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EFEITOS VIRÃO NO 3T26

As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual

Incorporadoras continuam vendendo, mas greve e atrasos nos repasses podem complicar a vida das empresas do setor; entenda como

Greve na Caixa: Montagem com o logotipo da Caixa diante dos logotipos de Tenda, Cury, Direcional, MRV e Plano&Plano.
Com a greve, as incorporadoras de baixa renda cobertas pelo BTG podem demorar mais para receber os recursos da Caixa. - Imagem: Montagem Canva/Reprodução

A greve na Caixa Econômica Federal (CEF) continua sem previsão de acabar. Quem aguarda a conclusão de um financiamento imobiliário pode enfrentar atrasos na assinatura do contrato e na liberação do crédito.

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Do outro lado da operação, as incorporadoras podem levar mais tempo para receber o dinheiro dos imóveis vendidos. É para esse impacto que o BTG Pactual chama a atenção.

Em relatório divulgado nesta sexta-feira (25), o banco alertou que a greve pode afetar principalmente no fluxo de caixa das companhias. O problema está na etapa do repasse — quando o financiamento é formalizado pela Caixa e os recursos chegam à incorporadora.

Na prática, o imóvel pode aparecer como vendido, mas o dinheiro demora mais para entrar no caixa. Enquanto isso, a empresa continua pagando obras, funcionários e fornecedores vinculados à unidade.

Impacto para o setor de baixa renda no 3T26

Segundo consultas do BTG com empresas do setor, as incorporadoras continuam vendendo os projetos durante a greve e recebendo recursos relacionados ao avanço das obras.

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O gargalo está nas unidades vendidas cujo financiamento ainda precisa ser formalizado pela Caixa. Com o atraso nos repasses, o dinheiro demora mais para chegar às incorporadoras, o que pode pressionar o fluxo de caixa das companhias no terceiro trimestre de 2026.

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O efeito deve ser maior entre as empresas voltadas à baixa renda e mais expostas ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV), programa que tem a Caixa como principal agente financiador.

Se a greve terminar em breve, porém, o impacto tende a ser temporário. O BTG espera que os repasses sejam normalizados rapidamente e que parte dos recursos represados no terceiro trimestre entre no caixa das empresas no quarto trimestre.

Ainda não há, porém, perspectiva para o fim da paralisação. Na última segunda-feira (21), os funcionários rejeitaram a proposta mais recente da Caixa para o Acordo Coletivo de Trabalho, mantendo a greve por tempo indeterminado.

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Demanda por imóveis continua

A greve na Caixa e a demora nos repasses podem tirar o sono das incorporadoras. Ainda assim, segundo o BTG, o mercado imobiliário de São Paulo apresentou desempenho positivo em julho, com a venda de 10,3 mil unidades —alta de 67% em relação ao mesmo mês de 2025.

O segmento de baixa renda respondeu por 76% das unidades comercializadas e por 83% dos lançamentos no período. A velocidade de vendas chegou a 13% nesse segmento, ante 6% entre os imóveis de médio e alto padrão.

Para o banco, os números reforçam a avaliação de que a demanda pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV) permanece forte.

*Sob supervisão de Carolina Gama.

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