Menu
2018-12-08T14:33:13-02:00
Estadão Conteúdo
Tensão na economia

Caminhoneiros estão divididos sobre greve após a decisão do STF sobre tabela de frete

Movimento é contra a aplicação de multas pelo descumprimento dos preços mínimos do frete rodoviário

8 de dezembro de 2018
14:33
greve, greve dos caminhoneiros
Impulso de iniciar uma nova paralisação parece ter perdido força com movimentos ocorridos em Brasília - Imagem: Marcelo Pinto/APlateia/Fotos Públicas

Com intensas conversas nos grupos de WhatsApp, caminhoneiros de todo o País seguem divididos quanto a uma nova paralisação, em reação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux de suspender a aplicação de multas pelo descumprimento dos preços mínimos do frete rodoviário até que a corte decida sobre a constitucionalidade do tabelamento - o que não tem data para ocorrer. Há muita insatisfação na base, e as lideranças tentam conter o movimento.

"A greve não está fora do radar, mas é o último recurso", disse hoje o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer. "O movimento está bem dividido entre os que querem um confronto direto com o STF e os que acham que ainda tem espaço para avançar pela negociação."

"Ainda não está descartada a paralisação", informou Alexandre Fróes, de Santa Catarina. "Estamos em conversa direta com o futuro ministro (da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas) e com o capitão (o presidente eleito, Jair Bolsonaro)."

O impulso de iniciar uma nova paralisação, que ganhou corpo ao longo da última sexta-feira, parece ter perdido força com movimentos ocorridos em Brasília. O diálogo com a equipe de transição e a promessa da Advocacia Geral da União (AGU), formalizada na noite de ontem, de recorrer da decisão de Fux, deram munição às lideranças para conter os ânimos mais acirrados.

Após reunião na AGU, o presidente da Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil (BrasCoop), Wallace Ladim, o "Chorão", explicou à sua base que a decisão do STF impede a aplicação de multas. Mas o valor dos pisos mínimos para o serviço de frete, ou seja, a tabela de preços, continua valendo.

Enquanto perdurar esse quadro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pode notificar caminhoneiros e empresas que estejam trabalhando fora da tabela. Essa notificação serve de base para que o motorista entre na Justiça e exija uma indenização equivalente ao dobro da diferença entre o preço praticado e o fixado pelo governo. Essa não é uma solução ideal, do ponto de vista dos caminhoneiros.

Antiga e respeitada liderança do movimento, Litti acredita que há como avançar pela área administrativa. Ele defende que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acelere os trabalhos para implementar um sistema eletrônico de controle do pagamento do frete. Hoje existe um documento obrigatório para os serviços de transporte por caminhão chamado Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot). A proposta é que ele só seja emitido se o preço do frete estiver de acordo com os pisos mínimos. Dessa forma, não seria mais necessário fiscalizar em rodovias, nem aplicar multas.

Essa solução atende à principal queixa dos caminhoneiros, que é a pressão das empresas para que trabalhem fora da tabela. Porém, ela ainda está em construção na agência reguladora. Levará meses para ficar pronta, segundo informações da área técnica. No momento, a ANTT está contratando uma consultoria para elaborar uma proposta de alteração do sistema.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Proventos

Banco do Brasil anuncia pagamento de R$ 416 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP)

Terão direito ao provento os investidores com posição acionária na empresa no dia 11 de março

o melhor do seu dinheiro

Brandão balança mais não cai?

Chegamos ao fim de mais uma semana tensa nos mercados, que começou com a derrocada das ações da Petrobras, em razão da interferência do governo na presidência da estatal, e termina com pressões na bolsa e no dólar motivadas pelas preocupações dos investidores com a inflação nos Estados Unidos e alta nas taxas dos títulos […]

URGENTE

Hapvida e NotreDame chegam a um acordo sobre fusão, afirma site

A maior combinação entre duas empresas brasileiras criará uma gigante do setor de saúde, com um valor de R$ 110 bilhões.

fechamento da semana

Tensão em Brasília leva Ibovespa de volta aos 110 mil pontos e afunda estatais; dólar vai a R$ 5,60

Em semana marcada pela tensão entre governo e mercado, o Ibovespa recuou 7,09%, de volta aos 110 mil pontos. O dólar disparou acima dos R$ 5,60

Abandonando o barco?

Ações do Banco do Brasil recuam quase 5% com possibilidade de saída de André Brandão

Brandão tem mostrado insatisfação com o cargo e quer deixar o comando da estatal, segundo jornal; BB nega que presidente tenha renunciado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies