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Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Juro americano

Fed acena alta do juro em dezembro e discute mudança de linguagem

Ata da reunião do dia 8 de novembro, mostra discussão sobre manter ou não indicações sobre novas elevações graduais

Fed banco central americano
Sede do Federal Reserve (Fed) - Imagem: Federal Reserve

Os membros do comitê do Federal Reserve (Fed), banco central americano, praticamente confirmam uma elevação do juro na reunião de dezembro, mas embora haja entendimento sobre “novas altas graduais”, alguns membros demostram incerteza sobre o timing de tais elevações.

Segundo a ata da reunião terminada dia 8 de novembro e divulgada hoje, alguns participantes notaram que a taxa pode estar próxima do seu patamar neutro (aquele que não estimula nem atrapalha a atividade) e que novas elevações poderiam indevidamente retardar a expansão da atividade econômica e colocar pressão de baixa sobre a inflação e as expectativas.

Na quarta-feira, o presidente do Fed, Jerome Powell, falou que o juro estaria “logo abaixo” ou “just below”, das estimativas para a taxa neutra, provocando forte reação do mercado. Por ora, a reação ainda é tímida ao aparecimento dessa discussão em um documento oficial do Fed. Os principais índices das bolsas americanas tinham leve alta de 0,20%.

De volta à ata, os participantes enfatizaram que a atuação do Fed deve ser guiada pelos dados econômicos e suas implicações para o panorama econômico. O documento transmite a ideia de que não há uma rota predeterminada e que se novas informações resultarem em reavaliação dos riscos, para cima ou para baixo, suas perspectivas também mudariam.

Dentro desse contexto, foi discutida uma possível mudança na comunicação, particularmente no comunicado apresentado após a decisão, onde se fala na expectativa de “novos ajustes graduais”.

Muitos participantes indicaram que pode ser apropriado iniciar uma transição, dando maior ênfase à avaliação dos dados econômicos futuros para as decisões de política monetária. Tal mudança, diz a ata, ajudaria a transmitir a abordagem flexível do Fed em responder às alterações no cenário econômico.

O que é fato é que aconteceu uma mudança não desprezível na percepção dos membros do Fed em comparação com a ata da reunião do fim de setembro, quando alguns membros falaram em deixar a política “modestamente restritiva” ou temporariamente restritiva para reduzir o risco de uma alta da inflação ou de desequilíbrios financeiros significativos.

A ata também mostra que os membros do Fed avaliam que as condições financeiras continuam acomodativas em comparação com seu comportamento histórico, apesar de notarem que elas ficaram mais restritivas entre uma reunião e outra em função da queda no preço dos ativos, aumento dos juros de longo prazo e no custo dos financiamentos.

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