Guerra comercial EUA e China: BTG aponta agro brasileiro como potencial vencedor da disputa e tem uma ação preferida; saiba qual é
A troca de socos entre China e EUA força o país asiático, um dos principais importadores agrícolas, a correr atrás de um fornecedor alternativo, e o Brasil é o substituto mais capacitado

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China parece estar longe de sua conclusão, e o agronegócio brasileiro deve sair como vencedor do duelo de tarifas, de acordo com análise do BTG Pactual.
O motivo é simples: o setor de grãos e proteína animal deve passar por uma reestruturação que mudaria os fluxos de produtos agrícolas no mercado global.
Para o BTG, SLC Agrícola (SLCE3), Minerva Foods (BEEF3) e JBS (JBSS3) estão entre as empresas mais bem posicionadas para aproveitar a ascensão de receita no curto prazo dentro da cobertura do banco.
- VEJA MAIS: Momento pode ser de menos defensividade ao investir, segundo analista; conheça os ativos mais promissores para comprar em abril
As três empresas estão tendo resultados positivos neste ano, com as ações da SLC, Minerva e JBS registrando altas de 17,55%, 49,38% e 17,8%, respectivamente, no acumulado deste ano.
Com a troca de socos entre a China e os EUA, um dos principais produtores e exportadores globais do setor, a tendência é que o país asiático busque um fornecedor alternativo, e o Brasil é o substituto mais natural e capacitado, aponta o banco.
Os analistas do BTG Pactual acreditam que a guerra comercial deve basicamente acabar com o comércio bilateral de commodities agrícolas e proteína animal entre os EUA e a China.
Leia Também
“Os EUA são grandes exportadores globais de carnes e grãos, enquanto a China figura entre os principais importadores. O impacto desse ‘embargo comercial’ varia para cada commodity. A soja é, possivelmente, a mais afetada, com o fluxo EUA-China, que representa 15% do comércio global″, aponta o analista.
Mesmo com vencedores definidos, ainda será preciso paciência
No longo prazo, se o Brasil assumir o espaço deixado pelos EUA como fornecedor estrutural, os volumes domésticos devem crescer, pontua o BTG Pactual.
Porém, os louros já serão colhidos pelas empresas de proteínas no curto prazo, uma vez que as empresas como BRF (BRFS3) e Seara poderão redirecionar volumes para a China, elevando os preços médios.
A potência asiática é conhecida por pagar um prêmio por cortes menos nobres, como pés e coxas de frango e dianteiro bovino.
- VEJA MAIS: ‘Efeito Trump’ na bolsa pode gerar oportunidades de investimento: conheça as melhores ações internacionais para comprar agora, segundo analista
A JBS, por sua vez, apresenta um cenário mais complexo, com suas exportações de frango para os EUA podendo sofrer pressão sobre os preços, segundo os analistas do BTG Pactual. Contudo, deve haver uma compensação nos custos menores de grãos, fazendo com que o impacto seja neutro.
No entanto, o fluxo comercial de proteínas entre EUA e China representa uma fração pequena do mercado global, o que limita a expectativa de alta relevante nos preços médios.
A carne de frango é o item com maior representatividade, com 2,2% do comércio global realizado entre a China e os EUA, seguida pela suína, com 1,5%, e pela bovina, com 1,3%.
De grão em grão, a galinha enche o papo
Os maiores vencedores deverão ser os produtores de grãos brasileiros, na visão dos analistas, com a SLC se destacando como a beneficiária estrutural mais clara.
As margens dos produtores de grãos tenderiam a ter um leve benefício quanto mais tempo a guerra comercial continuar. Especialmente no caso da soja, commodity em que o comércio EUA-China representa a maior parcela do fluxo global.
A análise do BTG Pactual projeta que o impacto positivo nos preços da soja brasileira no curto prazo pode ser mais relevante do que em outras commodities.
Onde investir em abril | BDRs: Tarifas de Trump abrem oportunidades para investir em tecnologia
No médio prazo, a dinâmica muda. Com a queda na rentabilidade dos produtores americanos, os incentivos ao plantio podem enfraquecer, levando à redução da oferta global e, eventualmente, a preços mais elevados.
Isso seria positivo para produtores agrícolas brasileiros — como a SLC —, enquanto os produtores de proteína poderiam começar a sentir mais pressão nas margens devido ao aumento dos custos dos insumos.
CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO