🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O que ninguém está vendo

O Brasil, como um país subdesenvolvido , sempre foi muito problemático. Nunca houve espaço para qualquer discussão além da macroeconomia. Estávamos sempre centrados em inflação, desemprego, câmbio, juro.

30 de setembro de 2019
10:27
Imagem: Shutterstock

Após uma semana viajando a trabalho, você chega em casa e percebe que seu filho está gravemente doente. Sua esposa evitou perturbá-lo com essa preocupação enquanto você estava fora. Há algum tempo, não se limpa a sala. A poeira já é espessa e os móveis estão desarrumados. Algumas peças de roupa estão espalhadas pelo corredor que leva aos quartos e a lâmpada da cozinha queimou. Aquilo está uma verdadeira bagunça.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bem, o que você faz? Imagino que, se for minimamente parecido comigo, você leva seu filho ao hospital. Depois pensamos no resto. O pó despejado nos cantos da sala pode esperar. A febre da prole não.

Se há um problema grave e mais estridente, outros acabam em segundo plano. E é assim mesmo que deve ser. Ocorre, porém, que, como nós quatro sabemos, o diabo pode estar nos detalhes, em coisas esquecidas aqui e ali que podem fazer toda a diferença ao final do processo.

O Brasil, como um país subdesenvolvido (ou emergente, para usar o eufemismo para nossas mazelas históricas), sempre foi muito problemático. Nunca houve espaço para qualquer discussão além da macroeconomia. Estávamos sempre centrados em inflação, desemprego, câmbio, juro. Se ocorre um grande incêndio onde você mora, não há como perder-se em questões menores. Como resultado, nós nem sequer formamos bons microeconomistas.

Primeiro, era a falta de dólares, diante de uma dívida predominantemente em moeda estrangeira num país de baixa corrente de comércio — nas palavras da economista Maria da Conceição Tavares, o tal “estrangulamento externo”, nome pomposo para a dificuldade em obter reservas em moeda forte. Depois, numa economia hiperinflacionária, só se falava em domar os preços. Subsequentemente, a questão dominante é de ordem fiscal. Estamos todos concentrados em conferir uma trajetória convergente para a relação dívida/PIB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Viés fiscalista

Não estou aqui criticando o viés fiscalista do governo. Ao contrário. Só depois de resolvida essa questão, no sentido de darmos um plano de voo crível para nossa dívida, é que veremos o crescimento se acelerando mais fortemente. Contudo, se enterrarmos nossas cabeças no solo e centrarmos a discussão tão somente no trio dívida pública, desemprego e crescimento, deixaremos escapar coisas muito importantes já em curso na economia brasileira. E, junto com elas, deixaremos também passar excelentes oportunidades de investimento que daí decorrem, o que é mais importante para os nossos fins aqui.

Leia Também

Por que isso é especialmente interessante? Como estão todos discutindo reformas macro e as manchetes dos jornais só falam da Previdência e da guerra comercial sino-americana, há coisas de cunho micro fora do radar. Lembrando um pouco do que fora feito no governo Lula 1 com a tríade Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Joaquim Levy, agora temos um esquadrão na política econômica brasileira empenhado em implementar uma agressiva agenda micro, de abertura comercial e acordos bilaterais, de definição e atualização de marcos regulatórios, de uma agenda ampla e profunda de concessões e privatizações.

Meu ponto principal é que essa agenda abre espaço para excelentes oportunidades de investimento, sem que você dependa, por exemplo, do estado de espírito dos dois mais famosos cavaleiros de Thanatos — Donald Trump e Xi Jinping — ou da disposição de Davi Alcolumbre para votar a reforma da Previdência no Senado.

Não precisamos ir muito longe. Veja o que aconteceu com as ações da Ecorodovias na sexta (27). Elas subiram 3,2 por cento num dia ruim de Bolsa, após vitória no leilão para concessões de trechos da BR-364 e da BR-365, com sinergias para suas operações na ligação entre Minas Gerais e Goiás. É só um exemplo de uma série de concessões relevantes para as empresas rodoviárias, incluindo os iminentes aditivos aqui no Estado de São Paulo. A Ecorodovias negocia a uma taxa interna de retorno (TIR) real de cerca de 8 por cento em Bolsa e pode ser beneficiada fortemente dessa plataforma de concessões. A CCR também está bem posicionada e pode ser um player de menor risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fato é que o ministro Tarcísio Gomes de Freitas tem um diagnóstico impecável da necessidade de desenvolver a infraestrutura brasileira e em cada um de seus discursos e manifestações públicas você percebe a disposição dele em tocar esse pipeline, com velocidade e profundidade. Veja, por exemplo, as declarações recentes sobre a prorrogação da Malha Paulista, com impacto imediato e relevante sobre a Rumo — comprei as minhas a 7 reais e não penso em vender uma única ação antes dos 30 reais.

Não é exclusividade dele, tampouco do setor de infraestrutura em âmbito federal. A ministra Tereza Cristina também goza de um olhar e uma competência privilegiados sobre o agronegócio brasileiro, fazendo avançar paulatinamente o segmento e dando contornos bem pragmáticos a um nicho especial da nossa economia, focados em eficiência.

Por sua vez, o brilhante secretário Marcos Troyjo desempenha um papel fundamental no sentido de abrir a economia brasileira e participar da confecção de importantes acordos comerciais, o que vai se traduzir em aumento das exportações e facilitação da importação de bens de capital, com impacto sobre a produtividade e a inflação.

No Banco Central...

No Banco Central, Roberto Campos Neto, além de estar, acertadamente, com uma postura mais contundente no sentido de reduzir a taxa Selic, tem uma abordagem clara em desenvolver o mercado de capitais brasileiro. Cumpre aqui pontuar o trabalho do diretor João Manoel Pinho de Mello, certamente um de nossos melhores microeconomistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, claro, temos um programa de privatização monstruoso a ser tocado pelo também brilhante secretário Salim Mattar. Talvez haja uma primeira impressão de certa lentidão no processo ou de falta de ousadia, com uma listagem tímida de empresas públicas a serem passadas ao setor privado. Considero um erro pensar assim. As coisas levam tempo mesmo.

Primeiro, porque o próprio Salim vem do setor privado. Até você se acostumar com a burocracia e todas as amarras do setor público e com as vicissitudes do pântano das negociações políticas, mesmo as republicanas, demora um pouco mesmo. É um outro mindset, uma realidade completamente diferente. Depois, porque acabou a palhaçada de nomeações políticas, dos apadrinhados e dos amigos do rei — antes, elas superavam metade mesmo em cargos técnicos. Agora, não tem mais nada nesse sentido. Zero. Isso é uma conquista formidável, não só em termos éticos, mas também em eficiência.

Além disso, o pipeline total de empresas a serem privatizadas não foi tornado público. Mesmo que joias da coroa como Banco do Brasil ou Petrobras não passem à iniciativa privada inteiramente, braços dessas companhias acabarão privatizados. E a Eletrobras, para mim, em que pesem declarações pontuais contrárias de Davi Alcolumbre, vai rolar — a chave aqui me parece ser Rodrigo Maia e o jogo está positivo em termos líquidos.

Saindo do âmbito federal e falando de São Paulo, por exemplo, também devemos caminhar a passos largos nesse sentido. João Doria precisa de um bom sequenciamento de reformas e, mais objetivamente, precisa do dinheiro para os cofres do Estado. A Sabesp é uma que deve rolar e poderia dobrar em Bolsa no caso de privatização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Resumidamente, pela primeira vez na história brasileira, temos uma condução da política econômica efetivamente liberal. Estamos exatamente na transição de um modelo de crescimento comandado pelo Estado para outro em que o setor privado puxa a expansão.

Talvez você dissesse que as declarações do presidente Jair Bolsonaro nem sempre são de cunho liberal, no que eu concordaria. Bolsonaro pode até falar besteira de vez em quando, mas, em termos práticos, ele não faz besteira. A política econômica segue liberal e, daí, surgem excelentes oportunidades de investimento. Conforme essa transição for maturando, teremos os preços das ações acompanhando o crescimento das empresas e de sua participação na economia.

Se a reforma da Previdência, junto ao retorno do crescimento econômico, confere uma trajetória convergente para a dívida pública brasileira no longo prazo, poderemos finalmente apagar o incêndio macro que sempre caracterizou a história do nosso país. Então, pela primeira vez, poderemos focar nas questões microeconômicas. Evidentemente, o investidor que se antecipar a isso sairá à frente.

Mercados

Mercados brasileiros iniciam a semana perto do zero a zero, em dia de agenda local fraca. Investidores monitoram desdobramentos da guerra comercial lá fora, com governo Trump negando novas sanções às empresas chinesas — na sexta, especulação era de que seria exigido delas a deslistagem da NYSE (a Bolsa de Nova York). Em paralelo, chineses confirmaram envio de comitiva aos EUA para negociar tarifas em outubro. Ainda assim, persiste o clima de cautela, mesmo depois de indicadores da indústria chinesa terem vindo acima do esperado. Na Europa, desemprego na Alemanha veio um pouco pior do que as expectativas e gerou algum desconforto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na agenda doméstica, relatório Focus trouxe revisão para baixo nas estimativas para taxa Selic — mediana das projeções agora projeta juro básico em 4,75 por cento ao ano ao final de 2019. Dados do setor público consolidado completam a agenda. Nos EUA, sai atividade na região da Chicago.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
COELINHO NÃO VAI PASSAR FOME

Contrariando o que se poderia imaginar, usuários de canetas emagrecedoras estão consumindo mais chocolate, não menos

10 de março de 2026 - 11:41

Enquanto parte dos usuários das canetas emagrecedoras buscam perder peso, eles engordam as vendas da Lindt, afirma empresa

FULECO APOSENTADO

Monotrilho da Linha 17-Ouro vai finalmente chegar ao Aeroporto de Congonhas antes da Copa do Mundo (mas não para a que foi prometido)

10 de março de 2026 - 9:39

Com o Fuleco agora aposentado, mais de 95% da obra da Linha 17-Ouro já está concluída, segundo o Metrô

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3631 faz primeiro milionário da semana nas loterias da Caixa; Mega-Sena 2982 pode alcançar R$ 60 milhões hoje

10 de março de 2026 - 6:58

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (9). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.

SER OU NÃO SER?

Bets pressionam governo a tratar Polymarket e Kalshi, da bilionária brasileira Luana Lopes, como casas de aposta; entenda o motivo

9 de março de 2026 - 16:04

Bets alegam que a Kalshi e a Polymarket não têm sede nem autorização para atuar no Brasil e pressionam para suas atividades sejam suspensas.

MADE IN BRASIL

O novo celular da Apple, o iPhone 17e, é “made in Brazil” e está disponível para pré-venda

9 de março de 2026 - 15:03

O iPhone 17e já pode ser adquirido e está sendo produzido no interior de São Paulo

METRÔ AQUÁTICO

Projeto da Prefeitura de São Paulo pode começar a transformar a capital paulista em uma Amsterdã

9 de março de 2026 - 12:26

Projeto de transporte hidroviário deverá conectar represas da zona sul de São Paulo aos rios Pinheiros e Tietê

O QUE TRAZES PRA MIM?

Dupla de Páscoa vem aí! Caixa divulga data e prêmio do primeiro sorteio especial de 2026

9 de março de 2026 - 10:27

A Dupla de Páscoa abre o calendário de sorteios especiais das loterias da Caixa, que conta também com a Quina de São João, a Lotofácil da Independência e a Mega da Virada.

CARRO-CHEFE

Vai R$ 60 milhões aí? Mega-Sena tem maior prêmio em jogo da semana (de novo), mas Quina acumulada é o destaque de hoje entre as loterias da Caixa

9 de março de 2026 - 7:02

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina e a Dupla Sena são as loterias da Caixa com os maiores prêmios em jogo na noite desta segunda-feira (9); confira os valores em disputa.

BOMBOU NO SD

Imposto de renda 2026 com prazo mais curto, a revanche dos bancões e o ‘cofrinho’ de 140% do CDI do Mercado Pago: veja as mais lidas da semana

8 de março de 2026 - 13:03

O atraso da Receita Federal bombou no Seu Dinheiro na última semana, junto com bancos grandes e pequenos

LOTERIAS

Lotofácil 3630 faz quatro novos milionários, enquanto Mega-Sena e Quina acumulam seus milhões

8 de março de 2026 - 9:57

Camaçari, Rio de Janeiro e Osasco tem novos milionários da Lotofácil; Mega-Sena e Quina acumulam prêmios maiores

A REUNIÃO IDEAL

Fórmula perfeita? Por que Jeff Bezos não usa power point e começa as reuniões com silêncio de 30 minutos

8 de março de 2026 - 9:30

Jeff Bezos não gosta de apresentações e valoriza a opinião dos funcionários, mesmo os mais juniores

FAVORITAS DO MERCADO

Axia (AXIA3) e Vale (VALE3) são as ações ‘queridinhas’ para o mês de março; veja a lista completa

7 de março de 2026 - 17:00

Ranking reúne as ações mais citadas por bancos e corretoras nas carteiras recomendadas do mês

METAIS PRECIOSOS

Ouro termina semana em queda de 3%: o que explica o movimento do metal em meio à tensão no Oriente Médio?

7 de março de 2026 - 16:00

Ouro sobre nesta sexta-feira (6), mas fecha semana no vermelho; entenda o que mexeu com o metal

IMPÉRIO MILIONÁRIO 

Hábitos financeiros: 3 coisas que sabotam sua riqueza, segundo um milionário “self-made”

7 de março de 2026 - 13:45

O melhor símbolo de status para um milionário é uma conta bancária robusta, segundo Brian David Crane

FICOU MAIS CARO

Em meio a guerra entre EUA e Irã, petróleo dispara 35% na semana, maior salto desde 1983

7 de março de 2026 - 11:45

Escalada do conflito no Oriente Médio provoca disparada histórica do petróleo, que ultrapassa os US$ 90; alta impulsiona ações da Petrobras na bolsa

FII DE HOSPITAL

Aquisição de R$ 334,2 milhões: TRXF11 mira no setor hospitalar e compra lajes corporativas alugadas ao Albert Einstein

6 de março de 2026 - 19:55

A compra e o contrato de locação de 25 anos envolvem 11 imóveis destinados a atividades médico-hospitalares

BOMBOU NO STREAMING

Anita Harley e a guerra por bilhões fazem sucesso no streaming: conheça a história da herdeira das Pernambucanas

6 de março de 2026 - 19:01

Documentário lidera ranking da plataforma de streaming ao detalhar a batalha judicial entre uma secretária de confiança e uma suposta esposa

PAPEL QUE VALE OURO?

Fim das cédulas clássicas de real: se você tem uma nota antiga do Banco Central, pode estar com um tesouro escondido e nem imagina

6 de março de 2026 - 15:45

Enquanto o Banco Central recolhe as cédulas da primeira família do real, a disputa pelos itens cresce e preços que já ultrapassam R$ 5 mil

IGUALDADE DE GÊNERO

Dia Internacional da Mulher não é feriado, mas é data significativa para luta pela igualdade de gênero; veja a história do 8 de Março

6 de março de 2026 - 12:11

Entenda a origem do Dia da Mulher, marcada por lutas e pala reivindicação de direitos, igualdade e reconhecimento.

DE REPENTE, MILIONÁRIA

Depois de quatro anos ignorando conselho do marido, mulher ganha casa na “loteria” e agora pode ser considera multimilionária

6 de março de 2026 - 10:09

Nicola Dickinson, do Reino Unido, ganhou sorteio e agora é dona de uma casa avaliada em muitos milhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar