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Bruna Charifker Vogel

Bruna Charifker Vogel

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo/USP e mestre em Estudos Latino Americanos e Caribenhos pela New York University/NYU, é redatora do Seu Dinheiro. Com mais de 15 anos de experiência em análise, fortalecimento e desenvolvimento de políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos, fez transição de carreira para o mercado financeiro, atuando nas áreas de comunicação interna, DEI, T&D, employer branding e cultura organizacional.

NEGÓCIO ESCALÁVEL

Startup Mombak recebe R$ 100 milhões do BNDES para reflorestamento na Amazônia com apoio do Fundo Clima

Empresa é a primeira a acessar recursos do Novo Fundo Clima para projetos de restauração florestal; investimento deve impulsionar economia local e mercado de carbono no Brasil

Bruna Charifker Vogel
Bruna Charifker Vogel
8 de abril de 2025
14:55
reflorestamento mercado de carbono
Peter Fernandez e Gabriel Silva, fundadores da startup Mombak - Imagem: divulgação Mombak -

A Mombak, startup brasileira especializada em remoção de carbono, acaba de conquistar um marco histórico no setor ambiental. A empresa será a primeira a receber recursos do Novo Fundo Clima do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinados à restauração de áreas degradadas na Amazônia

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O financiamento totaliza R$ 100 milhões, sendo R$ 80 milhões provenientes do Fundo Clima e R$ 20 milhões do BNDES Finem – uma linha de crédito do banco que financia diversos tipos de empreendimentos –, viabilizados por meio de uma fiança bancária concedida pelo Santander Brasil.

Peter Fernandez, CEO e cofundador da Mombak, celebrou a operação. “Esse financiamento é um marco para o setor de remoção de carbono no Brasil. Reforça que o reflorestamento não é apenas uma prioridade ambiental, mas também um negócio escalável com forte demanda de mercado”, destacou.

Financiamento visa benefícios ambientais e socioeconômicos no Pará

Os recursos adquiridos pela Mombak serão aplicados na ampliação das iniciativas da startup no estado do Pará, priorizando a recuperação da biodiversidade e a captura de carbono em larga escala

Além dos benefícios ambientais, o projeto promete estimular a economia local, gerando empregos diretos e indiretos e fortalecendo a cadeia produtiva do reflorestamento.

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A Mombak, que significa “Fazer Acordar” em Tupi-Guarani, foi fundada em 2021 por Peter Fernandez, ex-CEO da 99, e Gabriel Silva, ex-CFO do Nubank. Desde então, já captou US$ 200 milhões para projetos de remoção de carbono no Brasil. 

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A startup tem contratos com grandes compradores corporativos, como Microsoft, Google e McLaren Racing, e atraiu investimentos de instituições globais, incluindo o Banco Mundial. 

Fundo Clima: Mecanismo estratégico para mitigação das mudanças climáticas

O financiamento da Mombak pelo Novo Fundo Clima representa um passo importante na conexão entre capital privado e projetos ambientais de larga escala.

“A primeira operação do Novo Fundo Clima para restauro florestal é simbólica como marco da atuação do governo federal no reflorestamento da Amazônia e da atuação do BNDES como impulsionador de um novo mercado, de um novo caminho para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. 

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Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, conhecido como Fundo Clima, é um dos principais instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima. 

Em março deste ano, o BNDES aprovou mais de R$ 10 bilhões de crédito para financiamentos do Fundo Clima.A Região Sudeste teve aprovados R$ 4,1 bilhões; o Centro-Oeste, R$ 2 bilhões; o Nordeste, R$ 1,8 bilhão; o Sul, R$ 1,6 bilhão; e o Norte, R$ 460 milhões.

O BNDES atua como gestor da parte reembolsável do fundo, detalhando as condições da linha de crédito voltada para projetos de mitigação das mudanças climáticas em 7 modalidades distintas:

  1. Desenvolvimento Urbano Resiliente e Sustentável: Apoia cidades na adaptação às mudanças climáticas, promovendo bem-estar, proteção ambiental e redução da vulnerabilidade socioambiental.
  2. Indústria Verde: Incentiva práticas industriais sustentáveis, redução de emissões, economia circular e menor uso de recursos naturais não renováveis.
  3. Logística e Mobilidade Verdes: Financia transporte sustentável de passageiros e cargas, com foco na eficiência e na redução de impacto ambiental.
  4. Transição Energética: Estimula o uso de energia limpa, modernização das redes, eletrificação de setores emissores e produção de hidrogênio renovável.
  5. Florestas Nativas e Recursos Hídricos: Apoia a conservação e recuperação de florestas, proteção da biodiversidade e gestão responsável da água.
  6. Serviços e Inovação Verdes: Financia soluções sustentáveis e inovadoras que ajudem na transição para uma economia de baixo carbono.
  7. Máquinas Verdes: Apoia a compra de máquinas e equipamentos que reduzam emissões e ajudem na adaptação climática.

Podem acessar o Fundo Clima Pessoas Jurídicas de Direito Público, à exceção da União, e Pessoas Jurídicas de Direito Privado com sede e administração no Brasil. Para solicitar o apoio direto, a instituição precisa estar habilitada junto ao BNDES e protocolar o pedido de financiamento no site do banco. 

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