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Investimentos

Inflação respalda Selic em 6,5% ao ano por mais tempo

Mais uma leitura de inflação surpreende para baixo. Boa notícia para os ativos de risco e para quem está em títulos prefixados

Ações negociadas na bolsa de valores
Imagem: Shutterstock

Tido como uma prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) marcou alta de 0,19% para novembro, recuando de 0,58% em outubro, e abaixo da mediana de 0,25% obtida pelo “Projeções Broadcast”. De fato, essa foi a menor leitura para meses de novembro desde 2003.

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Para o investidor isso quer dizer que a chance de a Selic seguir nos atuais 6,5% ao ano por mais tempo continua aumentando. Juro baixo é boa notícia para ativos de risco, como bolsa de valores e Fundos Imobiliários, e também gera ganhos para quem está em títulos prefixados, notadamente para os investidores que entraram nesses papéis quando se chegou a estimar uma possibilidade de alta da Selic ainda em 2018.

Vamos a um exemplo. Uma LTN (Tesouro prefixado) para 2025 está negociada a 9,56% no seu Tesouro Direto. Em meados de outubro essa taxa estava ao redor de 10,6%. Mas nem é preciso ir tão longo, há uma semana a taxa ainda estava pouco acima dos 10%.

Inflação controlada

As últimas leituras de inflação mostram que a pressão cambial vista em setembro teve impacto limitado sobre os demais preços da economia, o que o Banco Central (BC) chama de efeitos secundários sobre os preços.

De fato, a queda do dólar dos R$ 4,20 para a linha entre R$ 3,70 e R$ 3,80, se alia a uma redução nos preços do petróleo no mercado internacional ainda não plenamente transferida aos preços locais. Também favorece o cenário, a redução no preço da energia elétrica, que capta a mudança na bandeira tarifária.

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A inflação também está menos disseminada pela economia, algo mostrado pelo índice de difusão que caiu de 61,92% para 53,15%.

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Mais relevante que o índice cheio, os núcleos de preços, que tentam captar a tendência da inflação, seguem bem-comportados, com algumas medidas rodando no piso na meta.

Medido em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,39% recuando dos 4,53% vistos até outubro. Para o IPCA fechado do mês, que vamos conhecer no começo de dezembro, a CM Capital Markets projeta variação de apenas 0,06%. Em novembro do passado, a leitura tinha sido de 0,28%.

Projeções para a Selic

No boletim Focus, a mediana para a Selic no fim de 2019 segue em 8%. Mas se olharmos as médias, que servem como um indicador antecedente da mediana, elas estão recuando desde o começo de outubro e estão em 7,79%.

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Isso indica que cada vez mais agentes de mercado estão revendo sua projeção para a Selic no fim do próximo ano. O grupo Top Five, composto pelas casas com maior índice de acerto, já está com projeção de 7,5% há duas semanas.

O Comitê de Política Monetária (Copom) tem sua última reunião de 2018 nos dias 11 e 12 de dezembro.

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