🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

O CONCLAVE DO FED

O que Powell pode revelar em Jackson Hole: os três cenários mais prováveis para o investidor não ser pego de surpresa

Às 11h (de Brasília) desta sexta-feira (22), Powell deve fazer o que quase certamente será seu último discurso principal no conclave anual do Fed, que está sendo marcado por um dos períodos mais tumultuados de sua história

Carolina Gama
21 de agosto de 2025
20:20
Jerome Powell, presidente do Fed, com efeito
Montagem com Jerome Powell, presidente do Fed - Imagem: Federal Reserve / Montagem Brenda Silva

O Simpósio de Jackson Hole não ganhou importância na política monetária internacional à toa: Ben Bernanke usou o evento para anunciar medidas de apoio do Federal Reserve (Fed) logo após a crise financeira de 2008 e também foi lá o anúncio da meta assimétrica de inflação que passou a ser perseguida pelo banco central norte-americano, em 2020. Por isso, os investidores em todo o mundo aguardam ansiosos pela participação de Jerome Powell nesta sexta-feira (22).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Às 11h (de Brasília), Powell deve fazer o que quase certamente será seu último discurso principal no conclave anual do Fed, que está sendo marcado por um dos períodos mais tumultuados de sua história.

O que está em jogo é o sentimento de curto prazo em relação aos mercados financeiros, a trajetória de longo prazo da política monetária do Fed e uma dose considerável de esforço para preservar vestígios de independência em um momento em que a instituição, normalmente sagrada, enfrenta enorme pressão da Casa Branca.

Cenário 1: a cutucada em Trump

Como fez durante grande parte de seu primeiro mandato, Donald Trump tem pressionado Powell para que reduza os juros, mantidos na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano. Mas, nos últimos dias, os ataques do presidente ao Fed foram além da política monetária.

A Casa Branca criticou Powell duramente por um grande projeto de reforma da sede do Fed em Washington, D.C — o que coincidiu com um período em que Trump cogitou demitir Powell do comando do banco central norte-americano, embora posteriormente tenha recuado da ideia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O desdobramento mais recente ocorreu nesta semana, quando o governo voltou seu foco para a governadora do Fed, Lisa Cook, acusando-a de fraude hipotecária em relação a dois empréstimos com garantia federal que ela tomou.

Leia Também

Em meio às controvérsias, Powell poderia usar o discurso para, pelo menos, criticar as distrações políticas, mesmo que se apegue à prática anterior de não mirar diretamente.

"Ele pode dar uma cutucada e falar sobre a independência do Fed, porque o que ele realmente tem a perder neste momento?", questionou Dan North, economista sênior da Allianz Trade North America.

A chave do sucesso de TRUMP para VENCER a GUERRA COMERCIAL

Cenário 2: a preparação para o corte de juros

Os investidores esperam que Powell prepare o mercado para um corte de juros em setembro. Desde 2018, cada um de seus discursos em Jackson Hole indicou mudanças políticas significativas: da pressão por cortes trimestrais no primeiro discurso a uma mudança crucial na forma como o Fed enxergaria a inflação em 2020 até a indicação do ano passado de uma medida agressiva em setembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

David Mericle, economista do Goldman Sachs, não espera que Powell sinalize decisivamente um corte em setembro, mas o discurso deve deixar claro para os mercados que ele apoiará uma redução da taxa no encontro do próximo mês.

“Suspeitamos que a maioria dos membros do Fomc [o comitê de política monetária do Fed] que expressaram sentimentos mistos sobre o corte em setembro estará disposta a apoiar uma redução da taxa se Powell insistir. Mas achamos que será mais razoável para ele apresentar esse argumento mais perto da reunião, com mais dados em mãos”, disse Mericle.

A ata da reunião de julho, divulgada na última quarta-feira (20) indicou que a maioria dos membros do Fomc vê uma preocupação maior com a inflação —  os presidentes regionais do Fed de Cleveland, de Atlanta e de Kansas City expressaram ceticismo quanto à necessidade de um corte de juros em setembro.

Cenário 3: Mudanças nas metas

Powell usou seu discurso em Jackson Hole em 2020 para apresentar mudanças na estrutura de política monetária do Fomc: o banco central norte-americano deixaria de perseguir uma inflação cravada em 2% ao ano e passaria a adotar uma meta assimétrica para os preços, tolerando uma taxa levemente acima ou abaixo desse patamar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os ajustes feitos em 2020, no auge da pandemia, refletiram os riscos assimétricos percebidos para o duplo mandato do Fed — pleno emprego e inflação em 2%. Mas o ambiente macroeconômico se mostrou radicalmente diferente. A inflação ultrapassou os 2% em março de 2021 e não voltou para a meta desde então, enquanto a taxa de desemprego caiu para menos de 4% no final do mesmo ano.

Cinco anos depois, a próxima revisão da estrutura de política monetária está se aproximando da conclusão. “Esperamos que Powell recapitule como a economia e o cenário político evoluíram ao longo de sua gestão como presidente do Fed e o que as lições aprendidas significam para a estratégia ideal de política monetária nos próximos anos”, disseram Sarah House e Michael Pugliese, economistas do Wells Fargo. 

Grande parte dos últimos anos foi marcada pelo enfrentamento de mercados de trabalho superaquecidos e inflação acima da meta. Hoje, os riscos em torno da meta de inflação de 2% do Fed e do mandato de pleno emprego parecem muito mais simétricos. “Suspeitamos que as mudanças na estrutura da política monetária visarão a essa simetria recém-descoberta no mandato duplo”, afirma a dupla de economistas. 

“Da mesma forma, esperamos que o Fomc se afaste da ênfase em lidar com as deficiências em relação ao emprego máximo e volte a se concentrar em desvios. A meta de emprego máximo do Fed não é diretamente observável, mas se revela por meio do impulso do mercado de trabalho sobre a inflação. Assim, a nova estrutura pode vincular a meta de emprego máximo mais diretamente à meta de inflação”, acrescentam. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas uma coisa é unânime entre os especialistas: se o discurso desta sexta-feira (22)  em Jackson Hole, Wyoming, for parecido com os primeiros sete anos de Powell no cargo, ele apresentará uma aparência calma e serena, mesmo que mascare o peso que ele e seus colegas têm sofrido durante todo o ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AMEAÇA DE ATAQUE

‘Irã será duramente atingido hoje’, diz Donald Trump

7 de março de 2026 - 9:45

Presidente dos Estados Unidos fez novas ameaças ao Irã em seu perfil no Truth Social neste sábado (7)

TABULEIRO GEOPOLÍTICO

Petróleo, China e EUA: o que está em jogo nas guerras de Trump, segundo gestor da AZ Quest

6 de março de 2026 - 19:34

Walter Maciel diz que os Estados Unidos têm algo que o Brasil não tem: uma política de Estado que olha para gerações

INTERNACIONAL

Cuba capitalista? Governo comunista se aproxima de empresas privadas para reagir à intensificação dos bloqueios norte-americanos

6 de março de 2026 - 13:11

Governo cubano adota nova estratégia de sobrevivência diante de sanções dos EUA, que ameaçam causar um apagão total no país

SEMPRE EM DISPUTA

Estreito de Ormuz: a passagem que até outro dia não existia, hoje tem o potencial de parar parte da economia global

6 de março de 2026 - 10:40

De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial

A TESE DAS DUAS LÂMINAS

A tesoura invisível da IA: como a tecnologia já está acabando com empregos e mudando o jeito de investir

5 de março de 2026 - 17:06

A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa

GEOPOLÍTICA NO RADAR

Petróleo em alta: o que o conflito no Oriente Médio significa para os dividendos da Petrobras (PETR4), segundo o Itaú BBA

4 de março de 2026 - 19:30

Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos

CIRCUIT BREAK

Nem o K-pop salva: bolsa da Coreia do Sul cai 12% e vive pior dia da história. Por que o “show” parou em Seul e o que isso significa agora

4 de março de 2026 - 15:50

O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial

CHOQUE DO BARRIL

O mapa do petróleo na América Latina: quem surfa a alta e quem paga a conta, segundo o Morgan Stanley

4 de março de 2026 - 14:30

O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise

AMÉRICA LATINA

BofA diz qual ação sobreviverá aos quatro cavaleiros do apocalipse da IA — e qual pagará dividendos no setor de software 

3 de março de 2026 - 19:42

Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico

INTERNACIONAL

Entre o caos e o milagre: tragédia resulta em chuva de dinheiro na Bolívia, mas que ninguém poderá usar

3 de março de 2026 - 15:32

Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo

RATINGS EM RISCO

A gravidade agora é severa: as implicações da guerra entre EUA e Irã que vão além do petróleo e da inflação

2 de março de 2026 - 19:51

As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo

OPORTUNIDADE NO EXTERIOR

Adeus, Tesla (TSLA34)! A troca de ações internacionais do BTG para você lucrar em dólar

2 de março de 2026 - 19:00

O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed

SOB ATAQUE

Saudi Aramco: petroleira atacada pelo Irã já foi bombardeada antes, fez o maior IPO da história e segue no topo do mercado global de petróleo

2 de março de 2026 - 14:15

Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário

POLÍTICA MONETÁRIA EM FOCO

A Selic não vai mais cair? O que pode acontecer com os juros no Brasil e no mundo com o Oriente Médio em chamas

2 de março de 2026 - 14:04

A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta

VISÃO DO GESTOR

O sazón latino e o tempero do medo: o gringo ama o Brasil, mas o investidor brasileiro não deve largar de vez o dólar e os EUA

2 de março de 2026 - 12:00

O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos

CRISE NO ORIENTE MÉDIO

Ataques em Dubai atingem hotéis de luxo e deixam turistas sem saída; governo pede cooperação de operadores

2 de março de 2026 - 11:21

Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos

VISÃO DE FORA

Gestor de US$ 200 bilhões diz o que pode fazer o gringo fugir da bolsa brasileira: balanços do 1T26 e eleições — mas não da forma que você pensa

2 de março de 2026 - 6:30

Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre

CONFLITO NO IRÃ

Em meio à tensão no Oriente Médio, Opep+ mantém cautela ao elevar produção de petróleo

1 de março de 2026 - 10:45

Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia

MERCADO EM ALERTA

Conflito entre EUA e Irã coloca petróleo sob pressão e BTG vê espaço para alta adicional no Brent

1 de março de 2026 - 10:20

Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor

CRISE

Irã nomeia liderança provisória após morte de Khamenei em ataque atribuído a EUA e Israel

1 de março de 2026 - 9:41

Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar