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O final de ano é uma das épocas mais bonitas e encantadoras para viajar para o continente — e o motivo são os mercados de Natal
Guardadas as devidas proporções e a diferença brutal de temperatura, os mercados de Natal são o mais próximo que a Europa chega de ter uma festa junina. A descrição serviria facilmente para qualquer um dos dois eventos: barraquinhas com comidas típicas em praças frequentemente próximas a igrejas, atividades lúdicas que atraem tanto crianças quanto adultos e, às vezes, até shows e espetáculos temáticos.
E assim como o Brasil começa a ver as celebrações de São João no finzinho de maio, na Europa, você nem precisa viajar exatamente nos dias 24 e 25 de dezembro para poder se deleitar nos mercados de Natal. Algumas cidades do continente já saem do Halloween diretamente para a festa do Papai Noel.
Portanto, se você vai para a Europa entre meados de novembro até o começo de janeiro, é bem provável que encontre, no mínimo, um mercado para visitar nesses dias.

Todas as capitais europeias organizam programações específicas, que são também minas de ouro para o turismo. Do Winter Wonderland no Hyde Park, em Londres, ao Marché de Noël des Tuileries, na frente do Louvre, em Paris, é praticamente impossível escapar do espírito natalino no fim de ano.
Mas não é exatamente nas grandes capitais que você vai encontrar os mercados de Natal mais autênticos do continente. Troque Berlim por Nuremberg; Paris por Estrasburgo; Roma por Bolzano e veja a magia acontecer (em alguns casos, com menos turistas também).
É na Alemanha que os mercados de Natal aparecem em todo o seu esplendor. Não é por acaso. Foi lá que surgiu a tradição, segundo diz a lenda.
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Verdade seja dita, o título de primeiro mercado natalino do mundo é um tanto quanto polêmico. Algumas fontes atribuem à Viena o início dessas celebrações.
Seja como for, tanto a Alemanha quanto a Áustria se consolidaram ao longo dos anos como destinos especialmente atrativos para o Natal, sobretudo para quem sonha com aquele white christmas, ou seja, um Natal com neve.
Hoje em dia, os mercados já passaram por um processo intenso de “gourmetização” e servem puramente para o entretenimento. Mas lá no início da tradição, eles eram realmente um momento para os europeus se prepararem para o inverno, comprando alimentos e utensílios específicos para o frio.
Na Alemanha, dois mercados lutam pela denominação de Wintermärkte mais tradicional: o de Dresden e o de Nuremberg.

Frequentemente classificado como um dos melhores mercados de Natal da Europa, o Christkindlesmarkt em Nuremberg leva a tradição a sério. A começar pela localização: o evento acontece na “Cidade Velha”, onde as construções no estilo enxaimel dão um tom mais bucólico e histórico.
Por lá, é proibido comercializar produtos importados. Mas isso não se torna um problema em momento algum, já que as comidas típicas são metade da graça de estar em Nuremberg no final do ano. Troque o vinho quente junino pelo gluhwein e o cachorro-quente pelas salsichas bratwurst. Como doce, nada de paçoquinha. É o momento para experimentar um lebkuchen, uma espécie de biscoito de gengibre típico do Natal alemão.

Da mesma forma, o Dresden Striezelmarkt, que data de meados do século 15, mantém a tradição através das tendas de madeira e os brinquedos feitos à mão com o mesmo material. O ponto turístico inescapável na época é a pirâmide – não árvore – de Natal na praça, que fica ainda mais interessante iluminada à noite. Se você ver um bolo frutado gigantesco passeando pelas ruas, não estranhe; essa é uma das tradições mais peculiares da cidade. No ponto final, os visitantes podem adquirir um pedaço do bolo.
Do outro lado do país, mais próximo da Bélgica, a cidade de Colônia entrega todo o “pacote básico” de um Natal alemão com seus mercados. O mais famoso é o que fica em frente à Catedral da cidade. O destaque fica para a cena artística bem movimentada: são dezenas de performances e shows ao longo da programação. Para não sofrer com FOMO (fear of missing out), pegue o Christmas Market Express por 15 euros (R$ 92), que segue uma dinâmica hop-in-hop-off pelos principais mercados da cidade.
Saindo da Alemanha, dois caminhos são possíveis. Ao oeste, o destino é Bruxelas e o seu Plaisirs d’Hiver. Ao leste, Viena torna-se inescapável com seu Rathausplatz Christkindlmarkt, em frente ao prédio imponente da prefeitura.

Se a capital da Bélgica já é um bate-volta certeiro de Paris o ano todo, no Natal, a viagem vale ainda mais a pena. A programação faz com que todos os espaços abertos da cidade tornem-se extremamente convidativos. Por lá, a pedida é um chocolate quente com waffles (que ali se chamam gaufres de Bruxelles e são retangulares, não redondos).
Os mercados se espalham pelas mesmas praças que você já visitaria em outros períodos. Caso da Grand Place, da Place Sainte-Catherine e da Place de la Monnaie, por exemplo. Todas se tornam ainda mais encantadoras. Um passeio na roda gigante sai por 10 euros (R$ 62).
Viena, por outro lado, mostra que realmente foi feita para o inverno. Basta andar sem rumo pelas ruas para se deparar com um mercado de Natal na esquina. O mais célebre, contudo, é o da praça Rathausplatz, onde se experimenta vanillekipferl (um biscoito de baunilha em formato de medialuna, coberto por açúcar).

Neste ano, as barraquinhas vão só até 26 de dezembro, mas é possível aproveitar a gigantesca pista de patinação no gelo na praça até o dia 8 de março. O nome da atração já é sugestivo: Viennese Ice Dream.
Uma tradição curiosa nessa época é a parada de Krampus, uma figura anti-Papai Noel que serve como o equivalente do “bicho-papão”, com fantasias devidamente assustadoras.
Por fim, dê uma olhada na programação de concertos e óperas, sobretudo na casa-museu de Mozart.
É uma cidade francesa que há anos detém o título de “a capital do Natal”. Em Estrasburgo, as casinhas enxaimel e a forte influência alemã na cultura te deixam na dúvida se você está na França ou na Alemanha. Isso porque ela fica quase na divisa entre os dois países, na disputada região da Alsácia.

O mercado de Natal mais antigo do país, inclusive, leva um nome alemão: Christkindelsmärik. A protagonista da temporada é a árvore gigantesca no meio da Place Kléber, mas a cidade inteira se dedica à decoração. Novamente, o anoitecer mostra-se como o prime time dos mercados, quando as luzes se acendem.
A qualquer momento do dia, no entanto, um bredele (biscoito amanteigado típico) e um vinho quente em canecas com formato de bota do Papai Noel são bem-vindos.
A menos de duas horas de trem de Paris, a capital do Natal compete com a capital do país em termos de turistas nessa época do ano. Por isso, organize-se para ir fora do final de semana.
Mais 30 minutos de trem vão te deixar em Colmar, onde seis mercados de Natal espalhados pela parte antiga da cidade são um pouco menos cheios, mas seguem o mesmo estilo da vizinha famosa. Gastronomicamente, a pedida são as ostras acompanhadas de vinhos da região alsaciana.
E, se o assunto é Natal na Europa, é inevitável falar dos países nórdicos, especialmente da Finlândia, lugar onde a lenda do Papai Noel é explorada ao extremo. Afinal, é ali na região da Lapônia onde dizem que o “bom velhinho” mora.
Lendas à parte, a capital Helsinki oferece um mercado de Natal bem mais pacato, com tendas bem organizadas e práticas sustentáveis. A cidade, que costuma servir como ponto de apoio para quem vai fazer caçadas à Aurora Boreal, ganha um charme próprio, em especial com as luzes da rua Aleksanterinkatu. Se ver o nome glögi em algum quiosque, não hesite em pedir: é a versão finlandesa de vinho quente, com especiarias e um toque de vodca.

O único porém é que você vai ter que levar camadas a mais na mala para suportar o frio, que se intensifica ainda mais.
Um pouco mais ao sul, o espírito natalino de Copenhague se concentra no magnífico Tivoli Gardens (parque de atrações gigantesco que inspirou até mesmo a Disney). Sem economia alguma de iluminação e luzes natalinas, o complexo faz os visitantes esquecerem que, nessa época do ano, o sol já começa a desaparecer perto das 16h.
Os diversos brinquedos e atrações fazem a viagem ser ideal tanto para famílias quanto para grupos de amigos. Além das várias montanhas-russas, o parque também tem sua própria pista de patinação no gelo e um Papai Noel in-house para escutar os pedidos de presentes das crianças. Os espetáculos a parte se concentram no Glass Hall Theatre e no Tivoli Concert Hall. Para se programar, é importante ficar de olho no site.
Os ingressos para o parque saem a partir de 379 coroas dinamarquesas (aproximadamente R$ 310). Prepare também o bolso para comprar alguns doces típicos, como o aebleskiver e o biscoito honninghjerter.
É verdade que, se você quiser uma experiência clássica e tradicional de mercados de Natal, é melhor organizar uma viagem para países como Alemanha e Áustria. Mas isso não quer dizer que não dá pra desfrutar desses eventos em lugares mais ao sul da Europa.
A Itália tem a sua própria “capital do Natal”: Bolzano, perto das Dolomitas. Bem ao norte do país, ela fica longe de Roma e Florença. A melhor opção de roteiro é para quem também vai à Veneza ou pretende combinar uma eurotrip incluindo a Suíça. De lá, são 3 horas de carros até St. Moritz, destino almejado para esportes de neve.

Com uma estética que lembra os países mais ao norte do continente, a pequena cidade italiana faz o seu “Mercatino di Natale” em frente à Piazza Walther, que tem a sua própria catedral gótica como plano de fundo. Nas barraquinhas, você também encontra itens típicos da culinária alemã; além de estar bem-servido com a gastronomia italiana.
Quanto à lotação, não precisa se preocupar: o fato de que a cidade está fora da rota turística clássica faz deste um dos mercados de Natal mais tranquilos.
Embora não seja normalmente associada à festa, viajar em dezembro para a Espanha tem a sua própria magia natalina. Sobretudo se o destino for Barcelona, onde a tradicional Fira de Santa Llúcia, em frente à catedral, abriga mais de 200 tendas que vendem os mais diversos itens associados ao Natal. Na decoração, 15 árvores iluminadas compõem o cenário. O chocolate quente com churros, típico na cidade ao longo de todo o ano, torna-se ainda mais convidativo.
* Com informações da Condé Nast Traveller, Lonely Planet e Travel + Leisure.
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