Elon Musk ensaia nova arrancada da Tesla com promessa de piloto automático turbinado; ações sobem mais de 3%
Atualização chega em meio à queda nas vendas da Tesla, aumento da concorrência chinesa e um acidente fatal com o piloto automático

Após queda nas vendas da Tesla, robotáxis, noites dormindo no escritório e um bônus de US$ 29 bilhões, Elon Musk voltou à ofensiva da inovação. Desta vez, anunciou que a empresa está treinando um novo modelo de direção totalmente autônoma (FSD, na sigla em inglês), que pode ser lançado já no mês que vem.
"A Tesla está treinando um novo modelo FSD com parâmetros de ~10X e uma grande melhoria na perda de compressão de vídeo. Provavelmente pronto para lançamento público no final do próximo mês, se os testes correrem bem", escreveu o bilionário, em uma atualização na rede social X, antigo Twitter.
Nesta quarta-feira (6), após o fechamento dos mercados, as ações da Tesla registraram uma alta de 3,64%.
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O FSD é um sistema de direção parcialmente automatizado que visa permitir que os veículos da Tesla naveguem e manobrem em diferentes situações com assistência mínima do motorista. Mesmo assim, os proprietários devem manter as mãos no volante e estar prontos para assumir o controle a qualquer momento.
O sistema funciona como uma evolução do Autopilot, o assistente de direção da empresa, já disponível na Europa e na China.
A tecnologia é baseada em um modelo de inteligência artificial (IA) que permite às câmeras e sensores do carro interpretarem o ambiente. Quando Musk menciona "parâmetros 10X", refere-se ao tamanho expandido do modelo.
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No contexto das IAs, isso geralmente indica um modelo mais robusto, treinado com mais dados e capaz de entregar resultados mais precisos.
O FSD tem sido peça-chave na estratégia de Musk para expandir a receita da Tesla e garantir uma posição de liderança no competitivo mercado de veículos elétricos, onde montadoras chinesas, como a BYD, têm avançado com força.
Para os otimistas, o futuro da Tesla está na autonomia total. A montadora de Musk tem concentrado seus esforços no aprimoramento dos recursos de direção autônoma e aposta que essa será sua maior vantagem competitiva.
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Atualização depois de um acidente
A nova atualização vem dias após um revés na Justiça. Na última sexta-feira (1º), um júri federal dos Estados Unidos considerou a Tesla parcialmente responsável por um acidente em 2019 que matou um pedestre e deixou outra pessoa gravemente ferida. O carro trafegava no modo Autopilot.
De acordo com os dados citados no julgamento, o veículo estava a 100 km/h pouco antes de cruzar uma via sinalizada com placa de pare e luz vermelha piscando.
O júri concedeu US$ 43 milhões por dor e sofrimento às vítimas e US$ 200 milhões em danos punitivos, com o objetivo de desencorajar condutas semelhantes.
“O veredito de hoje está errado e só serve para prejudicar a segurança automotiva e colocar em risco os esforços da Tesla e de toda a indústria para desenvolver e implementar tecnologias que salvam vidas. Pretendemos apelar, dados os erros substanciais de lei e as irregularidades no julgamento”, respondeu a companhia, em nota.
No momento, o foco do mercado continua sendo o desempenho do core business da Tesla: a venda de automóveis. Mas o cenário está longe de ser tranquilo.
A empresa reportou uma queda de 16% na receita automotiva no segundo trimestre e também vem sofrendo retração nas vendas na Europa.
As ações da Tesla acumulam queda de 15,65% em 2025 na Nasdaq, em meio a preocupações com o desempenho operacional da companhia e aos desgastes públicos no relacionamento entre Musk e a Casa Branca.
*Com informações da CNBC
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