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Apesar de o índice ter fechado o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, bancos e corretoras descartam o relaxamento dos juros agora; saiba o que esperar da inflação em 2026
Sabe aquele chocolate que vem em uma embalagem bonita, parece apetitoso, mas tem teor de cacau acima de 80%? Assim foi a inflação de 2025: dentro do teto da meta com um trimestre de antecedência ao previsto pelo Banco Central, mas deixou um gosto amargo para a maioria dos investidores.
O índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) de dezembro subiu 0,33% em dezembro, encerrando 2025 com um acumulado de 4,26% — dentro do intervalo de tolerância da meta do BC, que ia até 4,5%.
O resultado, o menor para um ano fechado desde 2018, foi beneficiado pelo alívio na energia elétrica e nos alimentos. Contudo, o recheio do índice trouxe preocupação para os investidores: a inflação de serviços e a disseminação de altas de preços (difusão) aceleraram no último mês de 2025, o que fez o mercado colocar as fichas no corte de juros a partir de março ou depois, e não mais agora em janeiro. Atualmente, a Selic está sendo mantida em 15% ao ano.
Alberto Ramos, diretor de macroeconomia do Goldman Sachs para a América Latina, avalia que a inflação no Brasil continua a apresentar pressões significativas, especialmente no setor de serviços.
Segundo ele, apesar de um IPCA relativamente comportado e em linha com o esperado nas últimas leituras, a inflação dos serviços permanece elevada, refletindo um mercado de trabalho apertado e um hiato do produto positivo.
“A política monetária apertada está operando conforme o esperado — crescimento moderando, crédito desacelerando, expectativas de inflação diminuindo lentamente —, criando, gradualmente, as condições para o início de um ciclo moderado de corte nos juros, provavelmente na reunião de março”, diz.
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Na mesma linha, o Daycoval espera corte da Selic em março, mas considera que o resultado do IPCA em dezembro eleva o risco do afrouxamento monetário ser adiado.
O economista Julio Barros explica que os preços dos serviços em dezembro tiveram "alta expressiva", o que costuma ser motivado por fatores sazonais, como o aumento no valor das passagens aéreas.
Apesar disso, a parte mais perene da inflação de serviços, o núcleo de inflação e a parte intensiva em trabalho, tiveram forte variação e são um desafio ao esforço do Banco Central para conter a alta de preços, segundo ele.
“O resultado não altera a nossa expectativa para o início de corte de juros apenas em março pelo Banco Central. Esse desafio na composição da inflação, com a parte mais perene, mais elevada do que a parte dos voláteis, coloca um viés, evidentemente, de postergação no nosso cenário base de corte de juros em março, justamente por conta desse desafio", diz Barros.
A alta de 0,33% registrada pelo IPCA em dezembro foi o resultado mais baixo para o mês desde 2018, quando havia subido 0,15%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro de 2024, a taxa tinha sido de 0,52%.
Como consequência, o acumulado em 12 meses arrefeceu pelo terceiro mês consecutivo, passando de 4,46% em novembro de 2025 para 4,26% em dezembro, menor resultado desde agosto de 2024, quando alcançou 4,24%.
Assim, o IPCA do ano ficou assim abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação (de 3%) perseguida pelo Banco Central — o resultado de 2025 foi o menor acumulado para o ano desde 2018, quando fechou em 3,75%.
Mas nem tudo é boa notícia quando se olha o índice no detalhe. O índice de difusão, que mostra o percentual de itens com aumentos de preços, passou de 56% em novembro para 60% em dezembro.
A difusão de itens alimentícios saiu de 64% em novembro para 55% em dezembro. Já a difusão de itens não alimentícios sai de 49% em novembro para 65% em dezembro.
Se a queda de 4,2% na energia elétrica residencial exerceu o maior alívio individual sobre a inflação de dezembro — um impacto de –0,10 ponto percentual (pp) para a taxa de 0,33% do IPCA no mês —, na direção oposta, o preço das passagens aéreas pesou.
A alta dessa categoria foi de 12,61%, com influência de 0,08 pp sobre o IPCA de dezembro. Houve contribuições positivas também do transporte por aplicativo (0,04 pp), lanche fora de casa (0,03 pp), etanol (0,02 pp), aparelho telefônico (0,02 pp), taxa de água e esgoto (0,02 pp) e plano de saúde (0,02 pp).
No geral, oito dos nove grupos que integram o IPCA registraram altas de preços em dezembro, de acordo com o IBGE.
O único grupo com recuo foi Habitação, queda de -0,33% e impacto de -0,05 pp, segundo os dados do IBGE.
“Analisando por grupos, vemos que a principal fonte de desinflação foi o grupo de Alimentos e bebidas, que teve um impacto de 1,02 pp menor em 2025 quando comparado com 2024, tendo encerrado o ano com alta acumulada de 2,95% ante alta de 7,65% em 2024”, diz André Valério, economista sênior do Inter.
Segundo ele, esse desempenho reflete a reversão parcial dos preços das commodities agrícolas e a apreciação do real, que fez o grupo Alimentação e bebidas registrar cinco meses de deflação.
“Na ponta oposta, Habitação foi o grupo que mais pressionou a inflação em 2025 como um todo, refletindo o pior desempenho das chuvas e consequente pressão da bandeira de energia elétrica”, acrescenta.
Entre as regiões, em dezembro, três das 16 registraram quedas de preços. O resultado mais brando ocorreu em São Luís (-0,19%), enquanto o mais elevado foi registrado em Porto Alegre, com aumento de 0,63%.
Além de reajustar as apostas no corte de juros neste ano, os bancos e corretoras também divulgaram as previsões para a inflação neste ano.
O ASA, por exemplo, reduziu a projeção para o IPCA de 2026, de 4,2% para 4%, devido à expectativa de arrefecimento na inflação de serviços e alta mais contida nos demais preços livres.
Segundo o economista Leonardo Costa, a desinflação do IPCA de 2025 teve relação com o avanço mais modesto dos grupos de alimentação no domicílio e de bens industrializados, influenciado pela queda das commodities e a valorização do real.
Ele destaca ainda que os serviços e preços monitorados, em contrapartida, tiveram avanço na comparação anual, por passagem aérea e energia elétrica, respectivamente. Além disso, a inflação de serviços subjacentes apresentou resistência de 2024 para 2025, segundo Costa.
O Daycoval, por sua vez, prevê inflação de 4,1% em 2026, e espera alta de 0,41% no IPCA em janeiro, mas com leve viés de baixa.
O C6 Bank também não vê espaço para o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciar o ciclo de relaxamento na decisão de 28 de janeiro, quando a Selic deve ser mantida em 15%. O banco projeta o primeiro corte de juros em março, com a taxa básica retrocedendo gradualmente para 13% em 2026.
"No ano passado, o alívio veio basicamente da queda das commodities em reais, que segurou alimentos e bens industriais. Para 2026 e 2027, porém, nossa projeção é de um IPCA a 4,8%, impulsionado pelo mercado de trabalho robusto e pela perspectiva de um real mais depreciado, em meio às preocupações com o aumento da dívida pública no Brasil", disse e economista Heliezer Jacob.
O Ibovespa iniciou as negociações desta sexta-feira (9) digerindo o IPCA de dezembro e o dado fechado de 2025.
Embora o principal índice da bolsa brasileira tenha superado os 164 mil pontos na máxima do dia — um salto de cerca de 1.400 pontos em relação à mínima da sessão — o desempenho pouco tem a ver com a leitura da inflação por aqui.
Em boa medida, o avanço do Ibovespa reflete a aceleração nas cotações do petróleo no mercado externo para mais de 2%, com as ações da Petrobras (PETR4) beirando as máximas do dia.
Além disso, o corte de juros nos EUA também entrou no radar dos investidores depois dos dados do payroll, como é conhecido o principal relatório de emprego do país.
A economia norte-americana criou 50 mil empregos em dezembro, abaixo da previsão de 60 mil postos. A taxa de desemprego, por sua vez, caiu de 4,5% para 4,4%, ficando abaixo das previsões de manutenção. O salário médio por hora aumentou 0,33% em dezembro, na comparação mensal.
No cenário corporativo, o mercado também monitora as negociações entre a Glencore e a Rio Tinto, que pode criar a maior mineradora do mundo, deixando BHP e Vale (VALE3) para trás.
No cenário geopolítico, Venezuela e o acordo entre o Mercosul e a União Europeia também estão no radar dos investidores.
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