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Com declaração pré-preenchida ou sem, o indicado é reunir todos os documentos e revisar as informações antes de submetê-las ao Fisco

Ainda não se sabe quando a Receita Federal vai liberar o programa do Imposto de Renda 2026 (IRPF 2026). Essa informação e o prazo de entrega, o Fisco só deve anunciar na primeira quinzena de março. No entanto, nada impede que o contribuinte se antecipe e já comece a organizar os documentos necessários para preencher a declaração de IR.
É importante se atentar a cada etapa de preenchimento, mesmo quando elas parecem básicas — um erro em algum dado pode levar à tão temida malha fina.
Mas tem outro motivo também: quem está apto a receber a restituição de imposto de renda e entrega a declaração nos primeiros dias, tem mais chances de entrar nos lotes iniciais do pagamento.
Ah, mas tem a declaração pré-preenchida, você pode dizer. Realmente, mas as vezes os dados podem ter erros. O indicado é reunir todos os documentos e revisar as informações antes de submetê-las ao Fisco.
Essa é uma boa forma de assegurar que você está entregando tudo da maneira correta, para evitar inconsistências junto à Receita Federal.
Por isso, elaboramos uma lista dos principais documentos necessários para preencher a declaração de IRPF 2026. Confira a seguir.
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Para iniciar o preenchimento, o contribuinte deve reunir os documentos de identificação pessoal, como RG, CNH ou CPF. No caso de inclusão de dependentes, seja qual for a idade, é obrigatória a apresentação do CPF de cada um.
Além disso, é necessário informar dados complementares como o título de eleitor, dados atualizados de endereço e dados bancários completos — em caso de uma eventual restituição.
Quem declarou em ciclos passados também deve preencher o número do recibo da última declaração — se você não salvou esse número, é possível recuperar usando a conta pessoal gov.br.
Ou seja, essa primeira fase do imposto de renda é bom ter em mãos:
A declaração de rendimentos abrange todos os recebimentos do ano-calendário de referência (2025), incluindo salários, aposentadorias, pensões, aluguéis e lucros provenientes de sociedades empresariais.
No caso de funcionários sob o regime CLT, as empregadoras têm o dever de fornecer o informe de rendimentos completo, detalhando o imposto retido na fonte e as deduções já realizadas.
Já os profissionais autônomos ou empresários que usam o livro-caixa ou o Carnê-Leão Web podem consultar os informes no sistema da Receita, enquanto microempreendedores individuais (MEIs) têm o portal gov.br e o e-CAC.
Aposentados e pensionistas do INSS devem consultar o extrato para fins de imposto de renda. Ele fica disponível no portal ou aplicativo Meu INSS. Já os servidores públicos utilizam a plataforma SouGov.
No âmbito financeiro, bancos e corretoras devem disponibilizar os informes indicando os rendimentos de aplicações e saldos bancários.
As empresas e as instituições financeiras têm até o dia 27 de fevereiro para disponibilizar aos contribuintes todos os informes de rendimentos.
Para concluir essa etapa de receitas e rendimentos no IRPF 2026, será preciso reunir:
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Aqui será declarado todo patrimônio relevante do contribuinte, como veículos e imóveis, por exemplo.
É importante notar que, em casos de bens financiados, o contribuinte não deve declarar o valor total se ele ainda não foi quitado; deve-se informar apenas o montante que foi efetivamente pago até o encerramento do ano-calendário. O demonstrativo com esses valores será fornecido pela instituição financeira.
Além dos bens físicos, saldos em contas correntes e a titularidade de cotas em empresas também compõem a seção de bens e direitos, exigindo uma descrição fiel da situação patrimonial em 31 de dezembro.
As despesas passíveis de dedução, como gastos com saúde e educação, são redutores da base de cálculo do imposto de renda, mas exigem comprovação rigorosa por meio de recibos ou notas fiscais que contenham o CPF ou CNPJ do prestador de serviço.
No setor educacional, são aceitos gastos com ensino básico e superior, enquanto na saúde não há um limite fixo de valor, desde que devidamente comprovado com dados do profissional médico e a data da consulta/exame.
Outros recibos e comprovantes, como pagamentos de aluguéis, extratos de consórcios, despesas com previdência privada, pagamentos de pensão alimentícia e doações também podem ser inseridos nessa etapa para otimizar o cálculo final.
Aqui resumimos os principais documentos para preencher a declaração de imposto de renda. No entanto, nem todos os contribuintes precisam apresentar todos eles — e há também aqueles com uma movimentação financeira mais complexa.
É importante avaliar as próprias despesas e receitas para entender o que informar à Receita Federal.
Uma forma de facilitar essa visualização é separando as informações por categorias.
Ao responder essas perguntas, será mais simples avaliar quais documentos reunir para o preenchimento do IRPF 2026. Lembrando que o ano-calendário de referência é 2025.
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