Menu
2018-11-27T10:08:36-02:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Câmbio

Posições na B3 mostram que pressão de alta no dólar veio do mercado à vista

Pregão atípico levou Banco Central a fazer leilão de linha com compromisso de recompra

27 de novembro de 2018
10:08
dolar nota
Nota de dólar -

O dólar teve um pregão de forte valorização na segunda-feira, subindo 2,6% e voltando para cima dos R$ 3,90, preço que não se via desde o começo de outubro. Encerrado o pregão, o Banco Central (BC) anunciou uma atuação no mercado à vista, um leilão de linha com compromisso de recompra de até US$ 2 bilhões.

A atuação à vista se justifica pelo sazonal aumento de remessas de moeda para fora do país, conforme as empresas fecham seus balanços anuais. Esse tipo de operação no fim de ano já é tradição, por assim dizer, ao menos desde 2011.

E, de fato, a pressão compradora parece mesmo concentrada no mercado à vista, pois uma avaliação das posições no mercado futuro de dólar e cupom cambial (DDI, juro em dólar) não indica movimentação forte o suficiente para tamanha variação na cotação do da moeda americana. A alta de 2,6% vista ontem foi a maior puxada diária desde o começo de junho.

Na ponta de compra, os estrangeiros ampliaram sua posição comprada, que pode ser vista como aposta de alta no dólar, em US$ 634 milhões na segunda-feira. Com isso, o estoque subiu a US$ 40 bilhões, maior do mês. Já vimos pregões em que o não residente comprou mais de US$ 1 bilhão e não foi vista tamanha variação na cotação da moeda americana.

Quem vendeu dólares ao estrangeiro foram os fundos de investimento, que ampliaram a posição vendida em US$ 390 milhões, para US$ 22,4 bilhões, também maior do mês.

Os bancos fizeram uma compra de US$ 129 milhões na segunda-feira. Mas sua posição líquida continua sendo vendida em US$ 19 bilhões.

A formação de preço no mercado cambial brasileiro ocorre no mercado futuro, pois é onde o dinheiro grosso está e não existem limitações operacionais que se observam no mercado à vista. Pregões como o de ontem são bastante atípicos, por isso mesmo da atuação do BC para melhorar a formação de preço.

No lado técnico, no pregão de segunda-feira, o dólar comercial rompeu as médias móveis de 50 períodos (R$ 3,85) e de 100 períodos (R$ 3,88). Em tese, esse movimento abriria espaço para novas puxadas de alta na cotação da moeda americana, que fez máximas acima de R$ 4,20 no começo de setembro. Em meio a redução das tensões eleitorais o dólar teve um firme ajuste de baixa em outubro, chegando a fazer mínimas na linha de R$ 3,65, mas não teve força para confirmar o rompimento para baixo da média móvel de 200 períodos, na linha de R$ 3,63.

Além desses US$ 2 bilhões que serão ofertados entre 12h15 e 12h35, até o fim da semana, o BC deve comunicar ao mercado ser fará a rolagem de US$ 1,25 bilhão em leilões de linha feitos em agosto e que vencem agora em dezembro.

O BC também deverá comunicar se segue com a rolagem integral dos swaps cambial que vencem em janeiro. A operação equivale à venda de dólares no mercado futuro. O estoque vincendo é de US$ 10,3 bilhões. Ao rolar os contratos, o BC se mantém "neutro" no mercado.

Cotação hoje

Por volta das 10 horas, o dólar comercial operava em baixa de 0,70%, negociado na linha de R$ 3,89, reagindo à atuação do BC.

No mercado de FRA de cupom cambial, que serve de termômetro da demanda por moeda à vista, o contrato para janeiro também operava em baixa, na linha de 3,8%.

 

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Mais uma opção

Empresa protocola na Anvisa pedido para uso emergencial da Sputnik V

Neste domingo, Anvisa se reunirá para tratar de pedidos para uso de vacinas CoronaVac e a da AstraZeneca/Oxford

Seguro obrigatório

Pagamento de indenizações do DPVAT passa a ser feito pela Caixa

Banco agora é o responsável pela gestão dos recursos do seguro e pelo pagamento das indenizações. A medida começa a valer a partir desta segunda-feira

Sinal verde

Bolsonaro não deve mais barrar a Huawei no leilão do 5G no Brasil

Segundo fontes do Palácio do Planalto e do setor de telecomunicações, o banimento da empresa chinesa provocaria um custo bilionário com a troca dos equipamentos

Impasse

Guedes monta operação ‘apara arestas’ para manter Brandão à frente do Banco do Brasil

Por enquanto, o presidente do BB está no “limbo” na avaliação de funcionários do próprio banco, sem uma manifestação pública do presidente e de Guedes

IPO

Espaçolaser pode arrecadar até R$ 3 bilhões em estreia na B3

Maior rede de clínicas de depilação do País lançou ontem sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês)

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies