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Tão transgressor quanto popular, Warhol ganha mostra no Brasil em maio; aqui, contamos detalhes dela e indicamos onde mais conferir seus quadros, desenhos, fotografias e filmes
Andy Warhol desafiou cânones, provocou o status quo, incomodou muita gente e, ainda assim, conseguiu o impensável: ele lucrou com isso. Muito. Em vida. Enquanto mudava o panorama estético do século 20 e criava um novo movimento artístico, a Pop Art.
O efeito de seu impacto ainda reverbera. Trinta e cinco anos após sua morte, a obra Shot Sage Blue Marilyn foi vendida por US$ 195 milhões (R$ 1,1 bilhão) em um leilão na Christie’s, em 2022, consagrando-se como a obra estadunidense mais cara já vendida na história.
De acordo com a Warhol Foundation, o representante do underground americano produziu mais de 9 mil pinturas e esculturas e quase 12 mil desenhos, entre o final da década de 1940 e 1987.
Diante desse número expressivo, encontrar obras do artista em alguns dos museus mais visitados do mundo não é exatamente difícil.
No entanto, é nos museus dos Estados Unidos, em especial da cidade de Nova York, que Warhol encontra espaço cativo para brilhar e atrair uma boa quantidade de visitantes ano após ano.
Aqui no Brasil, são poucas as instituições com obras do “pai da Pop Art” no acervo fixo. Mostras temporárias chegam à agenda cultural de tempos em tempos, reforçando a popularidade do americano entre os brasileiros.
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A mais recente é a exposição Andy Warhol: Pop Art!, no Museu de Arte Brasileira da FAAP, que vai ter o maior acervo do artista já exibido fora dos EUA.
Entre os dias 1º de maio e 30 de junho, o museu vai expor mais de 600 obras, incluindo trabalhos como “Campbell’s Soup”, “Elvis”, “Marilyn”, “Michael Jackson” e “Pelé”.

Todas as peças vieram de um único espaço, o Andy Warhol Museum em Pittsburgh, explica Roberto Souza Leão, co-fundador do Instituto Totex, que organiza a exposição. Segundo ele, foram três anos de negociação para chegar ao conjunto, com o qual a mostra pretende atrair 250 mil pessoas para o MAB até junho.
Priscyla Gomes, curadora brasileira da exposição, conta que Andy Warhol: Pop Art! será organizada em em duas salas do museu. Uma delas é dedicada ao início da carreira, quando Warhol adota a serialidade como estratégia de ruptura com os paradigmas da arte tradicional – pense nas ilustrações da lata de sopa de tomate Cambpell e nos retratos de Elvis e Marilyn por aqui.

Já a segunda sala retrata os anos 1960 de Warhol e sua experiência na Factory, o ateliê-estúdio das paredes prateadas, por onde a cena artística de Nova York respirou naquela década. É a maturidade artística, quando o criador estadunidense extrapola os limites de suas telas – o que aparece retratado na mostra em documentos, fotografias, filmes, revistas, pinturas e instalações.

“Andy Warhol abordou temáticas que conversam com o grande público de maneira direta, desde o uso de signos e símbolos comuns ao cotidiano popular, até suas explorações com celebridades e famosos que marcaram o século 20”, reflete Priscyla. “Seus trabalhos que refletem sobre o papel da mídia na sociedade permanecem atuais e ganham mais complexidade com os avanços tecnológicos do século 21.”
Que Nova York é um dos grandes polos artísticos e abriga alguns dos museus mais visitados e conhecidos do mundo, não é exatamente uma novidade.
O desafio de entrar no Museum of Modern Art (MoMA) é conseguir sair. Isso porque os mais de 58 mil metros quadrados abrigam uma infinidade de obras, entre as exposições fixas e as temporárias, que deixam qualquer pessoa perdida.
Por lá, Warhol é acompanhado por Van Goghs, Picassos, Monets e Duchamps. E deixa sua marca também: só no site do museu, são 271 trabalhos catalogados como parte da coleção (embora nem todos estejam expostos).
Além de ter lugar cativo em algumas das salas expositivas, o americano é frequentemente incluído em mostras temáticas temporárias.
Cruzando a cidade rumo ao descolado Meatpacking District, o Whitney Museum of American Art abriga uma coleção ainda maior e mais diversa de Warhol, incluindo centenas de fotos tiradas pelo artista com câmera Polaroid nos anos 1970.
No site, estão catalogados 975 trabalhos, incluindo o quadro “Green Coca-Cola Bottles”, feito com as técnicas de serigrafia que deixaram o americano famoso e permitiram a reprodução repetitiva de itens da cultura de massa — como as garrafas de Coca e as latas de sopa Campbell.
Acervo do Whitney Museum of Art.
Como última parada na Big Apple, o The Metropolitan Museum of Art (MET) também tem uma coleção não desprezível de obras de Pop Art.
Por lá, é possível ver uma das obras da série dedicada à Marilyn Monroe e também a releitura da “Mona Lisa”.
Outras reproduções de Marilyn, da obra de Leonardo Da Vinci, do líder chinês Mao Tsé-Tung e da ex-primeira dama Jackie Kennedy podem ser encontradas no Art Institute of Chicago.
Vale lembrar: Warhol não é o destaque deste museu que tem uma das maiores coleções de Impressionismo e Pós-Impressionismo fora da Europa. Mas, se estiver passeando pela cidade, trata-se de um ponto turístico quase obrigatório para os amantes de arte, já que o acervo tem mais de 300 mil obras que contemplam milhares de anos de história da Humanidade.
Apesar de todo o prestígio que carregam os museus de Nova York, não é na “cidade que nunca dorme” que você encontrará a maior coleção de Warhol do mundo. É pegando seis horas de estrada ou um voo de 1h40 à cidade de Pittsburgh, no estado vizinho da Pensilvânia, para ir até o The Andy Warhol Museum.
São mais de 12 mil trabalhos do artista, incluindo não só as obras em artes plásticas, mas também no audiovisual e seus trabalhos como ilustrador comercial. Em complemento, há também desenhos da mãe de Warhol, Julia Warhola.
É o maior museu dos Estados Unidos dedicado a um só artista
Além da exposição fixa, o museu também promove mostras temporárias e eventos culturais e musicais. A ideia é explorar a influência de Warhol nas artes e na cultura contemporânea ao longo dos anos.
Em 2022, o museu foi responsável pela criação do Pop District, uma espécie de “campus” nos arredores da instituição que visa promover iniciativas artísticas e culturais.
* Com informações de My Art Broker e Lonely Planet.
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