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Aloisio Cravo, leiloeiro com mais de 40 anos de experiência, explica os bastidores de um leilão e como funciona a precificação das peças de arte
Um mercado pequeno, mas muito barulhento. É assim que o leiloeiro Aloisio Cravo define o mercado de arte, no qual trabalha há 40 anos. O barulho, nesse caso, é causado pelos valores exorbitantes pelos quais as obras de arte são vendidas nos leilões. Casas tradicionais, como a Sotheby’s e a Christie’s, frequentemente furam bolhas dos noticiários quando fazem vendas expressivas de Picassos, Monets, Van Goghs e até Portinaris.
Mas nem sempre foi assim, como bem relembra o fundador da Aloisio Cravo Arte e Leilões. Em 1995, a venda do Abaporu foi uma mera nota de rodapé no jornal, mesmo com o valor recorde arrecadado (US$ 1,35 milhão).
Acontece que, nos últimos anos, a percepção sobre as artes plásticas mudou drasticamente. Hoje, por exemplo, a exposição de Beatriz Milhazes no Guggenheim de Nova York ocupa a capa dos cadernos de cultura.
Apesar da maior notoriedade, não dá para dizer que o mercado de arte se popularizou. Ainda é um mundo muito desconhecido pela maioria das pessoas. E tudo começa na discussão do preço.
Afinal, por que algumas obras de arte são vendidas por valores tão altos? O que acontece nos bastidores de um leilão que justifica essa precificação elevada para algumas peças?
“A precificação é uma coisa interessante: para quem está de fora, é extremamente subjetiva. Para quem está dentro, é extremamente objetiva”.
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A explicação de Aloisio Cravo sobre como são definidos os preços das obras revela um fato extremamente importante sobre o mercado: é uma dinâmica ditada pelos connaisseurs, ou seja, por quem entende.
Se no mercado financeiro as empresas — e seus respectivos valuations — são definidos por números concretos e cálculos de fluxo de caixa, na arte, só quem é capaz de fazer essa matemática é quem já viu e viveu muito o setor.
Essa vivência é importante, por exemplo, para definir qual é o melhor momento do artista, que origina, tradicionalmente, seus trabalhos mais bem-avaliados e caros. A máxima de Cravo é que artistas não são como fábricas de automóveis, ou seja, cada peça sai diferente uma da outra.
“Uma construção de valor só a partir de dados técnicos é falha. Eu preciso ver a obra. Depois de ver 300 Di Cavalcanti, você fica mais preparado para entender o que é o melhor momento do artista ou não”, diz Cravo.
O volume de informações acumulado pelos anos de vivência na arte faz com que os leiloeiros e galeristas experientes cheguem facilmente a um consenso de valor. E é este consenso que aparece como o lance inicial de um leilão.
Assim como acontece com carros, imóveis e outros bens de alto valor, as obras de arte de uma coleção pessoal também podem ir a leilão para liquidar dívidas, depois que todas as outras possibilidades jurídicas são esgotadas.
Esta é uma das formas que as peças chegam até a casa de leilões de Aloisio Cravo, mas não é a única.
Há também aqueles espólios cujas famílias e herdeiros estão em consenso, sem conflito algum. Este foi o caso de algumas peças do último leilão da casa, que vendeu obras da coleção do empresário francês Michel Etlin e de sua esposa, Suzana. Entre os destaques, estava o “Retrato de A.M.G.”, de Anita Malfatti.
A terceira via pela qual as obras chegam a leilão é através de colecionadores que querem reciclar seu acervo. Daí, fica a critério de cada leiloeiro avaliar se as peças fazem sentido ou não para a curadoria da casa.
Seja qual for a origem da peça ou o valor pelo qual você a arrematou, uma regra mantém-se universal: a obra de arte não é sua.
Explicando melhor, o que acontece é que você adquire apenas o direito de expor o trabalho em museus, galerias ou na sua própria casa. No entanto, os direitos autorais e de reprodução ainda pertencem ao artista. Em suma, a imagem da obra não é do colecionador, ainda que o quadro físico seja.
Além disso, você ainda tem certas obrigações com a obra de arte: não pode alterá-la nem danificá-la de forma intencional, com risco de ser processado por isso, já que toda obra de arte faz parte do patrimônio cultural do país.
“Você está dono, você não é dono”, diz Aloisio Cravo.
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