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Com críticas nas redes e concorrência acirrada d’A Feira do Livro em São Paulo, a tradicional FLIP projeta o poeta curitibano Paulo Leminski no centro do debate contemporâneo
Em 2025, a FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty vem com um desafio: provar que ainda vale a pena pegar estrada rumo ao litoral sul do Rio de Janeiro para acompanhar uma festa literária.
Com a concorrência d’A Feira do Livro em São Paulo e críticas à curadoria nas redes sociais, o evento aposta na força do homenageado — o poeta curitibano Paulo Leminski — para atrair novos públicos e reacender o prestígio do Festival, que até domingo (3) dispõe de 20 mesas e diversos debates sobre literatura e música.
Curitibano de alma errante – autor do romance experimental Catatau, poeta e tradutor, cuja versatilidade transitava do tatame de judô aos palcos da MPB –, Leminski construiu presença essencial na cultura nacional.
De um lado, colaborou com a editora Brasiliense. De outro, também escreveu com artistas como Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ademir e Itamar Assumpção. Isso além de influenciar profundamente as composições dos Titãs, liderados por Arnaldo Antunes, presente na mesa de abertura do festival.
Um dos diversos objetivos dos organizadores na escolha dos homenageados é resgatar autores esquecidos na literatura brasileira, como aconteceu no ano passado com a escolha de João do Rio, cronista da vida carioca nos anos 1910.
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Esse não é exatamente o caso de Leminski, poeta que tem uma recepção favorável pela crítica acadêmica e pelo leitorado, alinhando o Festival com o público contemporâneo e justificando a tal viagem até Paraty.
A escolha dos convidados que compõem as mesas foi alvo de críticas nas redes sociais. Uma delas veio do poeta e crítico Cláudio Daniel, conhecido por sua atuação na cena literária independente e por trabalhos como curador e editor da revista Zunái.
Para Cláudio, autores importantes e ligados pessoalmente a Leminski foram ignorados em detrimento de autores em alta na cena da literatura contemporânea, que “pouco ou nada têm a ver com a obra de Leminski”. Foi o caso, por exemplo, de Rômulo Valle Salvino, Ademir Assunção, André Dick e Toninho Vaz – amigo pessoal do poeta e autor da biografia Paulo Leminski: o bandido que sabia latim (Record, 2001).
A crítica e professora da USP Leyla Perrone-Moisés – uma das principais estudiosas da literatura francesa no Brasil – também mostrou desagrado em suas redes sociais por não ter sido convidada para o evento. Como argumento, apontou que ela e Boris Schnaiderman, falecido em 2016, foram os primeiros acadêmicos a reconhecer o valor literário da obra de Leminski ainda nos anos 1980.
Leyla comentou que “[...] embora editada pela Companhia das Letras, também não fui convidada para nenhum evento Leminski. Felizmente recebi o convite da [revista] Quatro Cinco Um, que me permitiu continuar fiel a ele”.

A FLIP também sofreu críticas no ano passado ao cobrar uma taxa básica de R$ 13 mil para que os exemplares fossem vendidos pelas casas parceiras. O valor tornou o evento proibitivo para editoras independentes, que utilizam o valor arrecadado para custear a presença no evento, como relataram Folha de S. Paulo e PublishNews.
O argumento apresentado como justificativa era que a FLIP é um festival de literatura e não uma feira de livros. A realização e manutenção deste festival, no entanto, depende de aspectos econômicos, e a festa acaba se tornando menos atrativa para leitores e editoras parceiras, indo na contramão do que A Feira do Livro, a um só tempo feira e festival, tem conseguido fazer em São Paulo nos últimos anos, alinhando interesses culturais e comerciais.
De maneira geral, a FLIP parece estar num momento delicado. Competindo com A Feira do Livro, organizada em São Paulo pela revista Quatro Cinco Um que é a um só tempo feira do livro e festival literário, a Festa Literária de Paraty precisa de iniciativas que tornem a viagem à pequena cidade mais atrativa.
Desde 2014 o número de convidados estrangeiros vem diminuindo, sobretudo aqueles de países anglófonos: em 2014 foram dez, nenhum em 2025 – sem dúvida um reflexo do aumento do dólar.
Apesar desses números, isso não significa que a festa encolheu. O número de convidados estrangeiros de outros países se mantém e o de brasileiros aumentou, revelando uma mudança no próprio eixo temático do Festival.
Arnaldo Antunes abre a festa com a mesa Essa noite vai ter sol. Grande leitor de Leminski, Antunes fala sobre seu legado poético e musical, além da influência do artista na obra dos Titãs. Quando? 30 de julho, quarta-feira, às 19h.
A mesa Caprichos e relaxos conta com a presença da Lilian Sais, poeta e romancista, autora de O funeral da baleia (Patuá, 2021) e O livro do figo (Edições Macondo, 2023), e o poeta, romancista e cronista Fabrício Corsaletti, Engenheiro fantasma (Companhia das Letras, 2022) e Um milhão de ruas (Editora 34, 2025), onde discutem a criação poética como projeto. A mesa é mediada por Tarso de Melo. Quando? 31 de julho, quinta-feira, às 10h.
Em Pequenos países, grandes movimentos o marfinense GauZ, De pé, tá pago (Ercolano, 2025) e o burundês Gaël Faye, Pequeno país (Carambaia, 2023) e O tédio das tardes sem fim (Veneta, 2023), discutem o tema da imigração sob a ótica da construção da necessidade de criação de uma identidade no processo. A mesa é mediada pela jornalista Adriana Ferreira Silva. 31 de julho, quinta-feira, às 21h.
Em O lugar da floresta, Marina Silva conta sua trajetória de vida e ativismo político e reflete sobre como pensar no papel do Brasil na COP-30. Quando? 1º de agosto, sexta-feira, às 19h.
O humorista e poeta Gregório Duvivier, Sonetos de amor e sacanagem (Companhia das Letras, 2021), promete um “passeio performático pela vida íntima das palavras, esses seres fantásticos que nascem e morrem todos os dias” na mesa Palavras: vida e obra. Quando? 1º de agosto, sexta-feira, às 21h.
Em Invenção, memória, a ensaísta argentina María Negroni, A arte do erro (100 cabeças, 2024) e a escritora mexicana Cristina Rivera Garza, Os mortos indóceis (WMF, 2024) discutem a subversão dos gêneros literários e a proposição de novas formas como um movimento de resgate da memória e catarse de onde nascem novas formas de expressão. Quando? 2 de agosto, sábado, às 17h.
A ridícula ideia de estar lúcida é mediada pelo jornalista Paulo Roberto Pires e celebra a carreira da espanhola Rosa Montero, autora de O perigo de estar lúcida (Todavia, 2023). A jornalista e romancista que busca mesclar ficção e realidade em sua obra discute a relação entre loucura e criação artística, propondo uma teoria de cura pela produção. Quando? 2 de agosto, sábado, às 19h.
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