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2019-05-28T09:34:27+00:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Mundo das montadoras

Três casamentos e um quase funeral: as fusões e parcerias das fabricantes de carros ao longo dos anos

Proposta de fusão da Fiat Chrysler com a Renault mostra que o mundo das montadoras está passando por intensas transformações. Mas a criação de alianças não é nova e já ocorreu com outras gigantes do setor. Veja mais detalhes

27 de maio de 2019
15:01 - atualizado às 9:34
Montadora de carros e veículos
Imagem: Shutterstock

Ao que tudo indica o mundo das montadoras pode passar por mais uma grande transformação. Isso porque a Fiat Chrysler (FCA) anunciou hoje (27) a proposta de fusão com a francesa Renault para criar o que será a terceira maior montadora em produção, atrás apenas da alemã Volkswagen e da japonesa Toyota.

À frente da General Motors (GM), a expectativa da FCA é que a fusão de ambas daria origem a uma companhia com valor de mercado próximo de US$ 37 bilhões, ou seja, R$ 149 bilhões. O objetivo da fusão é enfrentar os desafios estruturais da indústria global de carros, segundo o que foi informado no comunicado da empresa.

Apesar da novidade, a proposta de unir ou de promover parcerias entre gigantes do setor não é de agora. A própria Fiat andou "namorando" a GM pouco tempo atrás, mas o romance não foi adiante e a aliança entre as empresas não se concretizou.

Confira outros casamentos que ocorreram no setor após longos anos de "paqueras". Além de um quase funeral que por pouco não atrapalhou as negociações entre Nissan, Renault e Mitsubishi.

Ford e Volkswagen

No início deste ano, as montadoras Ford e Volkswagen anunciaram uma parceria entre as empresas com o objetivo de promover a criação de novos produtos e tecnologias. Com isso, foi estabelecida uma aliança estratégica entre as duas, mas sem a compra ou troca de ações.

Ano de conclusão: 2019;

Tipo de parceria: Aliança estratégica (ambas as empresas preservam as suas identidades, marcas e redes de concessionárias);

Objetivo: Fazer com que ambas somassem forças, integrassem operações e reduzissem custos para ajudar no desenvolvimento de carros autônomos e veículos elétricos;

 

Fiat e Chrysler

Ano de conclusão: 2014;

Tipo de parceria: Fusão internacional criada a partir da aquisição de 51% das ações da Chrysler pela Fiat. Na ocasião, foi criada a Fiat Chrysler (FCA);

Objetivo: A incorporação buscava abrir caminho para listar as ações da FCA em Nova Iorque, o que ajudaria a financiar um ambicioso plano de investimentos. A ideia era entrar na briga com as rivais General Motors e Ford;

Resultados: O primeiro carro que foi 100% desenvolvido pelas duas após a parceria foi o Jeep Renegade;

 

Renault, Nissan e Mitsubishi

Ano: A parceria entre Renault e Nissan foi estalecida em 1999. Já a aliança estratégia entre a Renault e Mitsubishi ocorreu em 2016;

Tipo de parceria: Aliança estratégica de longo prazo;

Como funciona: No caso da Nissan e da Renault, a fusão nunca foi concretizada, mas cada uma é dona de ações da outra. Ou seja, a Renault é dona de uma fatia da Nissan, que por sua vez é dona de parte da Renault. Na prática, elas dividem linhas de produção, têm investimentos em comum, além de parcerias com fornecedores e compartilhamento de armazéns de peças, o que resulta em menos gastos para ambas.

A parceria teve início quando a Nissan vendeu 36,8% de suas ações para a Renault, em 1999. Naquele momento, a companhia estava à beira da falência. Hoje, a situação virou e a marca francesa é a maior acionista da Nissan, com 43% das ações da companhia.

Já a Mitsubishi entrou na jogada quando o grupo liderado pelo brasileiro Carlos Ghosn adquiriu 34% das ações e virou sócio majoritário da companhia japonesa. Na ocasião, a empresa passava por momentos de dificuldade depois de admitir fraude em dados de consumo de combustível de carros. Tudo ia bem até o brasileiro Ghosn ser acusado de má conduta financeira.

Diante da repercussão sobre o caso, as três companhias optaram por fazer uma revisão das parcerias. Em março deste ano, os presidentes das três empresas anunciaram a criação de uma nova diretoria operacional para a aliança. O objetivo é fazer com que ela fiscalize todas as operações financeiras entre as empresas e evite que o caso se repita.

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