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Liquidação extrajudicial do Will Bank não perdoa dívidas; clientes com cartão, empréstimo ou saldo precisam entender como funciona o processo

Com a liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central, uma dúvida passou a circular entre os clientes da instituição: agora que o banco entrou em liquidação, ainda é preciso pagar as dívidas em aberto?
A resposta é sim.
Quando uma instituição financeira é liquidada, o Banco Central nomeia um liquidante. Cabe a ele organizar o patrimônio do banco, apurar quem são os credores, identificar quem deve à instituição e definir como esses pagamentos serão feitos.
Na prática, isso significa que a liquidação não representa perdão de dívidas. Para clientes que tinham cartão de crédito ou empréstimos no Will Bank, o que muda é a forma como essas obrigações passam a ser administradas a partir de agora.
“Do ponto de vista jurídico, as obrigações já assumidas pelos clientes — como faturas de cartão em aberto, parcelamentos, saques efetuados, bem como contratos de empréstimo pessoal, consignado ou financiamento — permanecem válidas”, afirma Eliézer Francisco Buzatto, especialista em direito empresarial e sócio da Oliveira e Olivi Advogados Associados.
As próximas semanas serão decisivas para todos os envolvidos no caso — inclusive para quem tem dívidas com o banco. Segundo Buzatto, é fundamental que os clientes guardem toda a documentação relacionada à relação com a instituição, como:
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“Essa documentação será crucial tanto para demonstrar o histórico de pagamentos quanto para comprovar eventuais abusos ou falhas de comunicação”, reforça o advogado.
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Quando uma instituição entra em regime de liquidação, os valores depositados em conta corrente deixam de ficar disponíveis para livre movimentação, pois passam a integrar o regime jurídico da liquidação.
Ainda assim, depósitos à vista, poupança e aplicações financeiras mantidas no banco continuam protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.
Caso o saldo do cliente ultrapasse esse teto, o valor excedente passa a compor a massa da liquidação. Nessa situação, o liquidante faz um levantamento dos ativos que podem ser vendidos e das dívidas existentes. O pagamento dependerá da ordem legal de preferência dos credores e da disponibilidade de recursos após a venda desses ativos.
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