Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Guilherme Castro Sousa

FREE SPEECH

Vai valer no Brasil? Zuckerberg segue Elon Musk, encerra programa de verificação de fatos da Meta e se aproxima de Trump

Anúncio desta terça-feira (7) inaugura uma nova era na moderação de conteúdo das redes sociais, alinhada aos valores de liberdade de expressão defendidos pelo presidente eleito dos EUA

Guilherme Castro Sousa
7 de janeiro de 2025
16:01 - atualizado às 19:18
Mark Zuckerberg, dono da Meta (Facebook) | Threads
Mark Zuckerberg, dono da Meta (Facebook) - Imagem: Wikimedia Commons

A menos de duas semanas da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, a Meta — gigante da tecnologia responsável por Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger — anunciou o encerramento do programa de verificação de fatos no país. As plataformas devem adotar um novo modelo, inspirado nas notas da comunidade da rede social X, de Elon Musk.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão foi divulgada pelo CEO Mark Zuckerberg em sua conta no Instagram e detalhada pelo diretor de assuntos globais da empresa, Joel Kaplan, em anúncio oficial da Meta nesta terça-feira (07).

“Muito conteúdo inofensivo é censurado, muitas pessoas se encontram injustamente presas na ‘cadeia do Facebook’ e somos frequentemente lentos em responder quando isso acontece”, afirmou Kaplan. 

Já Zuckerberg declarou que os verificadores de fatos terceirizados eram “politicamente tendenciosos” e “destruíram mais confiança do que criaram, especialmente nos Estados Unidos”.

Uma nova era da informação na Meta

A decisão marca uma guinada após anos de controvérsia envolvendo o sistema de moderação das redes de Zuckerberg. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Criado em 2016, durante a primeira eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, o programa de verificação de fatos terceirizado surgiu como uma resposta do Facebook para combater boatos virais e a disseminação de desinformação.

Leia Também

Na época, a plataforma enfrentava duras críticas pela proliferação desenfreada de notícias falsas, incluindo postagens fomentadas por governos estrangeiros que buscavam influenciar o público norte-americano.

Sob intensa pressão pública, Mark Zuckerberg optou por parcerias com organizações externas, como a Associated Press, ABC News e o site de checagem de fatos Snopes, além de outras entidades globais certificadas pela International Fact-Checking Network. Essas organizações passaram a analisar postagens potencialmente falsas ou enganosas no Facebook e Instagram, decidindo se deveriam ser removidas.

Entretanto, o sistema foi alvo de críticas constantes, especialmente por parte de Trump. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O republicano foi temporariamente banido do Facebook após a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, o que levou Trump a classificar a plataforma como “inimiga do povo” e acusar a empresa de censurar vozes conservadoras. A conta do presidente eleito dos EUA só foi restabelecida em 2023.

Segundo Kaplan, os preconceitos dos verificadores de fatos ficavam evidentes “nas escolhas feitas sobre o que avaliar e como”, levando ao silenciamento de debates políticos legítimos. 

De acordo com ele, no último mês, entre 10 postagens removidas nas redes sociais da Meta, uma ou duas foram eliminadas por engano.

A Meta informou que simplificará as políticas de conteúdo, removendo restrições relacionadas a temas como imigração e gênero. Além disso, adotará uma abordagem de moderação mais focada em violações ilegais e de alta gravidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como parte das mudanças, a empresa também anunciou que transferirá as equipes de confiança, segurança e moderação de conteúdo internas da Meta dos EUA da Califórnia — estado historicamente democrata — para o Texas, um reduto republicano. 

A medida busca “remover a preocupação de que funcionários tendenciosos estejam censurando excessivamente o conteúdo”, de acordo com a empresa.

Uma postura cooperativa com a agenda internacional de Trump também foi expressada por Zuckerberg. 

“Vamos trabalhar com o presidente Trump para resistir a governos ao redor do mundo que estão atacando empresas americanas e tentando censurar mais”, disse o CEO.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma liderança alinhada a Trump

As alterações na moderação de conteúdo vêm acompanhadas por uma renovação na administração da Meta. 

Joel Kaplan, que recentemente assumiu como diretor de assuntos globais, já é o principal responsável pelas políticas da empresa. Ele possui fortes laços com o Partido Republicano, tendo sido vice-chefe de gabinete na Casa Branca durante o governo de George W. Bush e assistente do ex-juiz da Suprema Corte Antonin Scalia.

Em dezembro, Kaplan revelou em uma postagem no Facebook que acompanhou o vice-presidente eleito JD Vance e Trump em uma visita à Bolsa de Valores de Nova York.

Outra novidade é a adição de Dana White, CEO do Ultimate Fighting Championship e amigo de Trump, ao conselho da Meta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos últimos meses, Zuckerberg demonstrou arrependimento por algumas ações de moderação de conteúdo, incluindo decisões relacionadas à covid-19. 

A doação de US$ 1 milhão ao fundo inaugural de Trump também marca uma mudança significativa na postura da empresa, antes mais distante de posições claramente políticas.

A Meta começará a implementar as notas da comunidade nos Estados Unidos nos próximos meses, com previsão de aprimoramento do modelo ao longo do ano. 

O sistema permitirá que usuários sinalizem publicações potencialmente enganosas que precisem de mais contexto, transferindo a responsabilidade da moderação para o público, em vez de organizações independentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa também informou que não decidirá quais notas da comunidade serão exibidas nas postagens.

E no Brasil?

Apesar das mudanças nos EUA, ainda não há indícios de que o projeto será expandido para outros países, como o Brasil. 

No entanto, Zuckerberg criticou indiretamente o cenário global ao afirmar que “os países latino-americanos têm tribunais secretos que podem ordenar que as empresas retirem as coisas silenciosamente”.

Em resposta, o Secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (SECOM) usou as redes sociais para criticar o posicionamento do CEO da Meta. Ele afirmou que o CEO da Meta chama “o STF de ‘corte secreta’, ataca de maneira absurda os checadores de fatos e questiona publicamente o viés da própria equipe de ‘trust and safety’ da Meta – numa justificativa para fugir da legislação californiana”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O secretário também alertou que a “Meta vai atuar politicamente no âmbito internacional de forma articulada com o Governo Trump para combater políticas da Europa, do Brasil e de outros países que buscam equilibrar direitos no ambiente online”, revelando o que, para ele, parece ser uma antecipação de ações do novo governo dos Estados Unidos.

Já o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a postura da Meta ao afirmar que a empresa “vai retirar dos seus controles os filtros de fake news, aderindo um pouco a mentalidade de que liberdade de expressão inclui calúnia, mentira, difamação e tudo mais”. O ministro demonstrou preocupação com a situação tensa que se encontra o mundo, onde questões ideológicas estão fazendo a diferença.

Procurada pelo Seu Dinheiro, a Meta não havia respondido até a última atualização desse conteúdo.

*Com informações da Bloomberg, da CNBC, Reuters e Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEM TRÉGUA

EUA não renovarão isenções para a compra de petróleo russo e iraniano, mas negociações seguem firme no Paquistão

25 de abril de 2026 - 15:18

Os Estados Unidos liberaram a isenção de sanções para as vendas de petróleo e derivados russos em março

PANTEÃO DAS BIG TECHS

O Olimpo tem dono: Nvidia rompe os US$ 5 trilhões em valor de mercado e desafia a chegada do Armagedom

24 de abril de 2026 - 18:52

A fabricante de chips não esteve sozinha; nesta sexta-feira (24), as ações da Intel dispararam 24%

IMÃ DE DINHEIRO

Brasil tem lenha para queimar, mas o investidor deve ficar de olho em outros quatro emergentes para lucrar

24 de abril de 2026 - 18:35

UBS WM revisou o alvo para o índice MSCI Emerging Markets para 1.680 pontos até dezembro de 2026, representando um potencial de dois dígitos, ancorado em uma previsão de crescimento de lucros de 33% para as empresas desses países

ABRINDO O JOGO

André Esteves, do BTG Pactual, alerta: “Árvores não crescem até o céu”— e diz onde o investidor deveria colocar o dinheiro agora

23 de abril de 2026 - 18:50

Executivo revela por que ativos latinos são o novo refúgio global contra a incerteza da IA e a geopolítica, e ainda dá uma dica para aproveitar as oportunidades de investimento

ALÉM DAS CORDILHEIRAS

Próxima parada, Chile. Presidente José Antonio Kast revela os planos do país vizinho na busca pelo capital estrangeiro

23 de abril de 2026 - 18:29

O líder chileno participou do Latam Focus 2026, evento organizado pelo BTG Pactual, que reuniu a nata do mundo político e empresarial em Santiago, e mandou um recado para os investidores

OPORTUNIDADE NO EXTERIOR

Portas abertas para a Europa: como é morar no país que busca brasileiros para trabalhar lá?

23 de abril de 2026 - 15:07

Finlândia, o país “mais feliz do mundo”, abre oportunidade para profissionais brasileiros que querem ganhar em euro.

APERTOU OS CINTOS

A gigante da aviação na Europa que evitou o voo de galinha com um corte 20 mil viagens para economizar com combustível

21 de abril de 2026 - 16:27

A companhia aérea vai passar a tesoura em rotas de curta distância programadas até outubro, uma tentativa de economizar combustível diante da ameaça de escassez e da volatilidade dos preços causada pelo conflito no Oriente Médio

CARRASCO OU SALVADOR

O homem de US$ 100 milhões que pode mexer com sua carteira: Kevin Warsh incendeia Washington ao falar o que pensa sobre juros e inflação

21 de abril de 2026 - 15:22

Indicado de Trump para comandar o Federal Reserve passou por audiência de confirmação nesta terça-feira (21) no Senado norte-americano, e o Seu Dinheiro listou tudo o que você precisa saber sobre o depoimento

GUERRA NO ORIENTE MÉDIO

Trump diz que Estados Unidos não serão “chantageados” pelo fechamento do Estreito de Ormuz e reafirma “boas conversas” com Irã

18 de abril de 2026 - 13:02

Após o Irã reverter a abertura da passagem marítima, presidente norte-americano minimiza a medida como tática de pressão

GUERRA NO ORIENTE MÉDIO

Irã fecha Estreito de Ormuz novamente e interrompe escoamento de petróleo

18 de abril de 2026 - 9:38

Teerã alega “pirataria” dos EUA para encerrar breve abertura da via estratégica; Donald Trump afirma que cerco naval só terminará com conclusão total de acordo.

GOAT

Quem é melhor (como cartola): Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo?

16 de abril de 2026 - 19:02

Mais cedo ou mais tarde, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vão se aposentador dos gramados, mas não vão abandonar o futebol. Ambos se preparam para virar dirigentes.

O PIX VAI CANTAR

Como Javier Milei colocou o FMI para ‘dançar tango’ e garantiu mais US$ 1 bilhão para os cofres da Argentina

15 de abril de 2026 - 17:55

Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)

LEGADO QUE FICA

Mark Mobius, investidor lendário e pioneiro em mercados emergentes, morre aos 89 anos

15 de abril de 2026 - 16:47

Gestor colocou as economias em desenvolvimento no radar dos investidores globais em um momento em que “mercados emergentes” não era nem um conceito ainda

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

US$ 100 bilhões em 9 dias: como a Intel virou o jogo na bolsa — e o que Elon Musk tem a ver com isso

13 de abril de 2026 - 13:01

Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa

NO MEIO DO NADA

Fábrica natural de ouro: cientistas acreditam ter encontrado no fundo do mar a resposta para um antigo mistério

13 de abril de 2026 - 10:28

Motivo pelo qual o ouro se concentra em certas regiões do mundo e não em outras é considerado um mistério de longa data pelos cientistas, mas uma parte dessa resposta parece ter sido encontrada

SEM SOLUÇÕES

EUA e Irã deixam mesa de negociações sem acordo, e cessar-fogo segue incerto; confira os pontos de impasse entre os países

12 de abril de 2026 - 12:07

Apesar de não chegarem a um acordo, o encontro foi o mais alto nível de interação presencial entre representantes do Irã e dos Estados Unidos

BIG SHORT X BIG BOSS

‘A loucura’ de Michael Burry: lendário investidor de Wall Street encara Trump e dobra a aposta contra a Palantir — e contra a Nvidia 

10 de abril de 2026 - 18:45

O investidor que previu a crise de 2008 não se intimidou com o apoio do republicano à empresa de software, e reafirma que a queridinha da IA vale menos da metade do preço de tela

NO MUNDO DA LUA

Americano nunca esteve na Lua, mas ficou milionário vendendo terrenos do satélite natural da Terra

10 de abril de 2026 - 10:40

Nem o céu foi limite para um norte-americano se tornar um multimilionário ao vender lotes de terreno na Lua

EFEITO COLATERAL

Quem ganha com a guerra? Rússia pode turbinar cofres em abril com até US$ 9 bilhões em petróleo

9 de abril de 2026 - 15:49

Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção

COPO MEIO CHEIO

Cessar-fogo de papel e conta que não fecha: as economias globais caminham no escuro, mas o investidor não

8 de abril de 2026 - 18:44

Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia