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Esforços no mundo todo para tornar o uso de criptomoedas e blockchain uma realidade caminham em um ritmo que vai criar tração bem mais rápido do que imaginamos
Já dizia Nic Carter: "Você pode zombar do bitcoin, não importa. O bitcoin estará lá quando você precisar. Você pode não precisar dele agora; você pode nunca precisar dele. Mas à medida em que mergulharmos em um mundo mais despótico, autoritário e caótico, um dia você pode ficar aliviado por saber que o sistema mais seguro de proteção de patrimônio da história está esperando pacientemente por você. Até lá, ele continuará avançando".
Em 2015, depois de passar algum tempo estudando o que era bitcoin, fiquei convencido de que se tratava realmente de algo revolucionário e que iria entregar muito valor para o mundo.
Com a “credibilidade” de um estudante de Engenharia no final do curso, cheguei a um grupo de amigos e falei que estava colocando uma grana em bitcoin porque achava que aquilo tinha futuro.
Essa deve ter sido minha primeira declaração “pública” sobre o assunto e acho que tinha alguma certeza, mas estava imersa em um monte de dúvidas.
Bem, hoje é o dia de mais uma declaração. Não tenho mais dúvidas.
Isso veio para ficar mesmo, não tem volta. É o gênio fora da lâmpada que nunca voltará para dentro.
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Os esforços no mundo todo para tornar o uso de criptomoedas e blockchain uma realidade caminham em um ritmo que vai criar tração bem mais rápido do que imaginamos.
Se a Gartner previu que até 2030 essa tecnologia vai adicionar 3,1 trilhões de dólares aos negócios, pode crer que será maior em valor, ou será mais rápido, quem sabe ambos.
Digo isso porque, quando os smartphones eram ainda uma tendência, em 2002, empresas como Gartner, Forrester, McKinsey e Jupiter projetaram o crescimento do número desses gadgets.
Com previsões para os dois anos seguintes, essas companhias, em consenso, sempre previram o aumento de smartphones entre 10 por cento e 14 por cento a cada biênio.
Por quatro vezes seguidas, elas erraram por muito o crescimento desse mercado.
A cada dois anos, o número de smartphones dobrou e o pensamento linear não foi capaz de acompanhar o caráter exponencial da realidade. Culpa do ser humano, não das empresas.
Essa discrepância entre o pensamento linear a o exponencial é conhecida como momento Iridium.
É exatamente o que vivemos hoje se pensarmos em previsões de longo prazo para o bitcoin e para o mercado cripto.
Projeções de que teremos um mercado de 1 trilhão de dólares podem parecer ousadas agora, mas lembro que já chegamos à marca dos 800 bilhões de dólares em 2017.
Mas nem de perto é nisso que eu acredito para esse ecossistema. A marca do 1 trilhão de dólares apenas vai legitimar essa classe de ativos como apta a receber atenção real do investidor institucional mais conservador.
Daí em diante, haverá uma escalada natural do mercado, matando intermediários como em uma cruzada contra as margens e os monopólios.
Todos aqueles que vendiam confiança vão sofrer. Explico.
O fato de você colocar dinheiro em um “bancão” tem muito mais a ver com a confiança que ele passa do que qualquer outra coisa.
Por outro lado, os contratos inteligentes commoditizam essa confiança e passam a oferecer tudo isso em código auditável que logo vai ter padrões extremamente claros em que todos vão confiar.
Se antigamente meu pai chegava a uma cidade e pegava um táxi porque sabia que ali tinha alguém com experiência em andar pela região e que saberia o melhor caminho, hoje eu não penso duas vezes em usar o Waze.
Se saísse hoje de casa, você confiaria no conhecimento tácito do taxista ou no algoritmo do Waze?
A tecnologia venceu aqui.
Da mesma forma, a internet fez isso com a informação. Não existe mais a confiança única e exclusiva em um meio de comunicação de massa ou em um jornal de grande circulação.
Blogs, pequenas empresa e pessoas individualmente utilizam suas contas em redes sociais para propagar informações antes mesmo dos jornais.
O Jornal Nacional perdeu a hegemonia da notícia em primeira mão e passou a ser mais um de vários canais de notícias.
Eis, aí, a informação commoditizada.
A cada mês a audiência desse negócio cai e, claramente, com a mudança de geração, ele deixará de ser o que é.
O próximo Roberto Marinho está no Instagram, no Twitter e no Facebook usando estratégias de “growth hack” para atrair seguidores.
Uma mudança de paradigma sem volta.
Retomando o tema central da nossa newsletter, para não deixar a impressão de que estas linha se referem a tudo, menos a cripto, tenho mais uma declaração a fazer.
Chegamos muito cedo na festa, e isso é bom.
Com o espaço pouco ocupado por pessoas, é possível ver o chão e saber onde tem degrau, para não cair, qual local é mais fresco e qual bar tem o melhor garçom para atender ao seu pedido.
Quando a festa ficar lotada, você e eu teremos a vantagem de conhecer tudo melhor do que quem estiver entrando depois.
É só uma questão de tempo até que isso aconteça.
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