China amplia subsídios para a soja e algodão: Brasil pode ser afetado
Dados fornecidos pelos chineses à Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que os compromissos assumidos por Pequim em 2001, ao aderir ao sistema comercial, estão sendo ignorados e os volumes de apoio aos produtores chineses superam de forma significativa o teto determinado

Se até hoje a batalha travada pelo Brasil era contra os subsídios americanos e europeus ao setor agrícola, um novo ator internacional está ganhando força no mercado internacional: a China.
Dados fornecidos pelos chineses à Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que os compromissos assumidos por Pequim em 2001, ao aderir ao sistema comercial, estão sendo ignorados e os volumes de apoio aos produtores chineses superam de forma significativa o teto determinado.
Há quase 20 anos, ficou estabelecido que a China poderia dar subsídios que poderiam distorcer os mercados em um patamar que não superasse 8,5% do valor de sua produção agrícola total. A condição oferecida aos chineses era mais restritiva que as regras estipuladas para outros países emergentes. No Brasil, por exemplo, os subsídios podem chegar a 10%. Já nos Estados Unidos, Japão ou UE, o teto é de 5% do valor total da produção.
Mas, pressionada a mostrar transparência, Pequim entregou nesta semana seus dados comerciais para a OMC para todos os subsídios concedidos entre 2011 e 2016.
Se na produção de arroz e trigo os valores dos subsídios ficaram abaixo de 8,5%, o mesmo não ocorreu com soja, açúcar ou algodão, produtos que concorrem diretamente com as exportações brasileiras.
No caso do algodão, a taxa de subsídios violou o teto em todos os anos, entre 2011 e 2016. Em 2015, os níveis de apoio chegaram a 29% da produção do setor, mais de três vezes os patamares autorizados. No caso da soja, foram cinco anos acima do teto, com taxas de até 13%.
Leia Também
Negociadores estimam que a admissão da China de que ultrapassou o teto permitido ocorre por conta de um processo que o governo americano move contra Pequim e que acusa o governo asiático de distorcer os mercados globais no setor agrícola.
Disputa. Em 2016, EUA abriu uma disputa nos tribunais da OMC alegando que os chineses teriam distribuído US$ 100 bilhões em subsídios, principalmente para milho, trigo e arroz. O governo americano estaria preocupado com a geração de uma super produção agrícola chinesa que afetaria os preços internacionais de commodities e deslocaria exportações americanas em terceiros mercados.
A queixa foi lançada ainda pelo governo de Barack Obama. Mas uma eventual condenação dos chineses será comemorada pelo presidente Donald Trump como um sinal de que sua administração está agindo contra as distorções promovidas pelos chineses nos mercados internacionais.
O esquema denunciado aponta para o estabelecimento de preços mínimos em algumas commodities, garantidas pelo Estado chinês.
Um dos temores americanos é de que esse subsídio acabe afetando a capacidade de os EUA exportarem bens agrícolas para o mercado chinês, com ampla oferta local e por preços mais competitivos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
PRIMEIRO DESDE 2023
Governo anuncia aumento de 15% do Bolsa Família; confira o novo valor
17 de setembro de 2026 - 11:30PELA MADRUGADA
Bancários veem avanço em negociação e marcam assembleia para votar fim de greve na Caixa
17 de setembro de 2026 - 9:43SALVOU A NOITE
Lotofácil tem retorno discreto aos sorteios regulares e Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 102 milhões
17 de setembro de 2026 - 6:49É HOJE
Bolsa Família é pago hoje; veja quem receberá em setembro e as regras do benefício
17 de setembro de 2026 - 5:45SEM SURPRESA
Juros cada vez menores: Copom corta Selic para 13,75% e não sinaliza próximos passos, embora mercado espere mais cortes
16 de setembro de 2026 - 18:41SD EXPLICA
O Brasil vai quebrar? Entenda o que é risco fiscal e como as contas públicas afetam os seus investimentos
16 de setembro de 2026 - 17:16BEBIDAS PROTEICAS
NotShake Protein: Anvisa proíbe todos os lotes das bebidas da marca
16 de setembro de 2026 - 16:01MAMMA MIA!
Pizzaria gringa quer ser a mais nova concorrente da Pizza Hut e da Domino’s no Brasil; conheça a Papa Johns
16 de setembro de 2026 - 15:03PRAZO MAIS CURTO
Greve na Caixa dificulta saque de prêmios milionários e pode atrasar pagamento para vencedores da Lotofácil da Independência que dividiram R$ 300 milhões
16 de setembro de 2026 - 11:09APROVEITANDO A CHANCE
Aposta do interior de SP ofusca bola dividida na Lotofácil da Independência e embolsa prêmio de R$ 34 milhões na Quina
16 de setembro de 2026 - 7:33RATEIO
Lotofácil da Independência 2026 tem 72 apostas premiadas e mais de 1.500 de ganhadores, mas apenas 33 ficam milionários
16 de setembro de 2026 - 6:44SD ENTREVISTA
Inflação deve subir com El Niño e petróleo, mas Copom vai cortar juros mesmo assim, diz economista-chefe da Bradesco Asset
16 de setembro de 2026 - 6:03NÃO TEM MAIS VOLTA
Veja os números da Lotofácil da Independência 2026; rateio será conhecido em instantes
15 de setembro de 2026 - 21:44CHEGOU A HORA
Assista ao vivo ao sorteio da Lotofácil da Independência 2026
15 de setembro de 2026 - 20:01B3 WEEK 2026
Copom amanhã: quanto você pagaria para apostar na decisão? Mercado de previsões entra no radar do investidor brasileiro; entenda como funciona
15 de setembro de 2026 - 19:14B3 WEEK 2026
“Recolocar o Brasil nos trilhos não é tão difícil assim”, diz economista-chefe do Bradesco. O que precisa acontecer para a bolsa brasileira finalmente decolar?
15 de setembro de 2026 - 18:22PREJUÍZO NO RADAR
Greve da Caixa Econômica pode afetar o seu bolso: entenda como se proteger dos riscos se você vai comprar um imóvel
15 de setembro de 2026 - 15:36NOVAS REGRAS
Motoristas ganham prazo extra para dirigir com a CNH vencida; entenda a nova regra
15 de setembro de 2026 - 13:13SEGURANÇA E ESTABILIDADE
Casa própria vale mais para a qualidade de vida do que viagens e lazer, mas exige cuidado para não virar pesadelo
15 de setembro de 2026 - 11:59MADAME SATÃ É FICHINHA