🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Repórter de finanças pessoais e investimentos no Seu Dinheiro. Formada em Jornalismo, também escreve sobre mercados, economia e negócios. Já passou por redações de VOCÊ S/A, Forbes e InfoMoney.

ENTREVISTA SD

“Não há nenhuma emergência que leve o Banco Central a apressar o corte da Selic”, diz Tony Volpon

O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%

Monique Lima
Monique Lima
28 de janeiro de 2026
6:03 - atualizado às 18:14
Tony Volpon, economista e ex-diretor do Banco Central. Imagem: Divulgação/ UBS

A primeira decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), nesta quarta-feira (28), chega em meio a uma grande expectativa dos agentes financeiros em relação ao início do corte nos juros básicos, que estão atualmente em 15% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até novembro, grande parte do mercado esperava uma taxa Selic menor já em janeiro. Contudo, essa possibilidade se dissipou após a última reunião do Copom, em dezembro, quando o comitê reiterou sua estratégia de juros altos por tempo prolongado — e não deu qualquer sinal de flexibilização no curto prazo.

Logo, as apostas de corte em janeiro foram adiadas para março. Pouquíssimos economistas mantiveram suas esperanças na reunião de hoje.

Para Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, cortar a Selic em janeiro nunca foi uma possibilidade. Em sua visão, as condições adequadas para o início do ciclo de cortes só estarão postas entre março e abril.

O ponto central dessa análise é a postura da diretoria da autoridade monetária, com destaque para o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Volpon acredita que Galípolo "realmente tem a intenção” de entregar a inflação na meta de 3% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pode parecer estranho, já que esse é o mandato do Banco Central do Brasil. No entanto, ele pontua que a postura do atual presidente denota um tom de maior rigor técnico em comparação a gestões passadas.

Leia Também

“É diferente de outras gestões, que ficariam felizes se a inflação ficasse dentro da banda de tolerância, mas não necessariamente cravada na meta”, disse Volpon em entrevista ao Seu Dinheiro.

“Eu acho que o Galípolo tem sinalizado consistentemente e tem agido para sustentar essa sinalização, de que ele realmente quer entregar a inflação em 3%.”

O que ajuda e o que atrapalha a decisão do Copom

Neste momento, os diretores do Copom precisam julgar indicadores que caminham em direções opostas e fazer a "correlação de forças", segundo Volpon.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do lado positivo, três fatores contribuem para o início da flexibilização dos juros (em março, não hoje, segundo o ex-diretor):

  • Fraqueza do dólar, que sustenta a desaceleração da inflação de bens e alimentos;
  • Juros altos, que restringem o crédito e o fluxo de capital na economia; e
  • Credibilidade da atual diretoria, que mantém a postura firme de compromisso com a meta.

Entretanto, existem obstáculos significativos que puxam no sentido oposto, de manter a Selic em 15% ao ano. Para Volpon, os principais vetores negativos são a política econômica do atual governo e o mercado de trabalho pujante.

Com a taxa de desemprego na mínima histórica, a inflação de serviços continua em níveis muito altos. A inflação de serviços inclui aumentos em mensalidades escolares, consultas médicas, serviços de transporte, salões de beleza, entre outros itens ligados ao dia a dia da população.

Enquanto bens materiais e alimentos apresentam uma inflação mais controlada, serviços continuam fortes — assim como o mercado de trabalho, em geral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A atividade começou a desacelerar, mas ainda há muita pressão no setor de serviços. Não é um quadro que está gritando para cortar juros imediatamente. Não há nenhuma emergência ou sinal de desaceleração aguda que levaria o Banco Central a apressar o corte nos juros”, diz Volpon.

Em última análise, o economista avalia que, por enquanto, as forças positivas estão se sobressaindo, o que garante que o ciclo de queda começará em breve.

“O debate atual não é se os juros vão baixar, mas a velocidade com que o BC poderá agir sem comprometer a meta de 3%”, diz o ex-diretor.

O calendário da Selic: janeiro, março ou abril?

Embora Volpon não acredite em um primeiro ajuste na Selic hoje (28), a reunião desta quarta-feira é importante por causa do comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Galípolo afirmou em mais de uma ocasião no final do ano passado que o BC não tem nenhuma obrigação de sinalizar o corte na Selic antecipadamente. Entretanto, Volpon acredita a reunião de janeiro será para preparar o terreno.

“Eu acho que eles têm que sinalizar isso em janeiro. Seria um 'cavalo de pau’ na comunicação se eles não mudassem a linguagem e cortassem na reunião seguinte. Galípolo falou que eles não estão presos, que não há necessidade de pré-anunciar esse corte, mas é um procedimento corriqueiro, seguido por muitos bancos centrais. Eu não vejo razão para não fazer isso”, afirmou o ex-diretor do BC.

Não havendo essa sinalização, Volpon afirma que as apostas dos agentes financeiros devem se deslocar para abril.

A grande questão são as eleições no meio do caminho — e a possibilidade de a decisão do pleito presidencial afetar a política monetária a partir de 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Volpon afirma que o governo atual acredita muito no modelo de redistribuição de renda, mas menospreza ou não reconhece os efeitos negativos sobre o equilíbrio econômico, “inclusive a necessidade de ter uma taxa de juros muito mais alta como consequência dessa política”.

No caso de uma reeleição do Lula, ele espera a continuidade desse padrão. Diante disso, o economista espera que o Copom adote um "compasso de espera".

Existe a possibilidade de o BC realizar cortes até chegar a um patamar de 12,5% e pausar durante o período eleitoral. Isso permitiria à autoridade monetária avaliar como o mercado reagirá ao resultado das urnas e se o governo, seja ele qual for, terá disposição para realizar ajustes nos gastos ou manterá a atual trajetória fiscal.

Novos diretores e o caso Master

Diretoria do Copom em 2025: Izabela Correa, Gabriel Galípolo (presidente), Gilneu Vivan, Rodrigo Teixeira, Diogo Guillen, Ailton Santos, Renato Gomes, Paulo Picchetti e Nilton Schneider.

Atualmente o Banco Central enfrenta pressões externas devido à liquidação do Banco Master e crises institucionais que ganharam os holofotes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Questionado se esse tipo de barulho poderia influenciar a reunião do Copom, Volpon foi enfático: "Zero influência".

Ele reconhece que o caso possui aspectos negativos para a imagem da instituição, mas garante que isso não impacta a decisão técnica sobre a taxa de juros.

Um problema mais silencioso, porém, "bastante ruim", é a vacância de duas cadeiras nas diretorias do BC. Dois diretores encerraram seus mandatos em dezembro e ainda não foram substituídos.

Volpon avalia que o governo pode estar segurando as indicações até “essa poeira do Master baixar". Isso porque, as indicações à diretoria do BC passam por sabatina no Senado, onde o foco poderia se concentrar nas polêmicas recentes, e não em aspectos técnicos do cargo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de essa falta de nomes ser prejudicial institucionalmente, o Banco Central possui mecanismos para não paralisar seus trabalhos. Paulo Picchetti está temporariamente acumulando a diretoria de assuntos internacionais e a diretoria de política econômica, que era de Diogo Guillen.

Gilneu Vivan está à frente da diretoria de organização do sistema financeiro, que era de Renato Gomes, além da sua diretoria de regulação original.

No entanto, quando ambos os diretores estiverem à mesa do Copom, cada voto será único, não dobrado — o que reforça a tese de o corte ficar para março, quando todas as cadeiras estiverem preenchidas, se é que estarão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil abre semana com novo milionário, mas Dupla Sena paga maior prêmio da noite ao sair pela 1ª vez em 2026

27 de janeiro de 2026 - 7:03

Depois de a Lotofácil e a Dupla Sena terem feitos novos milionários, a Mega Sena tem prêmio estimado em R$ 92 milhões hoje

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Temporada de balanços do 4T25 se aproxima: confira as datas das divulgações e teleconferências das principais empresas da B3

27 de janeiro de 2026 - 6:00

As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas

SEGURANÇA ALIMENTAR

Depois da Nestlé e da Lactalis, mais uma gigante faz recall de fórmula infantil por risco de contaminação

26 de janeiro de 2026 - 14:38

Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina

VAI TER FOLGA?

Calendário de fevereiro de 2026: Carnaval é feriado? Veja as datas e quem tem direito à folga

26 de janeiro de 2026 - 12:20

Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores

IMPLOSÃO

Torre Palace: do primeiro hotel de luxo de Brasília à implosão no coração do poder

26 de janeiro de 2026 - 12:08

Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares 

CORRAM PARA AS COLINAS

Ouro ultrapassa US$ 5.120 e atinge recorde em corrida por proteção; ainda vale investir?

26 de janeiro de 2026 - 12:07

Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%

SE A MODA PEGA

Leis municipais proíbem mais de uma pessoa na mesma moto — e o motivo envolve segurança

26 de janeiro de 2026 - 10:15

Medida vale para Lima e Callao e prevê multas, pontos na carteira e até apreensão do veículo em meio ao estado de emergência no país

NA MIRA DA PF

Banco Master, BRB e bilhões sob suspeita: quem a PF vai ouvir na nova fase da operação que investiga o banco de Daniel Vorcaro

26 de janeiro de 2026 - 9:38

Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?

7 ANOS APÓS BRUMADINHO

Vale (VALE3): extravasamento de água e lama em Minas Gerais atingiu unidade da CSN Mineração (CMIN3), que se mantém funcionando

26 de janeiro de 2026 - 9:12

A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho

TECNOLOGIA

IA no sistema financeiro: investimentos recordes e o desafio do Banco Central de regular sem travar a inovação

25 de janeiro de 2026 - 18:02

Avanço da inteligência artificial eleva investimentos e pressiona debate sobre governança, riscos sistêmicos e atuação do Banco Central

NO RADAR DOS ANALISTAS

Preço baixo e retorno alto: por que a XP recomenda a compra deste fundo imobiliário

25 de janeiro de 2026 - 16:45

Fundo imobiliário negocia com 15% de desconto e pode se beneficiar da retomada dos FIIs de tijolo

HÁ TRÊS DÉCADAS

O dia em que um experimento meteorológico quase terminou em guerra nuclear completa 31 anos

25 de janeiro de 2026 - 7:15

25 de janeiro de 1995 por pouco não impediu que o Brasil fosse pentacampeão mundial de futebol, entre outros acontecimentos das últimas três décadas

DO FGC AO BRB

Crise de liquidez, não fraude: a versão de Daniel Vorcaro sobre o colapso do Banco Master — e o impacto para o BRB

24 de janeiro de 2026 - 17:12

Em depoimento à PF, controlador diz que o banco sempre operou ancorado no FGC, com ciência do BC, e que a crise de liquidez começou “quando a regra do jogo mudou”

BOMBOU NO SD

Academia “all-inclusive” da maromba, Lotofácil sem novos milionários, INSS fora do ar e pagamentos atrasados da Fictor: o que bombou nesta semana

24 de janeiro de 2026 - 14:28

Academias de alto padrão e loterias da Caixa Econômica foram destaque no Seu Dinheiro, mas outros assuntos dividiram a atenção dos leitores; veja as matérias mais lidas dos últimos dias

É OBRIGATÓRIO!

Quem não planta, não mora: Cidade condiciona construção de novas casas a manutenção de horta

24 de janeiro de 2026 - 13:45

O “projeto Almere Oosterwold”, nos arredores de Amsterdã, busca uma alternativa ao planejamento urbano tradicional

PIONEIRO DO LOW COST

Fundador da Gol (GOLL54), Constantino Junior morre aos 57 anos

24 de janeiro de 2026 - 13:05

Segundo a imprensa, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e enfrentava um câncer havia alguns anos

BILIONÁRIOS

Bilionários estão se preparando para o fim do mundo — e isso pode ser um grande problema

24 de janeiro de 2026 - 11:11

Segundo o cofundador do Linkedin, a maioria dos super-ricos já possui alguma espécie de ‘seguro contra apocalipse’

SEM DESCANSO?

Paulistanos sem feriado? Aniversário de São Paulo se aproxima, mas moradores da cidade não terão necessariamente uma folga a mais

23 de janeiro de 2026 - 15:35

Data de 25 de janeiro marca os 472 anos da capital, mas feriado municipal no domingo não garante descanso extra para todos os trabalhadores

NO PRECINHO

Leilão da Receita Federal tem iPhone 15 por R$ 1.300 e relógio Garmin por R$ 1.000; veja como participar

23 de janeiro de 2026 - 15:25

Propostas iniciais do leilão da Receita Federal começam em R$ 20. O maior valor é de R$ 256 mil.

BANHEIRO HIGH-TECH

Como a inteligência artificial provocou um salto no preço das ações de uma fabricante de vasos sanitários

23 de janeiro de 2026 - 11:15

Ações da Toto subiram 11% na OTC Markets na quinta-feira (22) com aumento de receita com componente de chips

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar