Menu
2019-06-16T17:37:17+00:00
SEGUE O JOGO

Saída de Levy não deve ter impacto sobre a reforma da Previdência, diz especialista

No entanto, mesmo com eventual aprovação da reforma previdenciária, dificilmente haverá retomada considerável da confiança, diz Rafael Cortez

16 de junho de 2019
17:37
Joaquim Levy, ex-presidente do BNDESem encerramento do seminário Diálogos para o Amanhã
Joaquim Levy, ex-presidente do BNDES em encerramento do seminário Diálogos para o Amanhã - Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

A saída de Joaquim Levy da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não deve ter impacto sobre a reforma da Previdência, na opinião de Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria Integrada.

No entanto, mesmo com eventual aprovação da reforma previdenciária, dificilmente haverá retomada considerável da confiança. Isso porque, avalia, esse tipo de acontecimento tende a atrapalhar a perspectiva de avanço de uma agenda liberal mais ampla de longo prazo.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

"O efeito da saída é menos importante na agenda da reforma da Previdência e muito mais nos sinais da política econômica como um todo. O destino da reforma está mais associado dependente ao Legislativo e menos em relação ao papel do presidente da República", diz, acrescentando que pesa muito mais sobre o desenrolar da reforma as críticas feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, após a apresentação da proposta na Câmara na semana passada.

No entanto, pondera que cada vez que há uma crise deste tipo, reforça a ideia de que dificilmente o governo conseguirá ter um desempenho minimamente estável em relação à sua popularidade. "Fica ainda mais ambiciosa a capacidade do governo em recuperar capital político e de melhorar sua imagem", diz.

Como não se trata da primeira baixa no governo, a avaliação de Cortez é de que uma agenda mais liberal no longo prazo pode ficar comprometida.

Conforme ele, os sinais de aprovação da reforma previdenciária seguem firmes, bem como o prazo de quando isso poderá ocorrer e, além disso, trata-se de um projeto cujo texto é bom.

Porém, mesmo com aprovação, ressalta, o crescimento econômico do País será fraco. "Vai gerar um crescimento em 2019 típico de cenário pessimista, sem reforma", observa.

Enquanto na pesquisa Focus do Banco Central, ainda está em 1,00%, já há instituições que estimam expansão econômica na faixa de 0,5% este ano, com o País enfrentando recessão técnica, já que há projeções de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. No primeiro trimestre, o PIB já f47ora negativo, em 0,2%. Em 2018, o crescimento econômico fora de 1,1%.

Carta

Por carta hoje pela manhã, o presidente do BNDES, Joaquim Levy, entregou hoje seu pedido de desligamento do cargo ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

A saída ocorre após Levy ter recebido críticas do presidente Jair Bolsonaro ontem (15), em função da nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

SÃO OS NEGÓCIOS

Influenciadores dão “jeitinho” após fim da contagem de curtidas no Instagram

A rede começou a esconder o número de curtidas em fotos no Brasil. Agora, cada pessoa só acessa os próprios números – uma forma, diz o Instagram, de reduzir o impacto à saúde mental

A FONTE DO PROBLEMA

“Desigualdade tem de ser combatida no imposto de renda”, diz Orair

No primeiro trimestre deste ano, a desigualdade de renda dos trabalhadores brasileiros atingiu seu maior nível em pelo menos sete anos

5º MAIS RICO DO MUNDO

Carlos Slim, o bilionário que lucrou com um monopólio e virou o ‘dono do México’

Com conglomerado de mais de 200 empresas, empresário acumulou fortuna de US$ 60 bilhões, que equivale a 6% do PIB do país, e se tornou o quinto homem mais rico do mundo.

MAIS UMA

Bolsonaro afirma que governadores do Nordeste tentam manipular eleitor

O uso de um termo pejorativo para se referir aos nordestinos provocou a reação de governadores da região, que manifestaram “espanto e profunda indignação”

BNDES

Com BNDES menor, pode faltar crédito para investimento

O patamar de desembolsos em torno de R$ 70 bilhões por ano, sinalizado pelo novo presidente, equivale a 1% do Produto Interno Bruto, menor nível em 20 anos.

Boa notícia

Risco volta ao nível de quando país tinha selo de bom pagador

Além do avanço na reforma previdenciária, contribuiu para a redução do risco país o cenário de um mercado internacional mais calmo

Bandeira eleitoral

Tema “corrupção” perde espaço no Twitter de Bolsonaro

Depois de assumir o poder, o assunto perdeu espaço em sua timeline e, segundo levantamento no perfil do presidente, apareceu em apenas 1,4% das postagens.

Uma dose de realismo

Bilionários garantem: este é o melhor momento para se estar vivo

Bill Gates, Warren Buffett, Elon Musk e Barack Obama são categóricos: se você pudesse escolher qualquer momento na história para nascer, seria este.

Promessa é dívida

MAIS LIDAS: Oi e FGTS foram as grandes promessas da semana

São elas: a liberação do saque do FGTS pelo governo Bolsonaro e o plano da diretoria da Oi de tirar a empresa do buraco. Confira

Dá para se arrepender?

Opção do saque do FGTS será reversível

A ideia é que a nova opção de saque permita ao trabalhador resgatar uma parcela em troca de abrir mão da retirada de todo o fundo caso seja demitido sem justa causa

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements