“Limpar o nome” sem pagar nada? É golpe — e a Serasa tem um guia que ensina a não cair nele
Golpes prometem "limpar o nome" sem pagar a dívida, mas a Serasa alerta sobre como se proteger e identificar fraudes; veja como evitar cair em armadilhas financeiras

Limpar o nome para conseguir financiar um carro, comprar um bem ou simplesmente sair da Serasa sem ter que pagar a dívida é o sonho de muita gente. Dados de setembro de 2025 indicam que 47,3% da população adulta do Brasil (77 milhões de pessoas) estão com o nome sujo na praça. Essa busca por uma nova chance no crédito leva muitos brasileiros a procurarem formas alternativas de regularizar a situação — e é justamente aí que surgem os golpes que prometem milagres para ‘limpar seu nome’.
Criminosos se aproveitam da pressa e da desinformação das vítimas para oferecer falsas soluções, que acabam resultando em perda de dinheiro e exposição de dados pessoais.
Esses golpistas divulgam vídeos e publicações nas redes sociais prometendo “limpar o nome sem pagar” ou “aumentar a pontuação de crédito em 24 horas”, muitas vezes utilizando da Inteligência Artificial (IA) e vozes de pessoas conhecidas para enganar a vítima.
Segundo dados da Serasa Experian, foram cerca de 1,9 milhão de tentativas de golpe no setor financeiro apenas no primeiro trimestre de 2025.
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Alguns mitos e verdades sobre o Serasa
Textos e vídeos da internet que prometem “apagar dívidas” são falsos?
Textos e vídeos na internet que prometem "apagar dívidas" são frequentemente falsos e enganosos. Correntes que ensinam a copiar e colar mensagens prontas para "limpar o nome" não funcionam e podem, na verdade, ocultar ofertas legítimas de negociação de dívidas. A única forma de regularizar a situação é quitando o débito, seja diretamente com a instituição credora ou através de plataformas como o Serasa Limpa Nome.
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Dívidas com mais de cinco anos deixam de existir?
Não. Embora uma dívida possa "caducar" após o prazo de prescrição de cinco anos, ela não desaparece. A dívida pode ser negociada mesmo após o término do prazo para cobrança judicial. A chamada dívida prescrita é aquela cujo prazo para ação judicial já expirou, geralmente cinco anos após a data de vencimento. Isso significa que a empresa credora não pode mais acionar o consumidor na Justiça, mas a dívida ainda pode ser negociada de forma administrativa e extrajudicial.
Quando uma dívida prescreve, ela deixa de impactar seu CPF e seu score de crédito. No entanto, ela ainda pode aparecer no Serasa Limpa Nome, permitindo ao consumidor a oportunidade de negociar e quitar o débito com descontos de até 90% a 99%, especialmente durante eventos como o Feirão Serasa Limpa Nome.
Consultar o Serasa Score altera sua pontuação?
Não. O Serasa Score pode ser acessado gratuitamente pelo site ou aplicativo oficiais da Serasa. Nenhuma empresa tem o direito de cobrar para consultar ou "aumentar" sua pontuação de crédito. Cair em promessas de “aumento de score” por meio de pagamento é um dos primeiros passos para cair em golpes.
A Serasa é responsável por negativar os nomes?
Não. A Serasa não negativou diretamente os consumidores. A inclusão de dívidas nos cadastros de inadimplentes é feita pelas próprias empresas credoras. A Serasa apenas registra as informações enviadas pelas empresas, funcionando como um banco de dados para organizar dados para o mercado de crédito. A responsabilidade pelas cobranças diretas recai sobre a empresa credora.
Novo botão de ‘contestação do PIX’ para se proteger de golpes
No início do mês de outubro o Pix ganhou o novo botão de contestação para ser utilizado em casos de golpes ou fraudes — inclusive envolvendo falsas promessas que utilizam o nome da Serasa.
Conhecido como Mecanismo Especial de Atendimento (MED), o botão passa a integrar o aplicativo dos bancos para que a devolução do dinheiro seja feita de forma 100% online. Antes, era necessário entrar em contato com a central de atendimento da instituição financeira para contestar um Pix.
Ao acionar o botão de contestação, a informação é passada automaticamente para o banco do golpista, que deve bloquear o dinheiro da conta — se ainda houver.
Após a reclamação, ambos os bancos — da vítima e do acusado — têm até sete dias para analisarem a situação. Caso aprovada a devolução, ela será feita em até onze dias.
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