40 países unidos contra a guerra comercial
Países se unem contra a guerra comercial entre Estados Unidos e China e prometem uma revolução no comércio mundial

Quarenta países estão se unindo para publicar uma mensagem política de apoio ao sistema internacional de comércio e deixar claro que não aceitarão seu desmonte diante da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
A mensagem é forte e promete movimentar o jogo comercial ao redor do mundo. Logo de cara, a aliança desenhar o que poderia ser uma reforma das regras do comércio. Tudo parece muito bonito e colorido, mas o Brasil já deixou bem claro que não irá aceitar que as flexibilidades para países emergentes sejam abolidas ou reduzidas.
Somos todos comércio
Nas últimas semanas, a imposição de medidas protecionistas por parte do governo de Donald Trump levou a uma onda de retaliações chinesas, aprofundando uma crise comercial sem precedentes desde a criação da OMC.
Nesta quinta-feira, 12 países e mais os 28 governos da União Europeia se reuniram em Genebra. Nem os EUA nem a China estavam presentes. Mas a aliança - formada por Brasil, México, Suíça, Chile, Canadá, Cingapura, Coreia e vários outros - indicou que não está disposta a abrir mão de um sistema de regras internacionais que, nas últimas décadas, evitou uma escalada protecionista e ainda evitou tensões comerciais.
Uma das constatações da reunião foi de que existe um consenso sobre a "necessidade urgente" de superar a atual crise. Para isso, o grupo irá elaborar uma agenda de medidas para que sejam tomadas no curto e médio prazo, costurando uma aliança que dê um impulso firme à ideia de um resgate da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O primeiro passo
Um encontro ministerial em outubro, no Canadá, irá ainda consolidar a iniciativa e estabelecer um calendário para o trabalho nos próximos meses. Mas, segundo negociadores, a principal função será a de dar uma mensagem política forte de compromisso com o sistema de regras. "Será uma resposta política à crise", explicou um diplomata.
Leia Também
De acordo com um dos negociadores, a ideia é a de mostrar que "o sistema é vital para a economia global" e que a aliança está "comprometida para salvar o sistema e não deixar que a atual crise o derrube".
O grupo sabe que uma solução apenas sairá se americanos e chineses aceitarem o projeto de reforma. Para isso, portanto, as propostas tentam atender a algumas das preocupações e críticas de Trump sobre as regras atuais.
Uma delas se refere ao fim da classificação da China como um país emergente no comércio. Pelas regras internacionais, países em desenvolvimento têm direito de impor certas barreiras e dar subsídios em níveis mais elevados. Para o governo americano, Pequim usou isso para se transformar nos últimos 20 anos numa potência comercial.
Tudo tem um porém
O Brasil, porém, deixa claro que não vai aceitar a mudança, principalmente diante da constatação de que os países ricos jamais corrigiram as distorções que eles geraram em setores como agricultura ou pesca.
Esse não é o único ponto de discordância dentro da aliança. Para alguns, como a Europa, a reforma da OMC deve se concentrar apenas nos setores onde os problemas foram identificados. Pelo projeto de Bruxelas, países não teriam o direito de obrigar empresas a fazer transferência de tecnologia, subsídios industriais teriam de ser limitados nos emergentes e as empresas estatais reguladas.
O governo brasileiro, porém, não quer um processo focado apenas nos temas de interesses dos países desenvolvimento e quer garantias de que as distorções agrícolas também sejam incluídas. Outros embaixadores ainda apontam que, se o projeto de reforma da OMC se limitar aos temas industriais, não haverá uma mobilização dos mais de 160 membros para permitir que as mudanças sejam aprovadas. "Terá de haver doces para todo mundo", explicou um negociador.
Mais urgente, porém, é dar uma solução ao impasse nos tribunais da OMC. Por meses, o governo Trump vem vetando a escolha de novos juízes, o que tem levado o sistema a ficar à beira de uma paralisia.
Negociações bilaterais
Enquanto o futuro da OMC é cada vez mais incerto, o Brasil garante que vai continuar com negociações bilaterais para a abertura de mercados. Com o Canadá, negociações envolvendo um acordo de livre comércio com o Mercosul está sendo previsto para ser fechado em 2019. Nesta semana, termina mais uma rodada de negociações.
Brasília também espera concluir em 2019 um acordo comercial com os países que fazem parte do EFTA, o tratado de livre comércio entre Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia.
As negociações no mesmo sentido também começaram entre o Mercosul e a Coreia do Sul, na semana passada. Em outubro, o bloco ainda lança negociações com Cingapura.
*Com Estadão Conteúdo.
DEPOIS DA QUEDA
A mulher por trás da farsa da Theranos quebra o silêncio: o que esperar do documentário que revela sua versão da história?
2 de outubro de 2026 - 14:07BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3794 posiciona 3 ganhadores a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3065 acumula e prêmio aumenta para R$ 82 milhões
2 de outubro de 2026 - 6:28OLHO NO CALENDÁRIO
INSS e BPC/LOAS outubro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
2 de outubro de 2026 - 5:07O FUTURO DA BOLSA
Eleições 2026: o que pode levar o Ibovespa aos 248 mil pontos — ou derrubá-lo a 165 mil, segundo a XP
1 de outubro de 2026 - 19:50AÇÃO NO EXTERIOR
Esta fabricante de chips já subiu 476% no ano, e ainda está barata em meio à corrida da IA; veja o que dizem Empiricus e XP sobre a empresa
1 de outubro de 2026 - 16:40O DESAFIO DO PRESIDENTE
Lula ou Flávio? Para Kinea, ambos terão o mesmo desafio e precisarão correr contra o tempo para evitar uma crise
1 de outubro de 2026 - 15:01SEM TETO
Pix por aproximação muda hoje: a nova regra que todo usuário precisa conhecer
1 de outubro de 2026 - 11:01SÓ MUDA O MÉTODO
Entre a simplicidade e a teimosia, Lotofácil 3793 fecha setembro com 2 meio-milionários; +Milionária acumula e prêmio chega a R$ 100 milhões
1 de outubro de 2026 - 7:05A VISÃO DO DONO
Inquilino não paga o aluguel? Veja o que você pode ou não fazer e como evitar que a dívida se torne problema seu
1 de outubro de 2026 - 6:34OS ENDIVIDADOS
Não conseguiu pagar o aluguel? Entenda os riscos que você corre e como não deixar a dívida virar uma bola de neve
1 de outubro de 2026 - 6:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família será maior em outubro de 2026: veja quando reajuste começa a ser pago e quem poderá se beneficiar
1 de outubro de 2026 - 5:06DESTAQUES DA BOLSA
Tenda (TEND3) vai na contramão do Ibovespa e fecha em queda, mas Itaú BBA ainda tem motivos para considerar a ação atrativa
30 de setembro de 2026 - 18:45COMEÇOU A TRANSIÇÃO
‘Pense em um mundo sem imposto’: o recado de Bernard Appy para as empresas na reta final da reforma tributária
30 de setembro de 2026 - 13:50OLHO NO PIX
IRPF 2026: dinheiro de lote de restituição da malha fina do imposto de renda cai hoje na conta
30 de setembro de 2026 - 8:42SEM DESCONTO
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho toma decisão e banco anuncia quando as agências reabrem
30 de setembro de 2026 - 7:55BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3792 tem 37 ganhadores, mas só dois ficam a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões
30 de setembro de 2026 - 6:49ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS!
Bolsa Família com novo valor, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para outubro de 2026
30 de setembro de 2026 - 5:05DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO