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Evidentemente, as ações da Vale vão levar um tombaço na segunda-feira. Alguém poderia dizer: “Uma excelente oportunidade de compra.” Não, não é….
Estou escrevendo este texto no final da tarde de sábado, 26 de janeiro, portanto bem depois do fechamento da Bolsa na quinta-feira e bem antes da abertura na segunda, 28.
Se não estivesse fechado na sexta, por causa do feriado em São Paulo, o mercado de ações teria tido um das sessões mais voláteis dos últimos tempos, tendo como protagonistas centrais as ações da Vale S.A. Estas teriam sido movidas pelo pânico.
Estou me referindo, é claro, ao rompimento de barragens de contenção de rejeitos de minério de ferro em Brumadinho, Minas Gerais, lançando um mar de lama sobre o córrego do Feijão, afluente do rio Paraopeba, que por sua vez deságua no São Francisco.
Eu almoçava e assistia o programa Estúdio I, na Globo News, quando surgiram as primeiras notícias do desastre. Imediatamente lembrei que a Bolsa estava fechada. Só que meu DNA de trader me fez imaginar como as ações da mineradora iriam se comportar na segunda.
À noite, assisti a uma entrevista do presidente da Vale, Fabio Schvartsman, comparando a catástrofe atual com a de 5 de novembro de 2015, quando uma barragem da Samarco se rompeu em Mariana.
Segundo Schvartsman, o impacto ambiental desta vez será bem menor mas, por outro lado, a realidade de Brumadinho mostrará tragédias pessoais muito mais sérias.
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É possível que haja centenas de pessoas soterradas na lama.
Evidentemente, as ações da Vale vão levar um tombaço na segunda-feira. Alguém poderia dizer: “Uma excelente oportunidade de compra.”
Não, não é.
Em primeiro lugar, como a mineradora tem dezenas de barragens de contenção como aquela, não se pode descartar a possibilidade de novos rompimentos.
Segundo, e mais importante. Com esse evento, a Vale passa agora a ter um tremendo passivo intangível. Estou me referindo a multas, indenizações, obrigatoriedade de reforçar as demais contenções.
Quando, em 24 de março de 1989, o navio petroleiro Exxon Valdezderramou óleo no litoral do Alasca, a Exxon foi multada em 2,5 bilhões de dólares, multa essa que a Suprema Corte dos Estados Unidos mais tarde reduziu para 500 milhões.
Em 2010, uma plataforma submarina da British Petroleum deixou que 4,9 milhões de barris de óleo cru (equivalentes a 240 milhões e 100 mil litros) vazassem no fundo do golfo do México, no maior derramamento de petróleo da História.
Um acordo extrajudicial permitiu que a BP pagasse uma indenização no valor de 5,2 bilhões de dólares.
Durante os próximos anos, talvez décadas, a Vale terá de arcar com desgastantes processos na Justiça. Multas por danos ao meio ambiente, ações penais contra os responsáveis pela construção e manutenção das barragens, ações indenizatórias por parte das famílias das vítimas.
A Vale tem condições de arcar com essas despesas. Seu valor de mercado (antes de Brumadinho, bem entendido) era de 70 bilhões de dólares.
Apesar disso, por mais que a ação caia agora na Bolsa, é cedo para se pensar em comprar. É preciso que as pendências em relação ao desastre se esclareçam primeiro. Não podemos nos esquecer que a companhia é um patrimônio valioso do Brasil, além de ser a quarta maior mineradora do mundo.
(Esta coluna foi publicada na Inversa Publicações. Para acompanhar os conteúdos gratuitos do Ivan Sant'Anna na Inversa, entre aqui. Ele também escreve uma newsletter matinal chamada Warm Up Pro, para experimentar, acesse aqui.)
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