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Conheça a gastronomia, arquitetura e as principais paradas históricas e naturais para a sua road trip na icônica estrada americana
Em As Vinhas da Ira, o vencedor do Nobel de Literatura John Steinbec chamou a Rota 66 de “Estrada Mãe” (Mother Road). Afinal, foi por ela que a família Joad e mais de meio milhão de americanos migraram para o Oeste, fugindo da tempestade de areia conhecida como Dust Bowl, que devastou fazendas nos Estados Unidos nos anos 1930. Agora, às vésperas de completar 100 anos, a rota que antes foi “de fuga” se tornou um dos grandes símbolos do turismo americano, entregando uma experiência nostálgica e criativa para quem dá partida.
Inaugurada em 11 de novembro de 1926, a Rota 66 foi um dos primeiros trechos contínuos de rodovia pavimentada dos Estados Unidos. Em um trajeto de quase quatro mil quilômetros, o percurso passa por oito estados americanos, indo de Chicago, Illinois, até Los Angeles, Califórnia. Veja:

É importante considerar que, desde 1985, a estrada deixou de ser uma rodovia federal numerada (U.S. 66). Isso ocorreu porque as novas rodovias interestaduais passaram a cumprir a função da Rota 66, mais lenta por atravessar cidades, ter cruzamentos e limites de velocidade menores.
Apesar disso, a Estrada Mãe sobrevive como um símbolo cultural. Hoje, existem mais de 250 atrações registradas ao longo do percurso, entre motéis, cafés e trechos preservados.
A paisagem também faz parte da narrativa. Ao longo do caminho, o cenário muda do ambiente urbano para áreas verdes e planícies abertas, até chegar na região árida de cânions, desertos e, por fim, no litoral do Oceano Pacífico. Tudo isso alimenta um turismo baseado no slow travel, em que o caminho é tão importante quanto o destino final - ou até mais.
Por isso, em homenagem ao centenário da Rota 66, o Seu Dinheiro selecionou alguns pontos que não podem ficar de fora do seu roteiro. Confira:
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Antes de tudo, vale lembrar que o percurso da Rota 66 pode ser feito em qualquer sentido. A maioria dos viajantes, porém, opta por partir de Chicago em direção à Califórnia, seguindo o mesmo caminho percorrido por famílias que, ao longo do século 20, migraram em busca de trabalho e sobrevivência. É por esse rumo que seguiremos aqui.
A jornada começa às margens do Lake Michigan, onde parques, praias urbanas e trilhas ao longo do maior lago dos EUA oferecem um primeiro contato com a natureza antes da longa travessia rumo ao Oeste.
Ainda em Illinois, vale a parada em Pontiac, sede do Route 66 Hall of Fame and Museum. O museu reúne milhares de objetos, documentos e registros da formação da estrada, além de abrigar o maior painel já feito da Rota 66.

No estado do Missouri, o percurso ganha contornos lúdicos. É no município de Cuba em que está a segunda Maior Cadeira de Balanço do Mundo. Já em Springfield, o destaque é o Segundo Maior Garfo do Mundo — exemplos de como comunidades locais transformaram a estrada em uma vitrine criativa de atrações… excêntricas.

A poucos quilômetros dali, as Meramec Caverns, em Stanton, revelam formações subterrâneas de estalactites monumentais, associadas ao imaginário do “fora da lei” Jesse James.

Ainda em Springfield, os Springfield Botanical Gardens funcionam como pausa tranquila entre jardins temáticos, lagos e trilhas.

Na passagem pelo Kansas você pode conferir a Marsh Arch Bridge, ponte de concreto em arco típica das primeiras décadas do século 20, e que virou símbolo da engenharia original da Rota 66. Também conhecida como Rainbow Bridge, é a única ponte desse tipo ainda trafegável ao longo da estrada.

Na cidade de Clinton, em Oklahoma, o Oklahoma Route 66 Museum convida o visitante a uma jornada pela história da Estrada Mãe, contextualizando a rota como símbolo de esperança durante o século 20.

Em Tulsa, a Turkey Mountain Urban Wilderness Area reúne colinas arborizadas, trilhas e mirantes que contrastam com a paisagem urbana logo ao lado.

Ainda no estado de Oklahoma, temos atrações como a Blue Whale of Catoosa, atualmente em restauração, e o Threatt Filling Station, posto de gasolina de 1915.
A Blue Whale of Catoosa foi criada nos anos 70 por um zoólogo, como um espaço de recreação para seus netos. Com o tempo, a escultura se transformou em área de lazer e atração para viajantes de todo o país. Hoje, o local passa por um processo de revitalização, mas segue aberto à visitação como parque público, com áreas para piquenique e pesca.

Já o Threatt Filling Station foi construído em 1915, sendo um dos postos de gasolina mais antigos do percurso.
Fundado pelo empresário afro-americano Allen Threatt, o local funcionou como um dos poucos locais seguros onde viajantes negros podiam abastecer e se refugiar, em uma época em que a segregação racial era institucionalizada com as leis Jim Crow, em vigor do fim do século 19 até os anos 1960.
Tombado como patrimônio histórico, o posto está desativado, mas ainda é possível ver a construção original, a bomba histórica e as placas.

No Texas, o destaque é a instalação de arte Cadillac Ranch, em Amarillo. Considerada uma das atrações “mais bizarras” do estado, a obra reúne dez Cadillacs grafitados e enterrados de ponta-cabeça na beira da estrada. E detalhe: no mesmo ângulo das pirâmides de Gizé.

Localizado a cerca de 40 quilômetros de Amarillo, o Palo Duro Canyon State Park é um dos principais desvios naturais da Rota 66 no Texas, e impressiona por suas formações rochosas avermelhadas — especialmente ao amanhecer e ao pôr do sol. Vale lembrar que o Palo Duro Canyon é o segundo maior cânion do país.

Em Santa Rosa, no Novo México, fica o Route 66 Auto Museum, que apresenta uma das coleções mais bem preservadas de carros vintage. Há mais de 30 carros privados na garagem, entre Corvettes, Mustangs, Roadsters e outras raridades.

Ainda na cidade, a estrada cruza o deserto e revela surpresas como o Lago Blue Hole, uma nascente de águas cristalinas que virou oásis para mergulhadores e, também, viajantes. É possível nadar no lago, mergulhar com cilindro ou se aventurar em saltos a partir das rochas que cercam a nascente.

A próxima parada é em Albuquerque para conhecer o Route 66 Remixed, uma releitura criativa dos 29 quilômetros do trecho urbano da Rota 66 que corta a cidade.
O projeto, feito em homenagem ao centenário da estrada histórica, reúne murais, esculturas e até mesmo experiências em realidade aumentada (AR). Confira todas as atrações e endereços aqui.
Já no Arizona, a Rota 66 atravessa o Petrified Forest National Park, único parque nacional cortado pela estrada, onde troncos fossilizados e as cores do Painted Desert reforçam a dimensão geológica da viagem.

A poucos quilômetros dali, o Grand Canyon National Park se impõe como parada quase obrigatória, com mirantes, trilhas e atividades que vão de passeios de mula a rafting pelo rio Colorado.

Na Califórnia, a paisagem volta a se tornar árida no Mojave National Preserve, com dunas, Joshua's Trees e antigos cones vulcânicos, como o Amboy Crater.

Amboy Crater

O percurso termina no Santa Monica Pier, onde o letreiro “End of the Trail” marca simbolicamente o fim da estrada, às margens do Oceano Pacífico. Para além disso, o píer é repleto de atrações, com fliperama, roda-gigante, montanha-russa, carrossel e diversos restaurantes.

Na Mother Road, a experiência não termina ao fim do dia. As hospedagens ao longo do percurso funcionam como extensões da própria estrada, convidando o viajante a dormir dentro do universo histórico da rota.
Em Holbrook, no Arizona, o Wigwam Motel se destaca por suas unidades de concreto em formato de teepees, tendas cônicas tradicionais dos povos indígenas da região das Grandes Planícies nos EUA.
Inaugurado em 1950, o complexo é tombado no Registro Nacional de Lugares Históricos nos EUA, preservando o mobiliário original e atmosfera retrô. O preço de uma diária para duas pessoas sai a partir de US$ 122,20 (cerca de R$ 656).

Ainda no Arizona, o Americana Motor Hotel mantém estética inspirada nos anos 1960 e 1970, com áreas que remetem à era dourada das road trips. Os preços variam conforme a época do ano. Uma acomodação para duas pessoas parte de US$ 128 por noite (R$ 688), mas pode chegar a custar mais de US$ 202 (R$ 1.085) na alta temporada (verão nos Estados Unidos).

Já para quem prioriza conforto convencional, há hotéis tradicionais que mantêm o peso histórico sem abrir mão da comodidade. Em Oklahoma City, o Colcord Hotel ocupa o primeiro arranha-céu da cidade, inaugurado em 1910, com diárias a partir de US$ 170 (R$ 913) para duas pessoas.

Na cidade de Oklahoma City também há o The National, instalado no antigo First National Bank. O hotel combina a arquitetura original do edifício original de 1931 com conforto contemporâneo, com quartos de casal a partir de US$ 207 por noite (R$ 1.112).

Ainda no estado de Oklahoma, na cidade de Tulsa, o Campbell Hotel é listado no Registro Nacional de Lugares Históricos. Construído em 1927, e originalmente conhecido como Casa Loma Hotel, o prédio foi restaurado e reaberto em 2011, preservando o estilo espanhol colonial. Hoje, oferece 26 quartos temáticos, e se consolidou como uma das hospedagens mais charmosas Rota 66. A estadia para duas pessoas sai a partir de US$ 119 a noite (R$ 640).

Mais adiante, em Amarillo, no Texas, há o Barfield Hotel. Localizado às margens da Rota 66, o hotel ocupa um edifício histórico coloca você no coração do Oeste do Texas, sem perder o conforto e a elegância. A diária custa a partir de US$ 293 (R$ 1.575).

Ao longo do caminho, a estrada é composta pelas clássicas diners que fazem parte do imaginário americano. Os cardápios que repetem clássicos do american way of life: ovos com bacon, waffles, panquecas, café coado na hora, além de hambúrgueres e milkshakes servidos sem pressa.
Ainda em Chicago, você pode conferir a tradicional Lou Mitchell’s, localizada a poucos metros da Jackson Boulevard, original ponto de partida da Rota 66.
Aberta desde 1923, a cafeteria já funcionava antes mesmo de a estrada existir, até se tornar tradicional ponto de parada dos viajantes. Hoje, adere o apelido de “primeira parada da Estrada Mãe”, oferecendo a típica comida caseira americana, com pratos clássicos de café da manhã e almoço.

Em Tulsa, Oklahoma, o Mother Road Market reúne cozinhas locais e internacionais em formato de mercado gastronômico. Lá você também encontra lojinhas de artesanato, roupas, plantas e decoração.

Ainda em Oklahoma, vale a pena conhecer o The Rock Café, que integra o Registro Nacional de Lugares Históricos dos Estados Unidos. Fundado em 1939 na cidade de Stroud, ele foi construído com pedras retiradas durante a pavimentação da Rota 66. A parada mantém receitas clássicas desde os anos 1930: chicken bites, cheeseburguer, ovos com bacon e por aí vai.

No Arizona, o Delgadillo’s Snow Cap Drive-In é considerado uma parada obrigatória para quem percorre a Rota 66 por Seligman.
Fundado em 1953, o drive-in foi construído com madeira reaproveitada e ficou famoso pela sua decoração, que chegou a usar um Chevrolet de 1936 sem teto, decorado com buzinas e objetos excêntricos para chamar atenção.
O cardápio amplo inclui hambúrgueres, hot dogs, sorvetes e clássicos batizados como “Cheeseburger with Cheese” e “Dead Chicken”. Até hoje, o restaurante segue administrado pela mesma família, preservando a nostalgia da Rota 66.

Perto do Santa Monica Pier, ponto final da estrada, na Califórnia, fica uma unidade do Mel’s Drive-In, franquia que surgiu em 1947. O café recria a estética clássica dos diners, com uma decoração e atmosfera que remetem diretamente ao auge da Rota 66.

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