a administração Bolsonaro não significa a volta dos militares ao poder. "O Exército como instituição não teve candidato. Bolsonaro tem a simpatia de militares pelos valores que representa", diz o general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa. A fala de Lessa, ex-presidente do Clube Militar, é repetida na ativa.
Na quarta-feira, 24, o Alto Comando das Forças Armadas discutiu o significado da eleição de Bolsonaro para a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. "Para nós ele é um civil, político há 30 anos, que tem um passado militar", disse um dos generais participantes do encontro. Para ele, a história mostrou que a política partidária nos quartéis não é "saudável". Lessa concorda: "Vivi momentos difíceis na minha vida militar por causa disso".
O afastamento dos militares da política foi um processo iniciado no governo de Castelo Branco (1964-1967). Ele fez reformas nas carreiras castrenses que aumentaram a profissionalização das Forças. A ditadura, como um regime de crise, lutou com um dos principais conflitos institucionais da República: a autonomia relativa do Poder Militar em relação ao Poder Civil. De 1889 a 1985, a subordinação do primeiro ao segundo foi questionada por incontáveis manifestos e dezenas de revoltas, golpes e contragolpes militares.
"Esta é uma linha comum a todo esse período republicano", disse o historiador Sérgio Murilo Pinto, autor de Exército e Política no Brasil. As reformas de Castelo e o fim da guerra fria contribuíram para que, após a redemocratização, em 1985, pela primeira vez na República, o País vivesse um período de mais de 30 anos sem movimentos militares. "O que nos manteve afastados da política após a chamada 'volta aos quartéis' foi o profissionalismo da Força. Quando a política entra no quartel, a instituição perde a identidade e a credibilidade", diz um dos generais do Comando Militar do Leste.
Leia Também
A figura de Bolsonaro - ligada aos militares - cria para os generais ainda o desafio de não permitir que percalços do futuro governo afetem a imagem das Forças. "Isso nos preocupa", diz Lessa. Para um almirante, Bolsonaro se cercou de "bons nomes retirados do generalato e que estão trabalhando nos programas prioritários setoriais - mas isso é diferente de governar". Na Aeronáutica, um ex-membro do Alto Comando lembra que o compromisso do setor tem "como fundamento a missão com o Estado, definida na Constituição".
Risco. Para o cientista político Eliezer Rizzo de Oliveira há risco de a política partidária voltar aos quartéis. "Há diferença entre um governo com militares e um governo militar. Mas temos uma situação nova, que é o surgimento de uma liderança carismática (Bolsonaro)." Para ele, essa situação pode multiplicar lealdades e alternativas, com o surgimento de novas candidaturas militares de forma semelhante ao fim da Era Vargas (1930-1945), quando a política dividiu as Forças Armadas nas candidaturas de Dutra (PSD) e do brigadeiro Eduardo Gomes (UDN).
As Forças Armadas ficaram divididas até o golpe de 1964. "O Exército atuava para não permitir que a política tomasse rumos contrários ao que ele pensava sobre o País", diz Murilo Pinto. Em 1988, tentou-se subordinar o Poder Militar ao Civil na Constituição, condicionando a ação deste ao chamado de um dos três Poderes da República. Por fim, a criação do Ministério da Defesa, em 1999, com a nomeação de civis para a pasta, acentuou o afastamento dos militares da política. "Mas é um erro pensar que eles, desde então, não faziam mais política. Faziam sim. E muita. Apenas não faziam política partidária", diz Rizzo de Oliveira.
Todas as joias furtadas eram de ouro com diamantes; joalheria não possui seguro das peças
Os ganhadores do concurso 3615 da Lotofácil efetuaram suas apostas por meio dos canais eletrônicos da Caixa Econômica Federal.
Até o momento, apenas 15 dos 50 estados dos Estados Unidos podem receber o módulo que ficou conhecido como a “casa da Tesla”
Menino da Malásia comprou domínio com as iniciais de seu nome em 1993; anos depois ganhou milhões com o investimento
Segundo o FGC, cerca de 160 mil credores poderão ser ressarcidos após a liquidação do Banco Pleno; veja os próximos passos
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a +Milionária é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta quarta-feira (28), mas outras modalidades também prometem prêmios milionários hoje. Confira os valores.
Sem acordo entre EUA e Irã, Brent pode seguir firme; com diplomacia, banco projeta queda e reação da Opep+
Pode ser que você conheça alguém que é milionário e nem percebeu por causa dos hábitos dessas pessoas
Com declaração pré-preenchida ou sem, o indicado é reunir todos os documentos e revisar as informações antes de submetê-las ao Fisco
Linha subsidiada pelo Tesouro busca dar fôlego ao agronegócio e reduzir risco de retração na produção
Não tem o menor problema conversar com uma planta. Isso só é um problema se você ouvir uma resposta, diria um psiquiatra. Mas não se você estiver no Jardim Botânico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Pode até parecer mentira, mas visitantes do jardim podem conversar com o total de 20 plantas e, o mais […]
A tormenta do Banco do Brasil, a fatura da crise do Banco Master e o Pé-de-Meia foram destaque no Seu Dinheiro; veja as matérias mais lidas dos últimos dias
A Receita Federal mantém uma fiscalização forte sobre as operações de crédito, que obriga as instituições financeiras a reportarem movimentações que ultrapassem R$ 2 mil mensais
Enquanto a Quina e a Mega-Sena acumularam, a Lotofácil fez três vencedores ontem. Confira os números sorteados nas principais loterias da Caixa Econômica Federal
Segundo Alexandre de Moraes, o Supremo decidiu, em 2019, que guardas municipais não têm direito à aposentadoria especial por atividade de risco, e vigilantes não poderiam ter mais benefícios
Exército se prepara para a possibilidade de operações prolongadas caso o presidente Donald Trump ordene um ataque contra o Irã
Banco Central informa que 5.290 chaves Pix do Agibank tiveram dados cadastrais expostos após falha pontual no sistema da instituição
O mundo rico deveria temer as consequências de juros altos para a economia, de olho nos problemas que essas taxas geram no Brasil
Uma alteração momentânea no ano passado fez a cidade se tornar a primeira capital cerimonial do país no século XXI
O Instituto Federal do Ceará (IFCE) divulgou dois editais de concurso público voltados a professores e técnicos administrativos