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Em discurso, presidente defendeu que “mais e mais pessoas” tenham acesso aos benefícios da globalização
O presidente Michel Temer defendeu a globalização na tarde desta sexta-feira, 30, em seu primeiro discurso na reunião de cúpula do G20 e destacou que é preciso "recusar as aparentes facilidades do protecionismo e do isolacionismo". "Quero reafirmar que a escolha do Brasil é pela integração de todos", afirmou o brasileiro em suas rápidas declarações.
Temer defendeu que "mais e mais pessoas" tenham acesso aos benefícios da globalização. "A verdade é que, hoje, a globalização é fonte inegável de oportunidades. Mas é também fonte de ansiedade para parcelas significativas de nossas populações", disse ele, destacando que parte das pessoas está "sem acesso a capacitação adequada, alijada das inovações tecnológicas" e, com isso, "sente um legítimo mal-estar", sobretudo por causa das mudanças no mercado de trabalho.
Com a insatisfação de determinada parcela da população com a globalização, Temer ressaltou que surge "a tentação de soluções que podem soar simples, mas são ilusórias". O presidente defendeu que é preciso resistir. "Há que se recusar as aparentes facilidades do protecionismo, do isolacionismo. O caminho que nos cabe trilhar é o caminho que leva adiante, não o que volta atrás."
"Quero reafirmar que a escolha do Brasil é pela integração de todos às possibilidades de um mundo crescentemente interconectado", disse Temer. Em seu discurso, ele defendeu a reforma trabalhista, aprovada no Congresso em seu governo. "Temos agora arcabouço jurídico compatível com mercados de trabalho mais dinâmicos e flexíveis."
O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anfitrião do evento, foi o primeiro a discursar na reunião desta sexta e foi enfático na sua defesa pelo diálogo. "A essência do G20 é promover o diálogo sobre as diferenças", afirmou.
Destacando que as mudanças sociais e econômicas ocorridas nos últimos tempos levaram a um aumento dos questionamentos sobre os organismos multilaterais, Macri ressaltou a importância de se buscar consensos. "Temos a obrigação de mostrar que desafios globais se resolvem com soluções globais", enfatizou, acrescentando que as negociações que ocorrerão no G20 deverão prosseguir após o término do evento.
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Vale lembrar que entre os assuntos que serão discutidos estão: mercado de trabalho, infraestrutura, clima e comércio internacional. Participam das conversas o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.
O líder americano escolheu o Japão como foco no primeiro dia da cúpula. Ao dizer que espera que o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, o ajude a equilibrar as relações comerciais entre os dois países "rapidamente", Trump ressaltou que a parceria entre americanos e japoneses é "extraordinária" e que os dois países estão "muito bem" em diversos aspectos.
EUA e Japão iniciaram conversas para um possível futuro acordo comercial a pedido de Trump. Outro acordo tem sido negociado pela equipe do presidente americano - com a China. Na noite de sábado, o republicano se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, a fim de conversar sobre as relações comerciais sino-americanas. Trump comentou brevemente sobre o assunto e disse que está "trabalhando duro" para alcançar um pacto comercial com a China. "Se conseguirmos fazer um acordo, será bom", afirmou.
*Com Estadão Conteúdo.
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A assinatura, no entanto, não faz o acordo valer imediatamente. Após o evento, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país do Mercosul
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